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Súplica Cearense

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Questões sobre a década de 1960, nos vestibulares.

Questões de Vestibulares, comentadas, sobre a década de 1960

"Antes de vermos o golpe de 64 em si, é muito importante entendermos os caminhos tomados que levaram a ele, quais as conjunturas internas e externas que propiciaram a tomada do poder pelos militares. Para isso, vamos recuar um pouco na História e analisar uma série de questões a respeito do início da década de 1960 e do governo João Goulart:"
(Unesp-SP/2004) A renúncia de Jânio Quadros, em 1961, abriu um período de grande instabilidade política: havia aqueles que se opunham à posse do vice-presidente, João Goulart, e os que defendiam o cumprimento estrito da Constituição, que estipulava posse do vice em caso de renúncia ou morte do presidente.
a) Qual a saída política encontrada pelo Congresso Nacional para resolver o impasse?
b) Caracterize o governo Goulart, do ponto de vista político.

Comentários: A solução política encontrada pelo Congresso Nacional foi a adoção do sistema parlamentarista, com o objetivo de limitar o poder de João Goulart. O governo Goulart foi caracterizado por uma política de aproximação com os setores de esquerda, principalmente após o lançamento do programa das Reformas de Base. Contra essa aproximação, inúmeros setores conservadores, como as classes média e alta, parte da Igreja e das Forças Armadas, se opuseram a Jango, acusando-o de “subversivo” e de tentar implantar o comunismo no Brasil. Esses antagonismos geraram um clima de grande instabilidade política, que desembocaria no golpe de 64.

(UFF-RJ/2004) A partir de 1961, as Ligas Camponesas — formas de organização dos trabalhadores rurais — entraram em crise interna, devido a divergências entre suas lideranças. Uma defendia a adoção das teses da guerra de guerrilhas e a outra, representada por Francisco Julião e contrária a esta estratégia, tentou, sem sucesso, unificar novamente a direção do movimento. Com base nessa afirmação é possível dizer que, no decorrer dos anos 1960:
a) a organização dos movimentos sociais no campo foi aprimorada a partir da fundação de sindicatos rurais evangélicos.
b) os trabalhadores rurais brasileiros deram início a uma estratégia de ocupação em massa das grandes fazendas, por todo o Brasil.
c) os trabalhadores do campo foram vítimas do “perigo comunista”, dependendo do Golpe Militar de 1964 para libertá-los e reestruturá-los com base em acampamentos rurais;
d) os movimentos sociais no campo brasileiro passaram a ser conduzidos e orientados pela União Democrática Ruralista.
e) a organização dos trabalhadores rurais brasileiros passou a ser disputada por duas novas forças políticas: a Igreja e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Comentários: Segundo o texto, as Ligas Camponesas, provavelmente influenciadas pelo movimento guerrilheiro da Revolução Cubana de 1959, encontravam-se divididas em 1961, com um grupo iniciando a tática de guerrilha para fazer a reforma agrária e lutar contra as injustiças dos coronéis nordestinos, e outro adotando a via pacífica, liderado pelo deputado Francisco Julião, Diante desse quadro, o movimento rural brasileiro passaria a ter novas influências em seu quadro, principalmente da igreja católica e do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Vale lembrar que o movimento das Ligas Camponesas entre 1955 e 1964 tem sido muito comparado com a atuação do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) atualmente no Brasil. Resposta correta: alternativa “E”.

(Fuvest-SP/1999) Sobre o governo de João Goulart (1961-1964), é possível afirmar que:
a) tomou medidas claras e definidas para a implantação do socialismo no Brasil.
b) propôs as chamadas “reformas de base” que pretendiam promover, entre outras, as reformas agrária e urbana.
c) fechou os olhos às lutas guerrilheiras que se implantavam em diversos pontos do Brasil.
d) foi antiimperialista, promovendo a ruptura das relações diplomáticas com os Estados Unidos.
e) tomou medidas drásticas contra os capitais externos, nacionalizando as empresas estrangeiras.

Comentários: As Reformas de Base faziam parte do plano apresentado pelo presidente Jango (Plano Trienal) que pretendia, através do corte de gastos públicos e da realização de reformas nas estruturas agrária, administrativa, bancária, tributária, eleitoral e educacional, reduzir a inflação e as desigualdades sociais.
Alternativa “B”.

(UFRN-RN/2000) Durante o governo do presidente João Goulart (1961-1964), o Estado brasileiro tentou implementar um extenso programa de reformas políticas e econômicas, conhecidas como “Reformas de Base”, as quais fracassaram devido à (ao):
a) Lei de Remessa de Lucros, que estimulou o envio de recursos financeiros de multinacionais instaladas no Brasil, às matrizes, no exterior.
b) oposição de expressivos grupos da sociedade brasileira, alarmados pela radicalização política de entidades ligadas aos trabalhadores.
c) reação ostensiva das ligas camponesas, principalmente no Sudeste, que promoveram uma campanha nacional, defendendo idéias desenvolvimentistas.
d) Plano Trienal, cujo sucesso levou importantes setores do empresariado brasileiro a considerarem inócuo o programa de reformas defendido pelo presidente da república.

Comentários: De um lado, o empresariado reclamava a queda do desenvolvimento econômico e da “postura comunista” das reformas de base. De outro, o operariado exigia agilidade nas reformas.
Resposta correta: “B”.

(Fuvest-SP/2002) “Na presidência da República, em regime que atribui ampla autoridade e poder pessoal ao chefe de governo, o Sr. João Goulart constituir-se-á, sem dúvida alguma, no mais evidente incentivo a todos aqueles que desejam ver o país mergulhado no caos, na anarquia, na luta civil.” (Manifesto dos ministros militares à Nação, em 29 de agosto de 1961).
Este Manifesto revela que os militares
a) estavam excluídos de qualquer poder no regime de democracia presidencial.
b) eram favoráveis à manutenção do regime democrático e parlamentarista.
c) justificavam uma possibilidade de intervenção armada em regime democrático.
d) apoiavam a interferência externa nas questões de política interna do país.
e) eram contrários ao regime socialista implantado pelo presidente em exercício.

Comentários: O manifesto, escrito após a renúncia de Jânio Quadros, demonstra a posição contrária dos militares em relação à posse do vice-presidente João Goulart, acusado de ser comunista.
Alternativa “C”.

(PUC-RS/1999) Ao longo dos governos Jânio Quadros e João Goulart, o Brasil buscou reorientar sua inserção internacional, pondo em prática a chamada Política Externa Independente. É correto afirmar que o objetivo norteador dessa política era
a) promover o estreitamento das relações econômicas e culturais com os países da África setentrional e do nordeste asiático.
b) estabelecer um espaço de liderança terceiro-mundista nas rodadas de negociação da Organização Mundial de Comércio.
c) acelerar o processo de negociações com a República Democrática Alemã para o desenvolvimento de um programa nuclear nacional.
d) romper a lógica de alinhamento incondicional aos EUA no contexto da Guerra Fria.
e) colocar o país na liderança militar de um sistema de defesa no Atlântico Sul, articulado à OTAN.

Comentários: Em tempos de Guerra Fria, o presidente João Goulart, em sua política externa, tentou acabar com a aproximação histórica existente entre Brasil e Estados Unidos. No entanto, essa política de independência dos EUA, reatando relações diplomáticas com a URSS, foi vista como uma aproximação com o comunismo, e esteve na base do golpe de 1964.
Alternativa “D”.

(Ufscar-SP/2000) O nome de República Populista designa o período histórico que se estende da queda de Getúlio Vargas em 1945 ao golpe militar de 1964. Alguns presidentes da República, por razões diversas, não completaram seus mandatos neste período.
a) Indique os nomes destes presidentes.
b) Em março de 1964, o presidente João Goulart participou de um comício no Rio de Janeiro com a finalidade de formalizar o início das reformas de base. Que medidas foram tomadas pelo presidente em consonância com este projeto de reformas e quais foram as suas conseqüências?

Comentários: Na resposta da alternativa “a”, você deve dizer que os presidentes que não completaram seus mandatos no período citado pela questão foram Jânio Quadros e João Goulart. Já na “b”, mais complexa, você poder dizer que as Reformas de Base previam o corte de gastos públicos e a realização da reforma agrária e estrutural de diversos setores da vida pública brasileira, como maneiras de conter a inflação e as desigualdades sociais. Tentando levar à frente o Plano Trienal, Jango, por inúmeras razões, desagradou tanto à esquerda quanto à direita, que temiam um golpe de Estado e enfraqueceu-se politicamente.

(Mack-SP/2004) A “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, em março de 1964, na cidade de São Paulo, foi:
a) uma demonstração de forças conservadoras de direita contra o que chamavam de esquerdismo e comunismo do governo João Goulart.
b) uma manifestação de apoio das famílias de trabalhadores brasileiros ao governo do presidente Goulart.
c) uma resposta das massas populares, apoiando as Reformas de Base, após o Comício na Central do Brasil (RJ/março de 1964).
d) uma demonstração de repúdio das classes trabalhadoras a uma possível intervenção militar, com apoio norte-americano, ao governo de Goulart.
e) uma manifestação, de setores conservadores da sociedade brasileira, de revolta contra a tentativa de se derrubar o governo constitucional.
Comentários: A “Marcha da Família pela Liberdade”, realizada em reposta ao Comício das Reformas na Central do Brasil (RJ), demonstrou a força da direita conservadora e contribuiu para desencadear o golpe militar que derrubou o presidente João Goulart em 1964.
Alternativa “A”.

(UFES-ES/2004) Ao assumir a presidência dos Estados Unidos, em 1961, o candidato democrata John Fitzgerald Kennedy viu-se compelido, devido à vitória da Revolução Cubana, a reforçar o sistema pan-americano de modo a preservar a hegemonia norte-americana sobre o continente e impedir o avanço do comunismo. Com esse propósito, convocou-se a Conferência Econômica e Social de Punta del Este, em agosto de 1961, ocasião em que foram fixadas diversas diretrizes, visando ao desenvolvimento da América Latina, com a previsão de um volume de investimentos externos da ordem de 20 bilhões de dólares, a serem desembolsados num prazo de dez anos. Esse projeto desenvolvimentista para a América Latina, gerenciado pelos E.U.A. e fruto da nova política externa implementada pelo governo Kennedy no contexto da Guerra Fria, ficou conhecido como:
a) Nova Fronteira.
b) Aliança para o Progresso.
c) Grande Estratégia.
d) Política da Boa Vizinhança.
e) Teoria da Contra-Insurgência.

Comentários: Objetivando conter o avanço da influência comunista na América Latina após a Revolução Cubana de 1959, os EUA tentaram se aproximar ainda mais dos países em desenvolvimento da região. Para tanto, em 1961, o presidente norte-americano John F. Kennedy criou a política da Aliança para o Progresso, que estabelecia a intensificação de investimentos financeiros norte-americanos na América Latina.
Alternativa “B”.

Depois desta batelada de exercícios sobre os antecedentes, vamos ver como os vestibulares abordaram o golpe militar de 1964. Aproveite para analisar alguns parâmetros que podem nortear seus estudos sobre a temática, principalmente a respeito das interpretações de texto e em questões conceituais como revolução, golpe ou contra-revolução para analisar o golpe de 1964.

(UFC-CE/2001) “Chefes altamente qualificados do Movimento de Março de 64 preferem chamá-lo contra-revolução. Com efeito, houve uma reação ao rumo desordenado e ameaçador das liberdades democráticas que a Nação tomava sob Goulart. (...) Março de 64 é, pois, uma resposta e não um projeto autônomo. Por isso, foi feito em nome do Anti: anticomunismo, antipeleguismo, anticorrupção”. (Jarbas Passarinho, Folha de São Paulo, 31/03/1982).
“Com efeito, o governo de Jango não caiu por seus defeitos... ele foi derrubado por suas virtudes. Essencialmente porque representava uma ameaça inadmissível para as classes dominantes. Quem viveu aqueles últimos meses de tensão recordará tanto a animosidade e o ódio que se alastraram por toda a casta de privilegiados contra o governo nacionalista e sindicalista, como o entusiástico apoio popular ao governo trabalhista e reformista”. (Darcy Ribeiro, Folha de São Paulo, 30/03/1982).
Com base nos testemunhos acima citados, faça o que é pedido abaixo.
a) Identifique os pontos de vista de cada um dos autores citados com relação ao golpe militar de 1964.
b) Compare os projetos políticos para o Brasil que estão implícitos nos dois trechos acima citados.

Comentários: Os depoimentos citados refletem divergências antagônicas em relação ao golpe de 1964. No primeiro fragmento, Jarbas Passarinho, um coronel, assume a defesa do movimento, assinalando o estabelecimento da ordem, contra o “caos” proposto pelos comunistas e outros subversivos instalados no governo, propondo-o como uma contra-revolução. Já Darcy Ribeiro, Chefe da Casa Civil do governo João Goulart, denuncia o caráter antidemocrático e de apoio às classes dominantes que o dito golpe assumiu.
Ao compararmos os projetos políticos, verifica-se que, no primeiro, o governo deveria se dedicar ao combate à corrupção, ao peleguismo e ao comunismo, assumindo uma postura de cerceamento das manifestações populares, apesar do discurso de defesa da nação. Para o segundo, o governo brasileiro pré-64 estava assumindo claramente um programa nacionalista, sindicalista, trabalhista e reformista, que ameaçava o poder das elites políticas e econômicas.

(Fatec-SP/2003) Em 31 de março de 1964, o general Mourão Filho, de Minas Gerais, iniciou um movimento de tropas em direção ao Estado da Guanabara. Em vários estados, movimentos militares eclodiram, apoiando Mourão. No dia seguinte, sem qualquer resistência do Governo de João Goulart, da população ou de militares legalistas, Jango foi deposto. A justificativa para a deposição de Jango pelos militares foi a seguinte:
a) Jango estava transformando o Brasil numa república sindicalista e comunista.
b) Jango estava realizando reformas que incomodavam os setores de exportação de mercadorias para Cuba e China.
c) Jango estava se desviando da Revolução Redentora, não querendo implantar a Reforma Agrária, aprovada pelo Congresso.
d) Jango havia realizado a reforma agrária desapropriando imensos latifúndios de empresas americanas, sem indenização alguma.
e) Jango não obedeceu a uma resolução do Supremo Tribunal Federal que regulamentava a Lei de Remessa de Lucros.
Comentários: O golpe militar de 1964 foi o resultado da crise do populismo, da conjuntura da Guerra Fria (EUA x URSS) e da polarização ideológica entre a esquerda reformista e a direita conservadora que acusava Jango de querer transformar o país numa República sindicalista de cunho comunista.
Resposta correta: “A”.

(FGV-SP/1998) Em relação ao Golpe Militar de 1964 no Brasil, pode-se dizer:
I- Foi fruto de uma conspiração civil-militar alarmada com os rumos nacionalistas do governo João Goulart.
II- Foi a forma encontrada pelos comandos militares para garantir a posse do novo presidente.
III- Representou a repulsa de setores da sociedade brasileira a tentativa de João Goulart de aumentar a presença do capital estrangeiro no país.
IV- Evitou a tentativa do Partido Comunista Brasileiro, de sindicatos de trabalhadores e de setores do Partido Trabalhista Brasileiro de exigir do presidente a implementação imediata das “reformas de base”.
Estão corretas as frases:
a) III e IV.
b) III e V.
c) I, II e III.
d) I, IV.
e) II, III e IV.
Comentários: No item II, afirma-se o contrário da intenção do golpe de 1964, que destituiu do cargo presidente João Goulart. No item III, o correto seria afirmar que o golpe representou a repulsa de setores da sociedade brasileira ao afastamento do capital estrangeiro do Brasil.
Alternativa “D”.
(UFJF-MG/2002)
"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia (...) "
(Chico Buarque - Apesar de Você)

"Eu pisarei as ruas novamente
Do que foi Santiago ensangüentada
Numa bela praça libertada
Vou parar e chorar pelos ausentes
Vão retornar os livros, as canções
Queimadas todas por mãos assassinas
Renascerá meu povo de suas ruínas
E pagarão sua culpa os traidores. (...)"
(Pablo Milanés - Eu Pisarei as Ruas Novamente)

As letras das canções acima criticam os regimes militares instalados no Brasil (1964) e Chile (1973), respectivamente. Com base nas mesmas e em seus conhecimentos, responda ao que se pede:
a) Compare os contextos que antecederam os golpes militares em cada um dos países indicados.
b) Com base nas letras das canções, analise as relações entre governo e sociedade nos dois países, durante seus regimes militares.

Comentários: Na alternativa “A”, você deve apontar, dentre outros fatores que, em ambos os casos, havia propostas de mudanças econômicas e sociais. No caso chileno, o governo de salvador Alende da Frente Popular, eleito pelas urnas, implementou um processo de reformas que incluíam nacionalizações, como a da exploração do cobre, a estatização do sistema bancário e o desenvolvimento do processo de reforma agrária. No Brasil, o governo Goulart planejava a restrição da remessa de lucros das multinacionais, bem como as chamadas "reformas de base" – que incluíam as reformas agrária, urbana, bancária e administrativa. Contudo, estas propostas não chegaram a ser efetivadas no Brasil nas mesmas proporções do que no exemplo chileno e, em ambos os casos, os processos foram abortados pelos golpes militares.
Na alternativa “B”, tente identificar que os regimes militares em questão mantinham com a sociedade relações baseadas em elementos tais como: o autoritarismo, em suas mais diversas manifestações; o clima de medo e terror presentes na sociedade civil; a repressão política com a perseguição e assassinato de lideranças de oposição; a suspensão de direitos civis; a censura, dentre outros.

(Unicamp-SP/1996) “A palavra revolução tem sido empregada de modo a provocar confusões... No essencial, porém, há pouca confusão quanto ao seu significado central: sabe-se que a palavra se aplica para designar mudanças drásticas e violentas na estrutura da sociedade.” (Florestan Fernandes. O que é Revolução. SP: Brasiliense, 1981, p.7 e 8.)
Explique por que, segundo o conceito proposto por Florestan Fernandes, o movimento político de 1964 não foi uma revolução.

Comentários: Esta é uma questão clássica que faz com que o candidato pense em conceitos como revolução e golpe de Estado. Segundo Florestan Fernandes, os acontecimentos de 1964, por terem sido realizados por setores determinados com o intuito de conservar a manutenção da ordem, evitando alterar o status quo, distancia-se do conceito revolução; para ele, 1964 se aproximava de um golpe de Estado. Esta interpretação tornou-se bastante aceita, de modo geral, nas ciências humanas e é reproduzida na maioria das vezes, tal como estamos fazendo aqui no Zoom. Entretanto, como vimos no artigo “40 anos do golpe militar de 1964” desta edição, mesmo este conceito de golpe de Estado pode não ser suficiente para explicar o movimento militar de 1964, uma vez que restringe de alguma forma sua possibilidade de análise.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

SIMULADO ON-LINE

Clicando na URL abaixo, você terá acesso a uma página em que poderá fazer diversas provas de História on-line. Mas antes há a necessidade de se cadastrar.
Um abraço.
Alexandre

segunda-feira, 2 de março de 2009

UERJ 2009

Clicando na URL abaixo você terá acesso aos dois primeiros exames de qualificação da UERJ 2009.
http://www.vestibular.uerj.br/vest2009/files/2009_1eq_3de3.pdf
http://www.vestibular.uerj.br/vest2009/files/2009_2eq_3de3.pdf

Abaixo os exames discurssivos
http://www6.uerj.br/vestuerj/2009ed_his.pdf

domingo, 1 de fevereiro de 2009

ATIVIDADES: PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Atividade: Imagem e texto como fontes históricas

Nas trincheiras de Verdun – França

..."Com os pés enterrados, sacudo pedaços de barro gelado que me pesam nas mãos... Retomo a minha marcha, as pernas abertas, atravessando a terra mole desbarrancada, sondando prudentemente a lama que esconde buracos. Apesar de tudo, às vezes, o lugar onde lancei meu impulso se desmancha, o barro puxa minha perna, a agarra, a paralisa; tenho que fazer um grande esforço para libertá-la. Do fundo do buraco que logo se encheu de água, meu pé tira uma confusão de fios onde reconheço a linha telefônica.
Soldados em tricheira, Verdun, França
Justamente aí aparece o telefonista encarregado de consertar as linhas, tem o rosto contraído pelas agulhas geladas da chuva:"Que caos! Não sobrou nada aí dentro! Só barro e cadáveres!". Sim, cadáveres. Os mortos nos combates de outono, que haviam sido enterrados superficialmente na barreira de proteção da trincheira, aparecem aos pedaços nos desprendimentos de terra".
Fonte: Texto adaptado de Paul Tuffrau. 1914-1918, quatre années sur le front : Carnets d'un combattant. Paris: Imago, 2004.

Para saber mais:
Durante 10 meses, ao redor de 300 dias, do 21 de fevereiro ao 19 de dezembro de 1916, alemães e franceses protagonizaram na Primeira Guerra Mundial aquela que foi considerada a mais longa, violenta e mortífera de todas as batalhas que a história militar registrou. Travada ao redor da antiga cidadela de Verdun, em território francês, ela passou a ser, para aqueles que dela participaram, sinônimo de inferno, o Inferno de Verdun. Uma hecatombe que devorou durante o ano de 1916 a vida e a saúde de mais de 700 mil soldados. Cifra de baixas impressionante, tratando-se de uma só batalha, mais do que em qualquer outro momento da história.
Fonte: Voltaire Schilling – O inferno de Verdun. In: - Acesso em Junho de 2006.

Temos dois testemunhos da guerra de trincheiras. Na foto, vemos soldados no front de Verdun. O texto foi escrito por um soldado francês.

1. Descreva a fotografia. Onde estão os soldados? O que estão fazendo? Em que condições está o local?

2. Faça um breve resumo do texto de Paul Truffau.

3. Relacione o texto com a foto, inserindo-os em seu contexto histórico (o front ocidental na 1ª Guerra).

4. Escreva uma pequena redação imaginando a você mesmo em uma trincheira da 1ª Guerra Mundial.

sábado, 31 de janeiro de 2009

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 3º ANO. TEMA; GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964
Em 31 de março de 1964, um golpe de Estado articulado por setores das Forças Armadas e de partidos políticos de oposição ao governo estabelecido, ealimentado por manifestações de setores da Imprensa e da Igreja Católica, derrubou o Presidente João Goulart do poder. A partir desse momento e ao longo de cerca devinte anos, o Brasil experimentou, ao lado de outros países da América Latina, como Chile (1973) e Argentina (1976), uma experiência política que rompia com as tradições de democracia e de liberdade, fragilmente constituídas no sul do continente.

Reprodução da capa do livro Memórias do Esquecimento, de Flávio Tava res (Rio de Janeiro: Re cord, 2005), que se refere ao período da Ditadura Militar (1964-1985).

Durante anos no Brasil (...) o choque elétrico foi utilizado pela polícia “normalmente” contra os marginais e delinqüentes pobres, autores ou suspeitos de crimes comuns, para obter confissões ou informações. O choque elétrico sofisticado, comrequintes de perversão, porém, só foi usa do contra os presos políticos. O quartel da rua Barão de Mesquita foi o cenário em que eu vivi e vi esse drama, que se desenvolve em forma progressiva. Começa na mão direita, e isso já bastaria como crueldade, pois o efeito recorre [sic] todo o corpo e o prisioneiro cai. Os pontapés e os gri tos obrigam o preso a levan tar-se e tudo recomeça. Aos poucos, surgem as variantes do sadis- mo: molham o chão para que o efeito seamplie da planta dos pés à cabeça, num tremor profundo e, logo, o cabo metálico chega ao rosto e ao contorno dos olhos, aos ouvidos, às gengivas e à lín- gua. Na sala de torturas, o prisioneiro está sempre nu ou semi nu (só de cuecas ou calcinhas) e isto, que em si mesmo já é uma humilhação, facilita o requinte maior do choque elétrico: nos ho- mens, amarrar o fio no pênis, e nas mulheres, introduzir o cabometálico navagina. E em ambos, como alternativa final, o choque elétrico no ânus
(TAVARES, Flávio. Memórias do esquecimento. Os segredos dos porões da ditadura. 5. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005, p.38-9).
ANGÉLICA
Miltinho – Chico Buarque / 1977
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mu lher
Que canta sempre esse lamento
Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arran jo
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar.

(http://chicobuarque.uol.com.br/cons truçao/index.html)
Patrícia Pilar, protagonista do filme Zuzu Angel, que retrata a tortura no período pós-1964
TAREFA
Em relação à experiência política autoritária mais recente no Brasil (1964-1985), caracteriza da por governos militares, procure estabelecer:
a) Dois motivos que levaram à destituição do Governo João Goulart (1961-1964);
b) Algumas das determinações contidas nos Atos Institucionais (AIs) instaurados pelos governos militares entre 1964 e 1968, e que visavam garantir a governabilidade e a legitimidade do regime implantado;
c) Algumas formas de resistência política, social e cultural ao novo regime que se constituíram ao longo do período.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

AVALIAÇÃO: GOVERNO VARGAS
O período da história brasileira conhecido como Estado Novo foi marcado por um viés extremamente autoritário. Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas, presidente da República des de 1930, fechou o Congresso Nacional e, apoiado pelo general Góes Monteiro, que neutralizou a resistência existente nas Forças Armadas, atribuiu a si mesmo plenos poderes para governar o Brasil. Uma nova Constituição, cujo intuito era garantir a autoridade máxima do presidente, foi outorgada em seguida, consolidando as bases do regime, que durou até 1945, ano em que foi realizada aprimeira eleição presidencial depois de quinze anos. O escritor Graciliano Ramos esteve preso nesse período e relatou sua experiência no livro “Memórias do Cárcere”, ao qual pertence o trecho a seguir.
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, ca os passa dos há dez anos – e, antes de começar, digo os motivos por que silenciei e porque me dedico. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecen do cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgan do a matéria superior às mi nhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá.
Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim os hábitos de um decênio de ar rocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos-de-fé. Em ge ral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e dis- to escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem for- jado coisas excelentes por falta deliberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou pre- guiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de ordem política e social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgen tes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequeno fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu de escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. (RAMOS, Graciliano. Memórias do Cárcere. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954).
(http://www.arara.fr/memorias%20do%20carcere.jpg. Acesso em 10/9/2006)
TAREFA
O golpe de 10 de novembro de 1937, realizado pelo próprio Presidente da República, com o apo- io de setores civis e militares da sociedade, acabou por implantar um regime de exceção (ditadu ra) que durou até 1945. Sobre esta fase (1937-45) do primeiro governo de Getúlio Vargas, responda às duas perguntas abaixo:
a) No cenário internacional, que acontecimentos relevantes estão inseridos neste contexto e qual a posição do Governo de Getúlio Vargas frente a eles?
b)No cenário brasileiro, que medidas de impacto foram tomadas por seu governo e que estão associadas ao fortalecimento da economia nacional e à ampliação dos direitos sociais?

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 1º ANO. TEMA: INDEPENDÊNCIA E PRIMEIRO REINADO
Questão 1. (Fgv 2005) Durante o Primeiro Reinado, o governo brasileiro pediu aos ingleses alguns empréstimos, que representavam grandes somas - como 1 332 300 libras em 1824 ou 2 352 900 libras no ano seguinte - com uma taxa de juros muito alta.
Essa situação foi gerada principalmente
a) por uma crise no mercado internacional de açúcar e de café, que fez com que as principais mercadorias para exportação do país fossem cotadas a menos da metade do valor da última década do século XVIII.
b) pelos gastos com os conflitos bélicos, contra o Paraguai e as Províncias Unidas do Prata, pelo controle do estuário do Prata, área de importância estratégica disputada com a Espanha desde o período colonial.
c) por causa da diminuição das exportações, devido à retração dos mercados internacionais, e dos tratados econômicos que beneficiavam a entrada de produtos europeus em grande volume.
d) pelo custo da montagem de uma força militar a mando de D. Pedro I, com o objetivo de defender o seu trono em Portugal, que fora usurpado pelo seu irmão Dom Miguel e por seu pai, D. João VI.
e) pela ajuda dos ingleses para a reconstrução da economia brasileira depois do longo processo de emancipação política, por meio de investimentos diretos na modernização de vários setores produtivos no país.

Questão 2. (Fgv 2006) Iniciados os trabalhos da Constituinte [em maio de 1823], José Bonifácio procurou articular em torno de si os propósitos dos setores conservadores, além de esvaziar radicais e absolutistas.
Na prática, José Bonifácio (...) procurou imprimir um projeto conciliador entre as pretensões centralizadoras e os anseios das elites rurais. O papel do imperador deveria ser destacado dentro da organização do novo Estado, já que em torno de sua figura se construiria a unidade territorial do novo país.
(Rubim Santos Leão de Aquino et alli, "Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais")
No momento em que os trabalhos constituintes eram iniciados, a manutenção da unidade territorial do Brasil corria riscos em virtude
a) da ocupação exercida por forças militares portuguesas na Bahia, no Pará e na província Cisplatina.
b) das pressões inglesas para que as regiões próximas da bacia amazônica fossem separadas do Brasil.
c) da Revolta dos Farrapos, que lutava pela emancipação das províncias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
d) da adesão de Gonçalves Ledo ao partido brasileiro, que defendia uma ampla autonomia do nordeste brasileiro.
e) de o anteprojeto constitucional - a Constituição da Mandioca - apontar para uma ordem administrativa igual à dos EUA.

Questão 3. (Puc-rio 2005) Assinale a alternativa que identifica corretamente os critérios de cidadania política definidos pela Constituição do Estado Imperial, no Brasil, em 1824:
a) A vigência de um Estado laico impedia que membros da Igreja Católica ocupassem cargos públicos.
b) Os princípios da liberdade e da propriedade regulavam o exercício do voto.
c) O poder moderador permitia ao Imperador suspender os direitos políticos dos cidadãos.
d) Escravos e homens livres e pobres podiam votar, mas não podiam ocupar cargos políticos.
e) O sufrágio era censitário, permitindo o voto a homens e mulheres que possuíssem a renda estipulada em lei.

Questão 4. (Pucpr 2005) Dentre as características da Carta Imperial de 1824, outorgada por D. Pedro I, NÃO está incluído ou incluída:
a) o voto universal e secreto.
b) o exercício do Poder Moderador pelo monarca.
c) a forma unitária do Estado.
d) o casamento apenas religioso, com efeitos civis.
e) a divisão do território nacional em Províncias.

Questão 5. (Ufpr 2006) Com a abdicação do imperador D. Pedro I em 1831, o fracasso do primeiro reinado tomou corpo. Com relação a isso, considere os fatos a seguir:
I. A imigração européia para o Brasil ocorrida nesse período.
II. A eclosão da guerra na Província Cisplatina (1825-1828) contra as Províncias Argentinas, a qual consumiu recursos do Estado em formação, e cujo principal resultado foi a criação da República Oriental do Uruguai, em 1828.
III. A indisposição do Imperador nas negociações com os deputados das províncias do Brasil, que levou ao fechamento da Assembléia Constituinte, em 12 de novembro de 1823, e à imposição de uma carta constitucional em 1824.
IV. A queda do gabinete dos Andradas, que levou o Imperador a se cercar de inúmeros portugueses, egressos de Portugal ainda ao tempo do governo de D. João VI.
Tiveram influência direta no desfecho do primeiro reinado os fatos apresentados em:
a) I, III e IV somente.
b) III e IV somente.
c) II, III e IV somente.
d) I, II e III somente.
e) I e II somente.

Questão 6. (Ufrrj 2005) Leia os textos a seguir, reflita e responda.
Após a Independência política do Brasil, em 1822, era necessário organizar o novo Estado, fazendo leis e regulamentando a administração por meio de uma Constituição. Para tanto, reuniu-se em maio de 1823, uma Assembléia Constituinte composta por 90 deputados pertencentes à aristocracia rural.(...) Na abertura dos trabalhos, o Imperador D. Pedro I revelou sua posição autoritária, comprometendo-se a defender a futura Constituição desde que ela fosse digna do Brasil e dele próprio.
a) foi consagrada a extinção do tráfico de escravos, devido à pressão da sociedade liberal do Rio de Janeiro.
b) foi introduzido o sufrágio universal, somente para os homens maiores de 18 anos e alfabetizados, mantendo a exigência do voto secreto.
c) foi abolido o padroado, assegurando ampla liberdade religiosa a todos os brasileiros natos, limitando os cultos religiosos aos seus templos.
d) o poder moderador era atribuição exclusiva do Imperador, conferindo a ele, proeminência sobre os demais poderes.
e) o poder executivo seria exercido pelos ministros de Estado, tendo estes total controle sobre o poder moderador.

Questão 7. (Ufv 2000) O mapa abaixo retrata o contorno do território brasileiro logo após a Declaração de Independência. Em 1828 esse contorno sofreu grandes modificações em virtude de uma revolução de caráter separatista fomentada pela Argentina. Esse episódio, além de mudar o contorno do território brasileiro, deu origem a um novo país, o Uruguai, que hoje se integra ao Brasil, Argentina e Paraguai na constituição do MERCOSUL.


O episódio ocorrido em 1828 e que deu origem ao Uruguai ficou conhecido como:
a) Revolução Farroupilha.
b) Revolta do Chaco.
c) Questão Cisplatina.
d) Guerra dos Farrapos.
e) Confederação do Equador.

Questão 8. (Questão do professor)
A ilustração acima indica uma série de acontecimentos que culminou na proclamação da Independência política do Brasil. Assim sendo e tendo como base a ilustração acima indique a alternativa CORRETA:

a)Conjuração Baiana, Conjuração Mineira, Confederação do Equador e proclamação da Independência.
b) Conjuração Mineira, Conjuração Baiana, Guerra da Cisplatina e proclamação da Independência.
c) Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Confederação do Equador e abdicação do Imperador.
d) Conjuração Mineira, Conjuração dos Alfaiates, Revolução Pernambucana e proclamação da Independência.
e) Conjuração dos Alfaiates, Guerra Cisplatina, Revolução Baiana e Independência do Brasil.

Questão 9. (Questão do professor)


Utilizando os seus conhecimentos do período e o que representa a charge acima, indique a alternativa CORRETA.
a) A outorga da Constituição de 1824;
b) A aprovação pelo Imperador da Constituição da Mandioca;
c) a participação popular na elaboração da Constituição da Mandioca;
d) A influencia portuguesa na Carta magna do país;
e) Que a Constituição da Mandioca foi elaborada e aprovada pelo Imperador.

Questão 10. (Questão do professor)
Pelo organograma acima o Poder Moderador e o Poder Executivo era exercido pelo:

a) Conselho de Estado;
b) Conselho de Estado e pelo Imperador;
c) Legislativo;
d) Presidentes de províncias;
e) Imperador.

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QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 2º ANO. TEMA: A VINDA DA FAMÍLIA REAL E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
QUESTÃO 01

Utilizando seus conhecimentos da história do período (1808/1822), explique, as possíveis divisões do mapa do Brasil na imagem abaixo. Não esqueça que neste mapa encontra-se uma hipótese a respeito do processo de independência do Brasil.
QUESTÃO 02
A vinda da família real portuguesa foi bastante significativa para o Brasil, pois possibilitou
a) o fim do pacto colonial a partir da liberdade de comércio estabelecida em 1808.
b) uma maior liberdade para os negros africanos de exercer seus rituais religiosos.
c) uma alteração na cultura brasileira, que se tornou livre das influências britânicas.
d) a perpetuação dos valores culturais portugueses que passaram a ser os únicos do Brasil.

QUESTÃO 03

Procure interpretar as “charges" que se encontra acima e ao lado, analisando a versão da Independência do Brasil, que elas transmitem.

QUESTÃO 04


Explique a imagem acima, dando preferência em sua resposta à causa, dentro do seu contexto histórico. (Por que Napoleão está em território espanhol e qual o motivo para os exércitos franceses estarem em Portugal?).
QUESTÃO 05
Partindo do mesmo princípio da questão anterior, comente a principal conseqüência da invasão napoleônica ao território português e qual a sua relação com a História do Brasil.

QUESTÃO 06
A figura ao abaixo representa uma das diversas conseqüências da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil, o “Ponha-se na rua”. Qual o significado da expressão e por que esse fato aconteceu?

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QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 1º ANO. TEMA: BRASIL COLÔNIA
QUESTÃO 01

O gráfico acima pode indicar que:
a) a exportação de açúcar, no final do século XVI, diminuiu em razão da política metropolitana adotada após a União Ibérica.
b) a produção açucareira manteve-se regular durante todo o século XVII, pois o investimento feito pelos holandeses garantiu o comércio do açúcar na Europa.
c) o declínio das exportações de açúcar no final do século XVII pode ser creditado ao avanço do comércio inglês nesse setor.
d) a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas pode explicar o declínio das exportações brasileiras na segunda metade do século XVII.

QUESTÃO 02
“Dos 12 donatários, quatro jamais estiveram no Brasil. Dos oito que vieram, três morreram em circunstâncias dramáticas; um outro (Pero de Campos Tourinho) foi acusado de heresia, preso e enviado para tribunais de inquisição em Portugal; três pouco se interessaram por suas propriedades e apenas Duarte Coelho – que foi o primeiro navegador europeu a chegar na Tailândia – realizou uma administração brilhante, em Pernambuco.”
(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – A incrível saga de um país, São Paulo:Editora Ática, p.42)
Com base no texto, é possível afirmar que o sistema de capitanias hereditárias no Brasil:
a) fracassou em razão da falta de experiência e do desinteresse de todos os donatários.
b) foi um sucesso, pois apesar de não haver adesão de muitos donatários, todas as capitanias prosperaram.
c) representou uma experiência nova para Portugal, e apresentou relativo sucesso.
d) foi mal sucedido devido à falta de investimentos e da participação efetiva dos donatários.

QUESTÃO 03
“Tolerante, competente e ágil, Nassau fez um governo brilhante. Primeiro tomou Porto Calvo, último foco de resistência aos invasores. Depois, atraiu os plantadores luso-brasileiros concedendo-lhes empréstimos para reerguer seus engenhos – e os defendeu da agiotagem dos negociantes holandeses e judeus, limitando os juros a 18% ao ano. Deu liberdade de culto, tratou bem os nativos, aumentou a produção de açúcar, urbanizou o Recife, protegeu os artistas, apaziguou a colônia”.
(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – A incrível saga de um país, São Paulo:Editora Ática, p.92)
Esse clima amistoso e produtivo criado entre colonos e holandeses no Brasil terminou a partir
a) da criação da União Ibérica, que ocasionou a invasão do Brasil pelos espanhóis e da posterior expulsão dos holandeses.
b) da mudança da companhia das Índias Ocidentais na forma de tratar os senhores de engenho, submetendo-os a um arrocho colonial.
c) do fim do governo de Maurício de Nassau e o início da União Ibérica, gerando descontentamento dos colonos.
d) da queda do preço do açúcar no mercado internacional, o que levou os holandeses a se instarem nas Antilhas.

QUESTÃO 04
Em relação à atuação da Igreja católica no Brasil colonial não se pode afirmar:
a) a companhia de Jesus foi responsável pela catequese indígena.
b) as santas casas de misericórdia mantiveram ações junto aos pobres.
c) os padres, embora atuassem junto aos índios, incentivaram a escravidão de nativos.
d) as visitações do santo ofício da inquisição também ocorreram no Brasil.

QUESTÃO 05


NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 2003. P. 42.
Interprete, dentro do contexto histórico do Brasil colonial, o problema retratado pela charge.

As questão 06 refere-se à charge a seguir:

NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 2003. P. 49.
QUESTÃO 06
a) Identifique o conflito retratado na charge e as razões que o motivaram.

b) Por que o personagem do navio afirma: “e vocês vão se arrepender de nos terem expulsado!”.

QUESTÃO 07
Leia as afirmações abaixo:
I. A guerra dos Emboabas foi conflito entre mineiros e paulistas pelo controle das terras cultiváveis da região das Minas Gerais.
II. A guerra dos Emboabas está ligada ao desenvolvimento da indústria manufatureira na colônia, sendo uma disputa por mercados consumidores.
III. A guerra dos Emboabas foi um conflito onde os paulistas brigaram pelo monopólio da exploração do ouro na região de Minas Gerais.
IV. A guerra dos Emboabas teve como resultado a derrota dos paulistas.
As afirmações corretas são:
a) somente I, II, e III
b) somente I e II
c) somente III e IV
d) somente I e III
e) somente II e IV

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Republica Oligárquica

Atividades
República Oligárquica (1889-1930)
01. (Enem/1998) Você está estudando o abolicionismo no Brasil e ficou perplexo ao ler o seguinte documento:
Texto 1
Discurso do deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira – Brasil – 1879
No dia 5 de março de 1879, o deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira, discursando na Câmara, afirmou que era preciso que o poder público olhasse para a condição de um milhão de brasileiros, que jazem ainda no cativeiro. Nessa altura do discurso foi aparteado por um deputado que disse: "BRASILEIROS, NÃO".

Em seguida, você tomou conhecimento da existência do Projeto Axé (Bahia), nos seguintes termos:
Texto 2
Projeto Axé, Lição de cidadania – 1998 – Brasil
Na língua africana iorubá, axé significa força mágica. Em Salvador, Bahia, o Projeto Axé conseguiu fazer, em apenas três anos, o que sucessivos governos não foram capazes: a um custo dez vezes inferior ao de projetos governamentais, ajuda meninos e meninas de rua a construírem projetos de vida, transformando-os de pivetes em cidadãos. A receita do Axé é simples: competência pedagógica, administração eficiente, respeito pelo menino, incentivo, formação e bons salários para os educadores. Criado em 1991 pelo advogado e pedagogo italiano Cesare de Floria La Rocca, o Axé atende hoje a mais de duas mil crianças e adolescentes. A cultura afro, forte presença na Bahia, dá o tom do Projeto Erê (entidade criança do candomblé), a parte cultural do Axé. Os meninos participam da banda mirim do Olodum, do llé Ayê e de outros blocos, jogam capoeira e têm um grupo de teatro. Todas as atividades são remuneradas. Além da bolsa semanal, as crianças têm alimentação, uniforme e vale-transporte.

Com a leitura dos dois textos, você descobriu que a cidadania:
a) jamais foi negada aos cativos e seus descendentes.
b) foi obtida pelos ex-escravos tão logo a abolição fora decretada.
c) não era incompatível com a escravidão.
d) ainda hoje continua incompleta para milhões de brasileiros.
e) consiste no direito de eleger deputados.

02. (Cesgranrio-RJ) A identificação dos governos da República Velha com os interesses da economia cafeeira pode ser expressa pelo(a):
a) financiamento, através do Banco do Brasil, para o plano de novas lavouras, no Encilhamento.
b) estatização das exportações, com o objetivo de garantir os preços, durante a Primeira Guerra Mundial.
c) adoção de uma política de valorização, reduzindo a oferta do produto, a partir do Convênio de Taubaté.
d) controle da mão-de-obra camponesa e apoio à imigração, com a Lei Adolfo Gordo.
e) isenção de tributos assegurada no programa de estabilização de Campos Sales.

03. (Fuvest-SP) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu pai era de Módena, minha mãe era de Carpi e ficaram muito tempo na roça. Depois a família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora está tudo mudado, já não entendo nada dessas ruas."

Esse trecho do depoimento de um descendente de imigrantes, transcrito na obra Memória e sociedade, de Ecléa Bosi, constitui um documento importante para a análise
a) do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que desencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais.
b) da imigração européia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conhecidos como "sistema de parceria".
c) da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão-de-obra estrangeira para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano de São Paulo.
d) do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufatureiro.
e) da crise da produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, acelerando o processo de industrialização.

04. (Fuvest-SP) A política do café, durante a Primeira República,
a) chegou ao auge do protecionismo com o Convênio de Taubaté, passando depois a reger-se pelas leis do mercado.
b) procurou atender aos interesses dos cafeicultores através de constantes medidas de proteção ao produto.
c) pode ser equiparada à de outras produções agrícolas, todas elas amparadas por Planos de Defesa.
d) atendeu exclusivamente aos interesses dos grandes grupos internacionais, através dos Planos de Defesa.
e) foi dirigida pelo governo do estado de São Paulo, enquanto o poder federal mantinha uma atitude distante e neutra.

05. (UFMG) A política dos governadores, instituída no governo Campos Sales (1898-1902), significou a resolução da contradição instituída pela constituição de 1891.

Essa contradição se dava entre
a) a naturalização compulsória e a livre escolha da cidadania brasileira.
b) a política de valorização do café e a indústria nascente.
c) o bicameralismo e a democracia indireta.
d) o federalismo e o presidencialismo.
e) os presidentes militares e os cafeicultores paulistas.

06. (UFMG) Leia o texto.

"Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os representantes do povo, desde o vereador até o presidente da República, eram eleitos por sufrágio universal e, lá, como aqui, de há muito que os políticos tinham conseguido quase totalmente eliminar do aparelho eleitoral este elemento perturbador – 'o voto'. Julgavam os chefes e capatazes políticos que apurar os votos dos seus concidadãos era anarquizar a instituição e provocar um trabalho infernal na apuração porquanto cada qual votaria em um nome, visto que, em geral, os eleitores têm a tendência de votar em conhecidos ou amigos. Cada cabeça, cada sentença; e para obviar os inconvenientes de semelhante fato, os mesários de Bruzundanga lavravam as atas conforme entendiam e davam votações aos candidatos, conforme queriam. (...) às vezes semelhantes eleitores votavam até com nome de mortos, cujos diplomas apresentavam aos mesários solenes e hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões."
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 65-6.)

Todas as alternativas contêm afirmações que confirmam o comportamento eleitoral criticado na sátira de Lima Barreto, exceto
a) O domínio político dos coronéis rurais garantia a mecânica eleitoral fraudulenta operadora através do voto de curral.
b) O interesse das elites agrárias e a exclusão das demais classes sociais da política estavam garantidos nesse sistema político-eleitoral.
c) O sistema eleitoral descrito como corrupto estava na base da política dos governadores, posta em prática pelas oligarquias na chamada República Velha.
d) O sistema eleitoral fraudulento foi consolidado, no fim dos anos 20, através da ação decisiva da Aliança Liberal.
e) O voto de cabresto era uma forma de manipulação de eleitorado seja através da compra de voto seja através da troca do voto por favores.

07. (PUC-SP) "Cabo de enxada engrossa as mãos... Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais... Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí, e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa."
(PALMÉRIO, Mário. Vila dos Confins. p. 62.)
No texto acima, o escritor Mário Palmério faz alusões a práticas eleitorais freqüentes no sistema político brasileiro em grande parte deste século. Considerando suas informações sobre essa questão e o texto apresentado,
a) discuta as relações entre coronelismo e estrutura da propriedade da terra no Brasil;
b) explique o que é "voto de cabresto".

08. (PUC-SP) "É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do 'engenho' de açúcar."
(HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 19.ed. Rio de Janeiro. J. Olympio, 1987. p. 129.)
De acordo com o autor:
a) o caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840 pode ser identificado, por exemplo, pela utilização de mão-de-obra predominantemente escrava, ao contrário da mão-de-obra assalariada utilizada nos engenhos.
b) a diferenciação entre o Oeste de 1840 e o Oeste de 1940 refere-se ao fato de o primeiro ser uma região de produção cafeeira e o segundo, uma região de concentração de engenhos de açúcar.
c) o modelo clássico da lavoura canavieira e do "engenho" de açúcar significa, em geral, um apego grande do senhor de engenho à rotina rural, ao contrário da maior abertura dos cafezais do Oeste de 1840 à influência urbana.
d) a diferenciação entre o caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840 e o modelo clássico da lavoura canavieira explica-se, entre outros fatores, pela venda do produto dos primeiros no mercado interno e da segunda no mercado externo.
e) as formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais contrapõem-se ao caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840, pois as primeiras acompanharam práticas de mandonismo político local e o segundo trouxe práticas políticas democráticas.



Atividades (Tema: Renascimento)


Renascimento
1. (FGV-SP) Renascença é a denominação tradicionalmente atribuída às mudanças de caráter cultural, principalmente, ocorridas nos países europeus durante o período que vai, aproximadamente, de 1300 a 1650. E são expressões maiores dessa época nos campos da arte e da ciência os trabalhos de:
a) Georg Wilhelm Hegel, Auguste Rodin e Isaac Newton.
b) Immanuel Kant, René Descartes e Antoine Lavoisier.
c) John Stuart Mill, Ludwig von Beethoven e Galileu Galilei.
d) Auguste Comte, Richard Wagner e Charles Darwin.
e) William Shakespeare, Leonardo da Vinci e Nicolau Copérnico.

2. (FMTM-MG) Uma das características das obras do Renascimento italiano está no fato de:
a) abordarem temas de intensa religiosidade, perdendo, assim, sua feição leiga.
b) procurarem valorizar o homem, medindo tudo em sua função – o antropocentrismo.
c) tentarem evitar a abordagem de qualquer tema que demonstrasse influência grega.
d) evitarem o envolvimento com temas políticos, como foi o caso de Maquiavel.
e) defenderem a continuidade do uso exclusivo do latim como língua de expressão da intelectualidade.

3. (Cescem-SP) "Seu herói mais conhecido é um homem modesto que, através de leituras desordenadas, acabou por convencer-se de que era um cavaleiro heróico que deveria partir pelo mundo a fim de realizar os mais elevados ideais de justiça e amor. Embora apresentado sob forma humorística, esse herói é hoje visto como um símbolo dos que, apesar de todas as adversidades, continuam a lutar por um mundo melhor e mais justo.”
O escritor que criou esse herói foi:
a) Dante.
b) Camões.
c) Shakespeare.
d) Tasso.
e) Cervantes.

4. (Fuvest-SP) Com relação às artes e às letras de seu tempo, os humanistas dos séculos XV e XVI afirmavam:
a) que a literatura e as artes plásticas passavam por um período de florescimento, dando continuidade ao período medieval;
b) que a literatura e as artes plásticas, em profunda decadência no período anterior, renasciam com o esplendor da Antiguidade;
c) que as letras continuavam as tradições medievais, enquanto a arquitetura, a pintura e a escultura rompiam com os velhos estilos;
d) que as artes plásticas continuavam as tradições medievais, enquanto a literatura criava novos estilos;
e) que o alto nível das artes e das letras do período nada tinha a ver com a Antiguidade nem com o período medieval.

5. (Cesgranrio) A Revolução Científica, ocorrida na Europa moderna entre os séculos XVI e XVII, caracterizou-se por:
a) acentuar o espírito crítico do homem através do desenvolvimento da ciência experimental;
b) reforçar as concepções antinaturalistas surgidas nos primórdios do Renascimento;
c) comprovar a tese de um Universo geocêntrico contrária à explicação tradicional aceita pela Igreja medieval ;
d) negar os valores humanistas, fortalecendo assim as idéias racionalistas;
e) confirmar os fundamentos lógicos e empiristas da filosofia escolástica em sua crítica aos dogmas católico-medievais.

6. (UFCE) Os séculos XV e XVI foram marcados pelo auge do Renascimento Cultural na Itália. Esse movimento cultural teve por características:
(1) Inspiração crítica nos valores e ideais da Antiguidade Clássica.
(2) Defesa de uma reforma educacional, valorizando o estudo das “humanidades”.
(4) Descrença em relação às potencialidades da ciência e da razão.
(8) Interpretação da vida baseada em uma visão antropocêntrica do mundo.
(16) Valorização dos ideais místicos e geocêntricos da “Idade das Trevas”.

Dê como resposta a soma dos itens corretas. (_)

7. (UFMG) “Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio, tão vário na capacidade; em forma o movimento, tão preciso e admirável; na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais." (William Shakespeare. Hamlet.)

O valor renascentista expresso nesse texto é o:
a) antropomorfismo;
b) hedonismo;
c) humanismo;
d) individualismo;
e) racionalismo.

8. (UECE) A atividade crítica foi uma das características mais notáveis do Humanismo do Renascimento. Nesse sentido, podemos afirmar que os humanistas:
a) estavam mais atentos aos aspectos de continuidade e permanência do que aos de modificação e variação da natureza e da sociedade;
b) defendiam os valores da Igreja e da cultura medieval à semelhança dos teólogos tradicionais;
c) dedicavam-se à crítica da cultura tradicional e à elaboração de um novo código de valores e de comportamentos;
d) formavam um grupo de eruditos voltados, exclusivamente, para a renovação dos estudos universitários.

9. (Enem) “[...] Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. [...] Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.” (N. Copérnico. De Revolutionibus orbium caelestium.)

“Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas.” (Leonardo da Vinci. Camets.)

O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é:
a) a fé como guia das descobertas.
b) o senso crítico para se chegar a Deus.
c) a limitação da ciência pelos princípio bíblicos.
d) a importância da experiência e da observação.
e) o princípio da autoridade e da tradição.

10. “Eu sustento que a única finalidade da ciência está em aliviar a canseira da existência humana. E se os cientistas, intimados pela prepotência dos poderosos, acham que basta amontoar saber, por amor ao saber, a ciência pode ser transformada em aleijão, e as suas novas máquinas serão novas aflições, nada mais.” (Galileu Galilei)

Defina o movimento artístico, científico e cultural ao qual a figura de Galileu se vincula historicamente.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Unicamp (2009 - 1ª Fase)

As primeiras vítimas da Revolução Francesa foram os coelhos. Pelotões armados de paus e foices saíam à cata de coelhos e colocavam armadilhas em desafio às leis de caça. Mas os ataques mais espetaculares foram contra os pombais, castelos em miniatura; dali partiam verdadeiras esquadrilhas contra os grãos dos camponeses, voltando em absoluta segurança para suas fortalezas senhoriais. Os camponeses não estavam dispostos a deixar que sua safra se transformasse em alimento para coelhos e pombos e afirmavam ser a “vontade geral da nação” que a caça fosse destruída. Aos olhos de 1789, matar caça era um ato não só de desespero, mas também de patriotismo, e cumpria uma função simbólica: derrotando privilégios, celebrava-se a
liberdade.
(Adaptado de Simon Schama, Cidadãos: uma crônica da Revolução Francesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, pp. 271-272.)
a) De acordo com o texto, por que os camponeses defendiam a matança de animais?
b) Cite dois privilégios senhoriais eliminados pela Revolução Francesa.
12. Os animais humanizados de Walt Disney serviam à glorificação do estilo de vida americano. Quando os desenhos de Disney já eram famosos no Brasil, o criador de Mickey chegou aqui como um dos embaixadores da Política da Boa Vizinhança. Em 1942, no filme Alô, amigos, um símbolo das piadas brasileiras, o papagaio, vestido de malandro, se transformou no Zé Carioca. A primeira cópia do filme foi apresentada a Getúlio Vargas e sua família, e por eles assistida diversas vezes. Os Estados Unidos esperavam, com a Política da Boa Vizinhança, melhorar o nível de vida dos países da América Latina, dentro do espírito de defesa do livre mercado. O mercado era a melhor arma para combater os riscos do nacionalismo, do fascismo e do comunismo.
(Adaptado de Antonio Pedro Tota, O imperialismo sedutor: a americanização do Brasil na época da Segunda Guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, pp. 133-138, 185-186.)



www.museu.ufrgs.br/programacao/index.php?messelec=10&&anoselec=2006
a) De acordo com o texto, de que maneiras os personagens de Walt Disney serviam à política externa norteamericana na época da Segunda Guerra Mundial?

b) Como o governo Vargas se posicionou em relação à Segunda Guerra Mundial?
GABARITO

a) Nesse item o candidato deveria perceber que, segundo o texto, havia mais de uma razão para os camponeses matarem coelhos e pombos: por um lado, os animais destruíam a produção agrícola dos camponeses; por outro, sendo a caça um direito exclusivo da nobreza, a matança desses animais simbolizava uma afronta a um privilégio aristocrático.
b) O candidato poderia mencionar, entre outros, os seguintes privilégios eliminados pela Revolução Francesa: a exclusividade na caça, a cobrança de obrigações feudais pela nobreza, o uso de títulos de nobreza, a exploração do trabalho servil, a existência de tribunais especiais para os nobres, a isenção de impostos, a exclusividade no exercício de altos cargos na administração pública, justiça, exército e Igreja, entre outros.

a) A partir da leitura do texto, o candidato poderia mencionar a importância dos personagens de Walt Disney para: glorificar o estilo de vida americano, fazer a propaganda da Política de Boa Vizinhança e defender o livre mercado como uma forma de combater o nacionalismo, o fascismo e o comunismo.
b) O governo Vargas tentou manter uma política de neutralidade até 1942, quando o Brasil entrou na guerra contra o Eixo, após navios brasileiros terem sido torpedeados por submarinos alemães. Além de enviar tropas da FEB para combaterem na Europa, o governo Vargas também cedeu bases militares localizadas no Nordeste para uso dos aliados.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Vestibular UERJ, 2008

Abaixo encontram-se algumas questões do vestibular da UERJ, 2008.

1. No Brasil, o ano de 1968 foi marcado pelos crescentes choques entre as tentativas de maior participação
política e o endurecimento do governo militar.
Essa polarização pode ser constatada nos seguintes eventos ocorridos naquele ano:
(A) passeata dos cem mil – decretação do AI-5
(B) reforma universitária – instauração do SNI
(C) invasão do prédio da UNE – surgimento da ARENA e do PMDB
(D) fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro – fechamento do Congresso Nacional

2. O olhar agudo de Machado de Assis capta de forma natural as alterações da dinâmica social –
alterações que culminariam na abolição da escravidão, em 1888, e na proclamação da República,
no ano seguinte. Um dos melhores retratos que Machado faz daquele momento está nesta página de Esaú e Jacó:
“A capital oferecia ainda aos recém-chegados um espetáculo magnífico. (...) Cascatas de idéias
de invenções, de concessões rolavam todos os dias, sonoras e vistosas, para se fazerem contos
de réis, centenas de contos, milhares, milhares de milhares, milhares de milhares de milhares de
contos de réis.
Todos os papéis, aliás ações, saíam frescos e eternos do prelo. (...) Nasciam as ações a preço alto,
mais numerosas que as antigas crias da escravidão, e com dividendos infinitos.”
LUCIANO TRIGO
Adaptado de O viajante imóvel – Machado de Assis e o Rio de Janeiro de seu tempo. Rio de Janeiro: Record, 2001.

A denominação da ação econômica empreendida no momento histórico retratado por Machado de Assis e duas de suas principais conseqüências estão corretamente apresentadas na seguinte
alternativa:
(A) Encilhamento – inflação e falência de empresas
(B) Funding-loan – industrialização e desvalorização da moeda
(C) Tarifas Alves Branco – urbanização e concentração de renda
(D) Convênio de Taubaté – endividamento e especulação financeira

3. O impacto da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil implicou alterações significativas para a cidade do Rio de Janeiro que se prolongaram durante todo o período conhecido como “joanino”. Essas alterações produziram uma nova dinâmica socioeconômica e redefiniram, em vários aspectos, a inserção da cidade no contexto internacional.
Uma função urbana associada a essa nova inserção está indicada em:
(A) crescente pólo turístico em função da chegada da Missão Artística Francesa
(B) expressivo núcleo comercial articulado à nascente rede ferroviária brasileira
(C) principal porto brasileiro relacionado à importação legal de manufaturas britânicas
(D) importante centro religioso decorrente da instalação do Tribunal da Santa Inquisição

4. Pode-se falar de idade de um lugar? A propósito desta ou daquela cidade nascida com a colonização, é freqüente ler que foi fundada em tal ou tal ano. Por exemplo, a cidade de Salvador, Bahia, “foi fundada” em 1549 por Tomé de Souza. Será possível falar da idade de um lugar segundo outro critério?
A Geografia e a História são ciências que estudam a sociedade a partir da inter-relação necessária das categorias tempo e espaço.

O Globo, 08/04/08 MILTON SANTOS. Adaptado de A natureza do espaço: técnica e tempo; razão e emoção. São Paulo: EDUSP, 1996.
Com base na interpretação conjunta dos quadrinhos e do texto, pode-se relacionar tempo e espaço a partir do critério definido como:
(A) era em que determinadas técnicas são inventadas em uma região
(B) momento em que uma ou mais técnicas são difundidas em um território
(C) época em que avanços técnicos são realizados em função de guerras em um país
(D) período em que as técnicas são empregadas para a aferição da cronologia de uma área


5. Juscelino Kubitschek e Emílio G. Médici são duas figuras representativas das décadas de 1950 e 1970.
Essas duas décadas correspondem, respectivamente, aos seguintes contextos políticos no Brasil:
(A) estatismo e liberalismo
(B) privatismo e populismo
(C) agrarismo e caudilhismo
(D) desenvolvimentismo e autoritarismo

6. As relações entre a pregação protestante e as estruturas políticas então existentes foram muitas vezes decisivas tanto para os destinos da pregação em si quanto para os rumos afinal tomados pela organização das novas Igrejas.
Francisco José Calazans FALCONIn: RODRIGUES, Antonio Edmilson M. e FALCON, Francisco José C.Tempos modernos: ensaios de história cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
O texto acima se refere a processos da Reforma Religiosa ocorridos na Europa. O movimento
reformista, entretanto, conheceu diferentes reações em distintas áreas.
Indique duas causas para a Reforma Religiosa na Inglaterra e uma conseqüência econômica desse movimento.

7. O trabalho na colônia
1. 1500-1532: período chamado pré-colonial, caracterizado por uma economia extrativa
baseada no escambo com os índios;
2. 1532-1600: época de predomínio da escravidão indígena;
3. 1600-1700: fase de instalação do escravismo colonial de plantation em sua forma
“clássica”;
4. 1700-1822: anos de diversificação das atividades em função da mineração, do surgimento
de uma rede urbana, mais tarde de uma importância maior da manufatura – embora sempre
sob o signo da escravidão predominante.
Ciro Flamarion Santana CARDOSOIn: LINHARES, Maria Yedda (org.). História geral do Brasil.9ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
A partir das informações do texto, verificam-se alterações ocorridas no sistema colonial em
relação à mão-de-obra.
Apresente duas justificativas para o incentivo do Estado português à importação de mão-de-obra
escrava para sua colônia na América.
8. O rei é vencido e preso. O Parlamento tenta negociar com ele, dispondo-se a sacrificar o Exército. A intransigência de Carlos, a radicalização do Exército, a inépcia do Parlamento somam-se para impedir essa saída “moderada”; o rei foge do cativeiro, afinal, e uma nova guerra civil termina com a sua prisão pela segunda vez. O resultado será uma solução, por assim dizer, moderadamente radical (1649): os presbiterianos são excluídos do Parlamento, a Câmara dos Lordes é extinta, o rei decapitado por traição ao seu povo após um julgamento solene sem precedentes, proclamada a República; mas essas bandeiras radicais são tomadas por generais independentes, Cromwell à testa, que as esvaziam de seu conteúdo social.
Renato Janine RIBEIROIn: HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durantea Revolução Inglesa de 1640. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
O texto faz menção a um dos acontecimentos mais importantes da Europa no século XVII: a Revolução Puritana (1642-1649). A partir daquele acontecimento, a Inglaterra viveu uma breve experiência republicana, sob a liderança de Oliver Cromwell. Dentre suas realizações mais importantes, destaca-se a decretação do primeiro Ato de Navegação.
Explique a importância do Ato de Navegação para a economia inglesa e aponte duas ações políticas da República Puritana.

9. A Primeira Guerra Mundial não resolveu nada. As esperanças que gerou – de um mundo pacífico e democrático de Estados-nação sob a Liga das Nações; de um retorno à economia mundial de 1913; mesmo (entre os que saudaram a Revolução Russa) de capitalismo mundial derrubado dentro de anos ou meses por um levante dos oprimidos – logo foram frustradas. O passado estava fora de alcance, o futuro fora adiado, o presente era amargo, a não ser por uns poucos anos passageiros em meados da década de 1920.
Eric J. HOBSBAWMA era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
O período entre-guerras (1919-1939) começou com uma combinação de esperança e ressentimento.
Diversos acordos foram impostos pelos Estados vencedores aos derrotados. O mais conhecido
deles é o Tratado de Versalhes de 1919. Outros tratados complementares também foram assinados e igualmente tiveram grande importância para a geopolítica mundial.
Indique duas transformações na geopolítica mundial decorrentes desses tratados complementares. Em seguida, cite dois países que foram submetidos a eles.

Gabarito
1. A
2. A
3. C
4. B
5. D
6. Duas das causas:
• interesse do rei Henrique VIII nas terras da Igreja
• interesse da burguesia na queda de taxas e impostos
• interesse da burguesia em ampliar o seu poder no Parlamento
• interesse do rei em fortalecer sua autoridade a partir da criação de uma Igreja subordinada
diretamente a ele
• não concessão da anulação do casamento do rei com Catarina de Aragão pelo Papa e conseqüente
interdição de seu casamento com Ana Bolena
Uma das conseqüências:
• aceleração do processo de cercamento dos campos
• início da projeção da Inglaterra como potência econômica e naval na Europa
• confisco e leilão das terras da Igreja Católica, ampliando os recursos disponíveis à monarquia

7. Duas das justificativas:
• oposição da Igreja Católica à utilização do indígena como escravo
• dificuldade de apresamento dos indígenas, em função de sua migração / fuga para o interior
• lucratividade do tráfico internacional de escravos, semelhante à de uma grande empresa,
favorecendo traficantes e a Coroa Portuguesa
• “falta de braços” para a lavoura dos principais produtos coloniais, devido a um ciclo de doenças
ocorridas na segunda metade do século XVI, responsável pela morte de milhares de indígenas
• caráter fortemente hierárquico da sociedade portuguesa desse momento, marcada pelo uso
legitimado da escravidão
A decretação do primeiro Ato de Navegação (1651) determinou que o transporte de produtos
importados pela Inglaterra deveria ser feito apenas em navios ingleses ou pertencentes aos países de
origem dos respectivos produtos, ampliando o processo de acumulação de capitais.

8. Duas das ações:
• dissolução do Parlamento
• conquista da Jamaica à Espanha
• supressão da Câmara dos Lordes
• vitórias militares contra a Holanda e a Espanha
• submissão da Irlanda e da Escócia, outra vez, à Inglaterra
• confisco e leilão das terras pertencentes à Igreja Anglicana e aos nobres que apoiaram o rei
• autoproclamação de Cromwell como Lorde Protetor das Repúblicas da Inglaterra,
Escócia e Irlanda

9. Duas das transformações:
• desaparecimentos de impérios centrais multiétnicos e pluriculturais, como o austro-húngaro e o
turco-otomano
• surgimento de novos Estados no leste europeu: Tchecoeslováquia, Polônia, Iugoslávia, além da
Áustria e da Hungria, separadas uma da outra
• entrega de territórios anteriormente turcos ao Reino Unido (Palestina, Jordânia e Mesopotâmia) e à
França (Líbano e Síria) pela Liga das Nações
• reforço da política de isolamento imposta à Rússia, com a criação de um cordão sanitário, formado
também por países surgidos da desagregação do império austro-húngaro
Dois dos países:
• Áustria
• Hungria
• Bulgária
• Turquia

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PROVA UFRRJ 2000

Concursos de Seleção 2000/I História Comissão Permanente do Concurso de Vestibular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRRJ


HISTÓRIA
QUESTÃO 31

“Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo dagora assim os achávamos como os de lá. (As) águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute (isso) bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé!”
Carta de Pero Vaz Caminha ao Rei de Portugal em 1º /5/1500.
Seguindo a evidente preocupação de descrever ao Rei de Portugal tudo o que fora observado durante a curta estadia na terra denominada de Vera Cruz, o escrivão da frota cabralina menciona, na citada carta, possibilidades oferecidas pela terra recém-conhecida aos portugueses.
Dentre essas possibilidades estão
(A) a extração de metais e pedras preciosas no interior do território, área não explorada então pelos portugueses.
(B) a pesca e a caça pela qualidade das águas e terras onde aportaram os navios portugueses.
(C) a extração de pau-brasil e a pecuária, de grande valor econômico naquela virada de século.
(D) a conversão dos indígenas ao catolicismo e a utilização da nova terra como escala nas viagens ao Oriente.
(E ) a conquista de Calicute a partir das terras brasileiras e a cura de doenças pelos bons ares aqui encontrados.

QUESTÃO 32
“1785
Cidade do México
Sobre a Literatura de Ficção na Época Colonial
O vice-rei do México, Matias de Gálvez, assina um novo decreto a favor dos trabalhadores índios.
Receberão os índios salário justo; bons alimentos e assistência médica; e terão duas horas de descanso, ao meio dia, e poderão mudar de patrão quando quiserem.”
GALEANO, Eduardo. As Caras e as máscaras. Rio, Nova Fronteira, 1985. p.107.
O autor procura ironizar com o título dado ao texto as práticas desenvolvidas pelos espanhóis na
América, já que
(A) os indígenas trabalhavam legalmente como escravos dos espanhóis sendo falsa a idéia de “salário justo” e “boas condições de vida e trabalho”.
(B) apesar das várias legislações sobre o assunto, ocorria, na prática, uma superexploração do trabalho indígena sob os regimes da mita ou da encomienda.
(C) a situação dos indígenas americanos era, na época, bem melhor do que propunha o decreto do vice-rei do México pela pressão exercida a favor deles pela Igreja Católica.
(D) os índígenas não podiam nunca mudar de patrão pois este sempre fora o rei da Espanha, que não abria mão dessas prerrogativas.
(E) o decreto não tinha razão de ser, pois os indígenas mexicanos tinham sido completamente dizimados pela conquista e pelo trabalho de exploração mineral no século XVI.

QUESTÃO 33
As ordens de Napoleão: soldados franceses queimando importações britânicas em 1810.
FIGURA 1

HENDERSON, W. O. A Revolução Industrial. São Paulo, Verbo/ EDUSP, 1979. p. 27.
A explicação para o quadro acima está
(A) na repulsa da população francesa aos produtos ingleses vendidos na Europa Continental, em geral muito caros e de péssima qualidade.
(B) no protesto de operários franceses contra o desemprego causado na Inglaterra pela introdução de máquinas no processo produtivo (início da chamada “Revolução Industrial”).
(C) na disputa, até militar, entre uma Inglaterra já em acelerado estado de industrialização e uma França que busca o mesmo intento, abrindo concorrência ao produto inglês.
(D) na tentativa francesa de evitar que matérias-primas, mais baratas, oriundas da Inglaterra, arruinassem os produtos franceses.
(E) na revolta dos franceses contra o apoio dado pela monarquia inglesa à Família Real portuguesa quando esta decidiu retornar à Europa, após sua estadia no Brasil.

QUESTÃO 34
SONETO
(Feito quando fui solto em 1830)
“Para quando, oh! Brasil, bem reservas
Numa cega apatia alucinado,
Não vês teu solo aurífero ultrajado,
Por dragões infernais fúrias protervas?
Ainda não tens, Tamoio, povo bravo;

Setas ervadas contra o lusitano
Que pretende fazer-te seu escravo?
Eia! Dos lares teus, despe o engano
Quem nasceu no Brasil não sofre agravo,
E quem vê um Imperador, vê um tirano”.
Cipriano Barata
(...)
In: CASCUDO, Luiz da Câmara. Dr. Barata. Bahia, Imprensa Oficial do Estado, 1938. p. 49.
Vocabulário: Agravo. Sm. Ofensa, injúria, afronta. Setas ervadas. Setas envenenadas. Protervo [ Adj.]. Impudente, insolente, descarado.
Cipriano Barata teve ativa participação nos movimentos políticos brasileiros da primeira metade do século XIX, com um discurso libertário denunciando os arranjos políticos das elites sempre em prejuízo da população desfavorecida. Os versos deste revolucionário brasileiro identificam um dos momentos de crise política no Brasil Imperial, qual seja
(A) o enfraquecimento político de D. Pedro I, sua aproximação do “partido português” e a repulsa dos brasileiros a este comportamento.
(B) a negativa dos setores conservadores em aceitar a decretação da maioridade de D. Pedro II.
(C) a contestação dos governos regenciais por movimentos armados nas províncias de norte a sul do Brasil.
(D) a expulsão dos Tamoios de suas terras pelos cafeicultores interessados na expansão de sua atividade econômica.
(E) o início do governo de D. Pedro I com a expulsão de contingentes militares portugueses e a afirmação de uma nacionalismo brasileiro.

QUESTÃO 35
“Em todos os sistemas sociais, é preciso haver uma classe para desempenhar as tarefas indignas, para fazer o que é monótono e desagradável ... nós a chamamos escravos. (...) não chamarei a classe existente no norte usando esse termo; mas vocês também os possuem; (...) A diferença entre nós, é que os escravos são contratados pela vida toda, e são bem recompensados; não há fome, nem mendicância, nem desemprego entre nós, e nem excesso de empregos, também. Os de vocês são empregados por diárias, não são bem tratados, e têm escassa recompensa, o que pode ser provado, da maneira mais deplorável, a qualquer hora, em qualquer rua de suas cidades. Ora, pois a gente encontrava mais mendigos em uma dia, em uma só rua de Nova Iorque, do que os que se encontram durante toda uma vida no sul inteiro. Nossos escravos são pretos, de uma raça inferior; ... os de vocês são brancos, de sua própria raça; são irmãos de um só sangue”.
Senador Hammond, Carolina do Sul
In: HUBERMAN, Leo. História da Riqueza dos EUA. São Paulo, Brasiliense, 1978. p. 158.
No período anterior à Guerra de Secessão ( 1861-1865 ), o senador sulista norte-americano buscava mostrar, em defesa da manutenção da escravidão nos estados do Sul dos Estados Unidos da América, que
(A) enquanto os sulistas mantinham escravos negros descendentes de africanos, a nobreza feudal nortista mantinha servos brancos descendentes de europeus.
(B) o estilo de vida sulista tendia a ser muito mais moderno e civilizado que o nortista.
(C) as indústrias do Sul funcionavam de maneira bem mais eficaz que a agricultura nortista.
(D) a miséria decorrente da escravidão poderia ser tão danosa à economia nortista quanto era no sul dos EUA.
(E) os efeitos da implantação do capitalismo industrial no Norte eram piores para os trabalhadores do que a escravidão.

QUESTÃO 36
“DECRETO SOBRE TERRAS DA REUNIÃO DOS SOVIETES DE DEPUTADOS OPERÁRIOS E
SOLDADOS.
26 de outubro (8 de novembro) de 1917
1) Fica abolida, pelo presente decreto, sem nenhuma indenização, a propriedade latifundiária.
2) Todas as propriedades dos latifundiários, bem como as dos conventos e da igreja, acompanhadas de seus inventários, construções e demais acessórios ficarão a disposição dos comitês de terras e dos Sovietes de Deputados Camponeses, até a convocação da Assembléia Constituinte.
3) Quaisquer danos causados aos bens confiscados, que pertencem, daqui por diante, ao povo, é crime punido pelo tribunal revolucionário. Presidente do Soviete de Comissários do Povo – Vladimir Ulianov – Lênin” .
In: NENAROKOV, A.P. 1917 : a Revolução mês a mês. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967. p.169.
A edição deste decreto pelo novo governo revolucionário russo imediatamente após a tomada do poder exprime a necessidade de
(A) explicitar o caráter camponês da Revolução Russa.
(B) dar a burguesia russa uma garantia de que seus bens e propriedades permaneceriam intocados.
(C) enfraquecer o poder dos antigos latifundiários e ganhar a imensa massa camponesa russa para a causa da Revolução, garantindo seu acesso à terra a partir de uma reforma agrária.
(D) permitir aos antigos proprietários das terras, a nobreza expropriada pela Revolução de fevereiro de 1917, a retomada de seus direitos.
(E) garantir a propriedade privada da terra para os novos detentores do poder, os Sovietes de Deputados e Camponeses.

QUESTÃO 37
“Ten. Gwaier – Está direito, V. Excia. submeterá o requerimento à votação, Sr. Presidente. Os jornais noticiam que o Sr. Presidente da República, para enxovalhar o Exército, vai mandar amanhã os seus agentes fecharem o Clube Militar, baseado numa lei que fecha as sociedades de anarquistas, de cáftens e de exploradores do lenocínio. Maior injúria não se pode fazer. Suprema afronta jogada às faces do Exército Nacional!
Maj. E. Figueiredo – O Sr. Presidente da República tem toda a razão.
Ten. Gwaier – V. Excia. Concorda que o Presidente da República feche o Clube Militar baseado naquela lei?
Maj. E. Figueiredo – Concordo.
Ten. Gwaier – Então V. Excia é cáften? É explorador do lenocínio? É anarquista? Queira desculpar porque, francamente, eu não sabia.
Maj. E. Figueiredo – Eu respondo a V. Excia. como homem. Respondo sua audácia. (...)
Sessão do Clube Militar de 24/06/1922, citado por SODRÉ, Nelson Werneck. História Militar do Brasil. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968. p. 203.
O texto acima demonstra o clima de radicalização política no meio militar brasileiro na década de 1920.
Tal situação, de grande repercussão na sociedade brasileira de então, gerou um movimento conhecido por
(A) nacionalismo, pelas críticas que o Clube Militar faria aos governos civis pela entrega de serviços públicos e da exploração do subsolo brasileiro a estrangeiros, sob a forma de concessão.
(B) “jovens turcos”, por seus participantes, jovens oficiais do Exército, lutarem pela profissionalização da Arma contra a tradição positivista existente desde o final do Império.
(C) populismo, que buscava contemplar as reivindicações das massas populares urbanas sempre ignoradas pelas elites agrárias detentoras do poder na época.
(D) integralismo, que refletiu o crescimento do questionamento do Estado Liberal após a 1ª Guerra Mundial e a infiltração de idéias de caráter nazi-fascista no meio militar brasileiro.
(E) tenentismo, que procurou questionar os governos daquele período com propostas de caráter anti-oligárquico, por meio de movimentos armados dirigidos, em geral, por oficiais de baixa patente.

QUESTÃO 38
“ (...) Todos ainda se lembram dos discursos megalomaníacos de Carlos Prestes (...) nos quais (...) previa que as hostes da U.D.N. se desagregariam, (...). Quanto ao P.S.D. era uma colcha de retalhos costurados uns aos outros pelo fio precário da ditadura, e se dissolveria a uma simples ordem do “Chefe” nacional. Vê agora, o pobre ex-cavaleiro, (...) que nada saiu como previra, (...)
Em lugar dos grupos burgueses se desintegrarem, foi Prestes quem se isolou, quem ficou sozinho com Getúlio, e agora é obrigado a seguir, direitinho, a reboque, seja de Eduardo Gomes, seja de Dutra; ou levantar um dr. Jacarandá qualquer para “seu” candidato.
A saída forçada de Getúlio obriga os grupos a se consolidarem definindo-se melhor e, finalmente, a disputarem as eleições como adversários. (...) Pode-se dizer que a verdadeira campanha de “sucessão presidencial” só iniciou-se a partir de 30 de outubro.”
Jornal Vanguarda Socialista (16/11/1945) citado de CARONE, Edgard. Movimento Operário no Brasil (1945/1964). São Paulo, Difel, 1998. p. 258-9. v.2.
A conjuntura política brasileira do segundo semestre de 1945 é analisada neste artigo a partir de uma ótica crítica à ação desenvolvida pelo Partido Comunista do Brasil (PCB) e seu líder Luís Carlos Prestes. Abriam-se, na época, novos horizontes para o país com a derrubada da ditadura getulista e de eleições constituintes e presidenciais. Nestas, saiu vitorioso
(A) o grupo de oposição à ditadura getulista representado pela UDN, que apresentou como candidato o antigo “tenente” Eduardo Gomes, à frente de um projeto liberal-conservador.
(B) o candidato do PCB, Eurico Gaspar Dutra, apoiado por setores do getulismo voltados a levar adiante as conquistas da legislação trabalhista.
(C) o PSD, que acabou por apresentar a candidatura de Getúlio Vargas, seu fundador, o qual, derrubado pouco antes do poder, acabou a ele voltando pelo voto popular.
(D) o ex-ministro da Guerra do governo Vargas, Eurico Dutra, com uma política conservadora que incluiu a perseguição aos comunistas e a movimentos populares.
(E) o projeto, articulado por Vargas, de manter o controle do poder a partir do presidente eleito, Eurico Dutra, apoiado pelos getulistas do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
QUESTÃO 39
O pacto Germano-soviético satirizado pelos traços de Belmonte representou um elemento chave para a eclosão da 2ª Guerra Mundial em 1939. E, apesar do texto da charge, podemos afirmar que uma das intenções do acordo seria de
FIGURA 2
(A) garantir para a União Soviética a posse da Ucrânia e da Bielorússia, perdidas com a saída da Rússia da 1ª Guerra Mundial no início de 1918.
(B) permitir à Alemanha que, no caso de ocorrência de guerra não fosse necessário o combate em duas frentes, evitando o conflito imediato a leste (União Soviética).
(C) estabelecer com a invasão da Polônia, ocorrida logo após a assinatura do Pacto, que esta tivesse seu território dividido por Rússia, Áustria e Alemanha repetindo o ocorrido em 1815, ao final das Guerras Napoleônicas.
(D) evitar que a União Soviética e a Alemanha, as duas superpotências de então, se destruíssem mutuamente, fortalecendo os projetos dos governos democráticos da França e Itália no continente europeu.
(E) desestabilizar a política de alianças na Europa levando os governos francês e inglês a declararem guerra à Alemanha, a qual acabaria reagindo com apoio italiano e soviético (Eixo Berlim/ Roma/ Moscou).
QUESTÃO 40
“O Brasil é hoje uma Nação dividida. Há 14 anos tenta-se silenciar seu povo. O regime, imposto contra os interesses da maioria da população, outorgou-se o direito de legislar sobre tudo e sobre todos. A tudo e a todos, por todos os meios, tentou impor sua vontade.
(...)
Expressando insatisfações nacionais, os participantes do Congresso repudiam a marginalização política, econômica e social do povo brasileiro, condenam a repressão que sobre ele se abate e exigem anistia.
(...)
As entidades presentes no Congresso Nacional pela Anistia assumiram o compromisso da transformação da luta pela anistia num amplo e estruturado movimento popular, entendendo que é da organização e da pressão popular que depende a conquista do fim da legislação repressiva, inclusive a revogação da Lei de Segurança Nacional e da insegurança dos brasileiros; desmantelamento do aparelho de repressão política e fim da tortura; liberdade de organização e manifestação e anistia ampla, geral e irrestrita. (...)”
Manifesto à Nação - do Congresso Brasileiro pela Anistia. Folha de São Paulo: 6/11/1978. A luta pela anistia política no Brasil, segundo o Manifesto à Nação, tinha objetivos
(A) restritos à libertação dos presos políticos, por serem as prisões arbitrárias e ilegais.
(B) os mais amplos, voltados à derrubada do sistema capitalista e à conquista do socialismo no Brasil.
(C) puramente político-partidários, garantindo a eleição do maior número de parlamentares oposicionistas.
(D) amplos, de derrubada dos instrumentos repressivos da ditadura e a conquista de uma sociedade mais livre.
(E) os mais limitados, dada a grande força que ainda tinha na época o governo ditatorial e seu aparato repressivo.