Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

Mostrando postagens com marcador Diário de classe - CNEC - 5ª Série (6º Ano). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário de classe - CNEC - 5ª Série (6º Ano). Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Samurai

O vídeo e o texto abaixo tem como objetivo complementar as informações analisadas em sala de aula, sobre o "feudalismo" japonês.


O que é um samurai?
Os samurais desempenharam muitos papéis no Japão: coletores de impostos, servidores do império, arqueiros, militares. Mas se tornaram mais conhecidos como guerreiros.
O que torna um samurai diferente de outros guerreiros em outras partes do mundo? Vestir uma armadura e usar uma espada não é suficiente para transformar-se em um. Apesar dos costumes terem mudado ao longo dos séculos, há quatro regras que sempre definiram um samurai:
o samurai é um guerreiro bem treinado e extremamente habilidoso;
o samurai serve seu daimyo, ou senhor, com absoluta lealdade, até a morte. Esse é o próprio significado da palavra samurai: "aquele que serve";
o samurai é um membro de uma classe de elite, considerado superior a cidadãos comuns e soldados ordinários de infantaria;
a vida do samurai é regida pelo bushidô, um rígido código de guerreiro que coloca a honra acima de tudo.
O tipo e a freqüência dos treinamentos de um samurai dependiam da riqueza de sua família. Em famílias de classe baixa, os filhos eram geralmente enviados às escolas dos vilarejos para receber instrução básica, mas a maior parte de seu treinamento era dado pelos seus pais, irmãos mais velhos ou tios.
Treinar artes marciais era considerado muito importante e o treinamento, freqüentemente começava muito cedo, por volta dos cinco anos. Filhos de famílias ricas eram enviados a academias especiais, onde eram tutelados em literatura, artes e habilidades militares.
A imagem mais familiar que se tem dos samurais é, provavelmente, a de um mestre espadachim empunhando a sua katana com extrema habilidade. Entretanto, nos primeiros séculos de sua existência, os samurais eram mais conhecidos como arqueiros a cavalo. Disparar uma flecha ao mesmo tempo que se monta um cavalo é uma tarefa muito difícil e dominá-la requer anos de prática. Alguns arqueiros praticavam em alvos amarrados a um poste, que poderiam ser balançados para criar um alvo móvel. Por um certo tempo, cachorros vivos eram usados como alvos móveis, até que um xogum (tinha poderes de governante e líder militar) aboliu essa prática cruel.
A arte da espada era ensinada de uma maneira igualmente implacável. Conta-se que um certo mestre atingia seus alunos a qualquer momento do dia ou da noite com uma espada de madeira, até que eles aprendessem a nunca relaxar sua guarda.
Além da habilidade de guerrear, esperava-se que os samurais fossem bem educados em outras áreas, como literatura e história. Durante o período Tokugawa, uma era pacífica, quando os samurais não eram muito necessários como guerreiros, os seus conhecimentos acadêmicos foram especialmente úteis. Entretanto, alguns mestres samurais advertiam seus alunos para não se aterem muito às letras e à pintura, para que não enfraquecessem a mente.
A História dos Samurais
Ninguém sabe com certeza quem foi o primeiro samurai. Historiadores contam que nos séculos V, VI e VII d.C., havia rivalidades entre príncipes e clãs, bem como guerras de sucessão quando um imperador morria. Todavia, a maioria das lutas ocorria contra os nativos das ilhas do Japão, aos quais o Japão Imperial se referia como emishi, ou bárbaros.
Alguns imperadores perceberam que os emishi eram bons lutadores e os recrutaram para lutar em batalhas contra outros clãs ou ordens religiosas rebeldes. Algumas das táticas militares e tradições dos emishi foram incorporadas pelos soldados japoneses e, mais tarde, usadas pelos samurais.
O status do samurai como uma classe de elite vem da proliferação das famílias poderosas que viviam longe da capital, transferindo suas terras e seu prestígio de uma geração para outra por centenas de anos. Os membros dessas famílias de guerreiros ou clãs alcançaram o status de nobreza.
Tradições militares bárbaras se combinaram com o status de elite e o código do guerreiro kyuba no michi para formar o molde do antigo samurai. De acordo com algumas fontes, a palavra samurai apareceu pela primeira vez no século XII. Por um longo tempo, os samurais constituíam a principal força militar usada contra os emishi e outros clãs.
Em 1100, dois poderosos clãs serviam ao Imperador do Japão: o clã Taira e o clã Minamoto. Estas duas famílias se tornaram rivais e, em 1192, Minamoto Yoritomo liderou seu clã à vitória sobre o clã Taira. O imperador, chefe tradicional do governo japonês, declarou Minamoto Yoritomo como xogum, o chefe militar. Mas Yoritomo usou seu novo cargo para tirar do imperador todo o poder político, tornar permanente sua posição de xogum, e montar uma ditadura militar conhecida como bakufu. Assim, os samurais passaram de servos dos daimyos proprietários de terras a regentes do Japão, sob o xogum.
Depois que Yoritomo morreu, sua esposa, Masa-ko, procurou manter o xogunato. Embora não fosse completo, os Hojos, sua família, mantiveram o controle do Japão por mais de 100 anos.
O clã Ashikaga arrancou o controle dos Hojos em 1338. Os Ashikagas falharam ao tentar impor uma autoridade central forte no Japão e os clãs entraram em decadência devido às lutas constantes. Durante esse período, o daimyo construiu castelos impressionantes, com muros, portões e fossos que os tornavam inexpugnáveis.
Este sengoku, ou período de guerra civil, durou até que Tokugawa Ieyaso tomou controle do Japão em 1603. Tokugawa aplicou uma rígida política isolacionista e manteve o controle sobre os daimyos ao forçar suas famílias a viverem na capital, enquanto o próprio daimyo vivia na sua propriedade. Cada daimyo era obrigado a visitar a capital pelo menos uma vez ao ano (daimyos que caíam em desaprovação recebiam propriedades longe da capital, tornando a viagem mais cara e demorada). Isso garantia o controle sobre os daimyos porque suas famílias eram mantidas basicamente como reféns, e as caras viagens anuais os impediam de conseguir demasiado poder econômico.
Tokugawa também proibiu o porte de espadas, exceto pelos samurais. Todas as espadas possuídas por aqueles que não eram samurais eram confiscadas e derretidas para fazer estátuas. Isso marcou os samurais como uma classe muito distinta, acima dos cidadãos comuns.
Durante a paz forçada de Tokugawa, os samurais raramente entravam em combate. Foi durante esse período que os samurais assumiram outras funções, acompanhando seus senhores na ida e na volta da capital, trabalhando como burocratas no bakufu e cobrando tributos em arroz dos vassalos do daimyo.
Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/samurai7.htm

Para saber mais
http://www.ronin47.xpg.com.br/
http://www2.uol.com.br/ohayo/v2.0/anime/materias/jun20_feudal.
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/467/mes/Abril2003

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Modelo - Diário de tarefas - 5ª Série



Legenda
Tarefa executada / :-)
✔ Parte da tarefa executada / ✔
Tarefa não executada / :-(
Este modelo de DIÁRIO DE TAREFAS será obrigatório a partir do 2° Trimestre do ano de 2010 para a turma 501. Deverá ser anexada na página final do livro didático. Não se trata de uma medida arbitrária, mas sim um princípio, uma regra que permita ao responsável um maior controle das atividades, de casa, dos alunos.
Professor: Alexandre Wilson.

Gabarito das atividades de revisão - 5ª Série


Capítulo 1 O estudo da História e a organização das primeiras sociedades.

12) A domesticação de animais não era possível. O homem ainda não exercia a função de trabalhador, como a de Fred. Também não era possível a construção de casas e nem a utilização de automóveis. Ou seja, nehuma das situações observadas nas gravuras seria possível na Idade da Pedra.

17) Porque, no início, apenas pegavam da natureza aquilo que era necessário para a sobrevivência. Estavam sempre se locomovendo de um lugar para o outro, à medida que esses recursos iriam se esgotando.

19) A

27) As idéias básicas são: o processo da evolução das espécies é gradual e contínuo. Todos os seres vivos descendem, em última instância, de um ancestral comum, e o mecanismo pelo qual os seres mudam ou evoluem é a seleção natural: os indivíduos mais adaptados ao meio ambiente conseguem melhores resultados na luta pela sobrevivência.

Capítulo 2 Processo de utilização, exploração e relação do homem com a terra.

18) Entre as várias hipóteses, a mais provável é a de que os primeiros seres humanos a chegarem à América vieram do norte da Ásia, provavelmente pelo Estreito de Bering.

19) A

23) A terra era de toda a comunidade. Não existia a preocupação com a necessidade de se ter uma propriedade privada. Havia, ainda, respeito pela natureza.

24) A presença dos europeus no Brasil, além de modificar hábitos, como trabalho, vestuário, entre outros, impôs a prática religiosa cristã, através da catequização dos índios.

26)

segunda-feira, 15 de março de 2010

CNEC: Aula - 15/03/2010 (5ª Série)

Caros alunos,
ao darmos início ao nosso encontro semanal, fiquei chateado com a informação que a maioria de vocês não levou o material combinado para as atividades do dia. Mas tudo bem, vamos ver na próxima.
Em substituição as atividades combinada, demos por iniciado o segundo capítulo do livro. Processos de utilização, de exploração e relação do homem com a terra, com duas atividades sobre o processo de aculturação - Nome que se dá ao grupo de fenômenos decorrentes do contato direto de integrantes de várias culturas, ou seja, o processo de aquisição através do contato dos elementos culturais de um grupo com uma cultura com elementos de um grupo de outra cultura. Pode ser também entendido como os processos pelos quais as pessoas aprendem os padrões de comportamento do seu grupo social - dos índios no Brasil e as hipóteses sobre o processo de ocupação do continente americano.
Correção.
Trabalhando com imagem e texto
1) Na gravura, as roupas e os armamentos comprovam que os indígenas já sofreram a influência branca, e até mesmo o cenário para as práticas culturais demonstram essa aculturação. No poema, os índios ressaltam suas raízes e tradições adquiridas com os seus ancestrais.
2) Certamente a imagem retrata a realidade de aculturação vivenciada pelos indígenas.


E ao analisarmos o mapa em sala percebemos que existem três hipóteses sobre a ocupação do continente americano pelo homem.
☼ Origem asiática, passando pelo Estreito de Bering;
☼ Origem malaio-polinésia;
☼ Origem australiana;
Outra hipótese é a da:
☼ corrente esquimó ou uraliana – de origem do norte do montes Urais (entre a Europa e a Ásia), que penetrou na América pelo Ártico.
Com isso, vimos pesquisas que comprovam a semelhança genética indígenas com as de certas populações asiáticas e que antes dos índios, outros grupos populacionais, com características diferentes, ocuparam terras brasileiras antes. Como a Luzia, na foto abaixo.
Importante também é que identificamos características paleolíticas nas populaçãoes que habitavam o Brasil antes de Cabral

Para finalizar foi combinado a elaboração de três atividades para casa: os exercícios 4, 5, e 6.

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luzia_(f%C3%B3ssil)
http://www.itaucultural.org.br/arqueologia/pt/tempo/capivara/primeirosbrasileiros00.htm
http://contextopolitico.blogspot.com/2008/09/histria-histria-de-luzia.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_pr%C3%A9-colonial_do_Brasil
http://www.arqueologia.arq.br/page4-8.htm
Para saber mais ainda: http://max.org.br/biblioteca/Livros/PreHistSergipana/Cap-1.pdf

segunda-feira, 8 de março de 2010

CNEC: Aula - 08/03/2010 (5ª Série)

A lenta evolução humana



Como vão queridos alunos?
No nosso primeiro encontro dessa semana voltamos ao assunto que estudamos na aula anterior, as explicações sobre a origem do ser humano, vimos que cada povo, tem uma explicação para a origem do homem. Vimos à explicação religiosa que prevaleceu até a segunda metade do século XIX, conhecida como Criacionismo – para maiores esclarecimentos conferir a seção Para saber mais das postagens anteriores (22/02/2010 e 1/03/2010) e a teoria – explicação abrangente e bem consolidada de algum aspecto do mundo natural, que pode incorporar fatos, leis, inferências e hipóteses passíveis de teste - Evolucionista elaborada por Charles Darwin e como ele explicou a evolução do homem.

Após essa breve síntese sobre a aula anterior, iniciamos uma conversa sobre a "Pré-História", a importância do dedo opositor para o desenvolvimento do ser-humano e os seus dois primeiros períodos - O Paleolítico (Antiga Idade da Pedra) ou Pedra Lascada e Neolítico (Nova Idade da Pedra) ou Pedra Polida, depois dessa conversa inicial elaborei no quadro um esquema-resumo sobre os dois períodos.
Abaixo encontra-se o esquema utilizado em sala e elaborado com mais detalhes.
Assunto: As sociedades coletoras (Paleolítico) e as primeiras sociedades produtoras (neolítico)
× Paleolítico
§ As primeiras conquistas do Homem.
I. O processo de hominização
Primatas (100000000 a.C) Hominídeos Australopithecus (6000000 a.C)
Homo erectus (1 800 000 a.C) Homo sapiens (150 000 a.C) Homo sapiens sapiens (80000 a.C)


II. Fabricação de Instrumentos
► Homo habilis
- Seixos partidos na extremidades.
► Homo erectus
- Raspadores, lanças.
► Homo sapiens
- Instrumentos mais perfeitos tendo como base lascas de pedras.
► Homo sapiens sapiens
- Raspadores, buris, lâminas, pontas de lança, arpões, furadores, propulsores.
III. Descoberta e utilização do fogo.
Os homens do período paleolítico conheciam o fogo e as suas utilidades mas não sabiam produzi-lo.
A utilização do fogo permitia:
♦ Produzir luz;
♦ Manter os animais afastados;
♦ Cozinhar alimentos;
♦ Endurecer as pontas das setas;
♦ Obter calor.
§ Os grandes caçadores
I. Atividades coletoras e a caça.
As mulheres colhiam: Frutos silvestres, tubérculos e vegetais.
Os homens caçavam: Bisões, mamutes, veados etc.

II. Alargamento da áreas habitadas.
Técnicas mais vançadas →mais caça → melhor alimentação → aumento da população → povoamento de outras regiões.
► Eram nômades;
► Utilizavam a linguagem oral;
► Divisão sexual do trabalho.
× Neolítico
Agricultores e pastores
10000 a.C → Mudanças climáticas → Subida da temperatura
→ Derretimento de geleiras em certas regiões
→ Determinadas regiões tornaram-se férteis (vale dos grandes rios)
I. Economia de produção e progresso técnicos
Regiões com bom clima e férteis (ex: Crescente Fértil) → Fixação dos homens (aldeamentos)
desenvolvimento da agricultura
desenvolvimento do pastoreio
Tecnicas Acumulação de excedentes
Economia de produção

→ A agricultura surgiu à cerca de 10.000 a.C
→ Domesticação de animais (mesmo período)
Desenvolvimento das técnicas
Polimento
Cestaria
Tecelagem
Cerâmica
II. Formação de aldeamentos

Agricultura e criação de gado → sedentarização (► aldeamentos) → melhoria da alimentação → aumento da produção
III. Cultos agrários
» Culto da deusa-mãe → da natureza
» Culto aos mortos
IV. Revolução Neolítica
╠ Agricultura;
╠ Sedentarização;
╠ Culto aos mortos;
╠ Aldeamentos;
╠ Diferença social;
╠ Divisão do trabalho
╠ Economia de produção;
╠ Aparecimento das técnicas
╠ Criação de excedentes
Após a elaboração do esquema-resumo no quadro demos início a uma tarefa bem lúdica, que foi encontrar (7) sete erros em um desenho em que o artista ao representar a vida cotidiana da sociedade paleolítica inseriu, provavelmente por não ter estudado, elementos do período Neolítico no seu desenho. Faça um comentário da atividade, dizendo se você gostou ou não.

Para a aqueles que terminaram a tarefa em sala e que encontraram todos os erros meus parabéns. ☺:) (Na próxima postagem publicarei o nome de vocês.)

☺ Para casa. Ficou combinado como atividades de casa a leitura das páginas 10,11,12,13,14 e 15 e a elaboração das atividades 9,10,12 e 26. → Na próxima aula faremos a correção dos exercícios e analisaremos a formação do Estado.

Dica: O Professor Michel em seu blog História Digital indica um excelente jogo sobre a Idade do Ferro, cujos objetivos são: "...fazer o jogador descobrir as habilidades necessárias para fazer fogo, assar pão, confeccionar roupas e sobreviver na Idade do Ferro." Para jogar é só acessar a página: http://www.historiadigital.org/2009/11/game-vida-na-idade-do-ferro.html

segunda-feira, 1 de março de 2010

CNEC: Aula - 1/03/2010 (5ª Série)

Na aula de hoje 01/03/2010 demos continuidade ao conceito de História e a noção de tempo histórico, cronológico e da natureza.

Tempo histórico
Assim como podemos contar o tempo através do tempo cronológico, usando relógios ou calendários, temos ainda outros tipos de tempo: o tempo geológico, que se refere às mudanças ocorridas na crosta terrestre, e o tempo histórico que está relacionado às mudanças nas sociedades humanas.
O tempo histórico tem como agentes os grupos humanos, os quais provocam as mudanças sociais, ao mesmo tempo em que são modificados por elas.
O tempo histórico revela e esclarece o processo pelo qual passou ou passa a realidade em estudo. Nos anos 60, por exemplo, em quase todo o Ocidente, a juventude viveu um período agitado, com mudanças, movimentos políticos e contestação aos governos. O rock, os hippies, os jovens revolucionários e, no Brasil, o Tropicalismo (Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, entre outros) e a Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, entre tantos outros), foram experiências sociais e musicais que deram à década de 60 uma história peculiar e diferente dos anos 50 e dos anos 70.
Isto é o tempo histórico: traçamos um limite de tempo para estudar os seus acontecimentos característicos, levando em conta que, naquele momento escolhido, muitos seres humanos viveram, sonharam, trabalharam e agiram sobre a natureza e sobre as outras pessoas, de um jeito específico.A história não é prisioneira do tempo cronológico. Às vezes, o historiador é obrigado a ir e voltar no tempo. Ele volta para compreender as origens de uma determinada situação estudada e segue adiante ao explicar os seus resultados.
Fonte: Só História.
Tempo cronológico
Foi criado pelo homem e se relaciona ao processo cultural. E faz a marcação, a datação do tempo.Cronologia: Ciência da utilização de regras para estabelecer aas divisões do tempo e fixação de datas.
Ao estudarmos o tempo cronológico, vimos como transformar os anos em séculos e quando começa e termina os séculos.
Tempo da natureza
Está ligado ao ciclo natural, movimentação de rotação e translação, época de plantio e colheita, variações do clima. Analisamos também os diversos tipos de fontes (escritas e não-escritas) e a sua importância para o estudo e ensino da História.
Nesse processo realizamos um exercício sobre os sujeitos da História, em um trecho de um poema de Ferreira Gullar, onde ele escreve sobre os excluídos da História, que são todos aqueles que não são considerados “grandes homens”
No decorrer da aula, iniciamos algumas atividades que ficaram para casa, são elas: Atividades: 14, 15, 16 e 18. Das páginas 17 e 18. A correção será ralizada no nosso próximo encontro.

Na próxima aula iremos estudar o surgimento do homem, nas duas visões: a criacionista e a evolucionista, o período histórico conhecido como pré-história, o surgimento das cidades e do Estado.

AS ETAPAS DA EVOLUÇÃO HUMANA

Primatas: Os mais antigos viveram há cerca de 70 milhões de anos. Esses mamíferos de pequeno porte habitavam as árvores das florestas e alimentavam-se de olhas e insetos.

Hominoides: São primatas que viveram entre aproximadamente 22 e 14 milhões de anos atrás. O procônsul, que tinha o tamanho de um pequeno gorila, habitava em árvores, mas também descia ao solo; era quadrúpede, isto é, locomovia-se sobre as quatro patas. Descendente do procônsul, o kenyapiteco às vezes endireitava o corpo e se locomovia sobre as patas traseiras.

Hominídeos: Família que inclui o gênero australopiteco e também o gênero humano. O australopiteco afarense, que viveu há cerca de 3 milhões de anos, era um pouco mais alto que o chimpanzé. Já caminhava sobre os dois pés e usava longos braços se pendurar nas árvores. Mais alto e pesado, o australopiteco africano viveu entre 3 milhões e 1 milhão de anos. Andava ereto e usava as mãos para coletar frutos e atirar pedras para abater animais.

Homo habilis: Primeiro hominídeo do gênero Homo. Viveu por volta de 2 milhões de anos a 1,4 milhões de anos atrás. Fabricava instrumentos simples de pedra, construía cabanas e, provável,ente, desenvolveu, uma linguagem rudimentar. Seus vestígios só foram encontrados na África.

Homo erectus: Descente do Homo habilis, viveu entre 6 milhões de anos e 150 mil anos atrás. Saiu da África, alcançando a Europa, a Ásia e a Oceania. Fabricava instrumentos de pedra mais complexos e cobria o corpo com peles de animais. Vivia em grupos de vinte a trinta membros e utilizava uma linguagem mais sofisticada. Foi o descobridor do fogo.
Homem de Neandertal: Provável descendente do Homo erectus, viveu há cerca de 200 mil a 30 mil anos. Habilidoso, criou muitas ferramentas e fabricava armas e abrigos com ossos de animais. Enterrava os mortos nas cavernas, com flores e objetos. Conviveu com os primeiros homens modernos e desapareceu por motivos até hoje desconhecidos.

Homo sapiens: Descendente do Homo erectus, surgiu entre 100 mil e 50 mil anos atrás. Trata-se do homem moderno. Espalhou-se por toda a Terra, deixando variados instrumentos de pedra, osso e marfim. Desenvolveu a pintura e a escultura.

É preciso lembrar, porém, que esse painel não está completo. Ele apenas resume o que foi possível concluir a partir dos fósseis estudados até hoje. Ainda faltam muitas peças no quebra cabeça da evolução humana, por exemplo, o tão procurado "elo perdido", aquele espécime com características de primatas e de humanos, que explicaria um importante passo da humanidade em sua fascinante aventura sobre a Terra.
Fonte: Só História.
Para saber mais
O dia em que o homem moderno nasceu.
Fóssil do Homo erectus: O menino de Turkana
Evolução da evolução
A origem e a evolução da Terra na visão criacionista

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CNEC: Aula - 22/02/2010 (5ª Série)

Na aula de hoje (22/02/2010) trabalhamos inicialmente com o tema: A concepção de História e esse assunto foi trabalhado com um poema de Jussara Braga, intitulado História da História.
E a partir da leitura do poema respondemos a um desafio com as seguintes perguntas:
Possibilidades de respostas.
1) Quem é a autora do poema?
Jussara Braga.
2) Como a autora do poema lida com a temporalidade da História?
O tempo, para a autora do poema, não é estático, cronológico, mas fluído cheio de idas e vindas. Onde os acontecimentos não têm um lugar fixo.
3) Quais desses acontecimentos históricos, implícitos no poema de Jussara Braga, você conhece? Enumere-os.
Pessoal. Exemplos:
A ida do homem a Lua;
O “descobrimento” do Brasil;
A independência do Brasil;
A Segunda Guerra Mundial;
A Mitologia Grega;
A arte rupreste.
4) Ao ler essa poesia, você notou como a autora apresentou os acontecimentos? Eles estão ordenados de alguma forma? Justifique a sua resposta.
Pessoal.
Sim.
A ordenação temporal dos acontecimentos segue uma linha não cronológica, mas imaginária, não científica, mas literária - poema – por isso, a autora se deixa levar pelos acontecimentos históricos e o dispõe de uma forma em que os fatos, os acontecimentos se ligam de uma forma agradável proporcionando uma leitura mais agradável.
5) Por que autora deu ao poema o título História da História?
Porque para ela o poema conta a história da história do ser humano através dos tempos.
6) Na sua opinião, o que a autora quis dizer com a palavra tempestade no verso “E, no meio da tempestade do mundo”?
Pessoal.
Podemos pensar a palavra tempestade dentro do contexto como mudanças.
7) Que lugares da História aparecem no poema?
Pessoal.
Roma, Grécia, Egito, Japão, Brasil etc.
8) Como você entendeu a última parte do poema?
Pessoal.
Que a História do homem é, em geral, uma história de transformações, de mudanças.

Lembrem-se as respostas acima é apenas uma sugestão para as perguntas do desafio.
Ao término da leitura e elaboração dos exercícios relembramos a noções de tempo cronológico e natural, para em seguida estudarmos a ideia de tempo histórico ao transformarmos anos em séculos.
Nas próximas aulas o nosso assunto e objetivos serão:
Assunto:
1. O estudo da História e a organização das primeiras sociedades.
Ø Introdução ao estudo da História.
Ø Tempos históricos.
Ø As hipóteses do surgimento do ser humano.
Objetivos:
* Compreender a importância do estudo da História.
* Entender a ideia de contexto histórico.
* Desenvolver a capacidade de elaborar linhas de tempo.
* Conhecer as diferentes hipóteses para o surgimento do homem.
Para saber mais
Abaixo indico uma série de sites com o tema que será trabalhado em sala nas próximas aulas. Desde a introdução do estudo da História até os debates sobre o surgimento da terra e do ser humano, entre criacionistas e evolucionistas. Lembrando sempre que a primeira é uma visão científica do surgimento do homem e a segunda uma interpretação religiosa do mesmo fato.
"Do ponto de vista pedagógico, aceitamos a proposta de Vincenti (1994), na qual nenhuma verdade pode ser aceita ou admitida, ela deve ser construída e reconhecida. Para uma condução a ações morais efetivamente livres, a educação formal não pode trilhar por caminhos que aniquilam a vontade de escolha dos alunos. Age-se, muitas vezes, em toda essa polêmica como se os estudantes não tivessem nenhum valor moral. Como assinala Puig (1998), a escola deve ter como objetivo o estímulo que possa levar os alunos à compreensão de quais são realmente os seus valores, para se sentirem responsáveis e comprometidos com os mesmos; evitando-se, portanto, todo e qualquer tipo de doutrinação ou inculcação."
PUIG, J. M. (1998) A construção da personalidade moral. São Paulo: Ática.
VINCENTI, L. (1994) Educação e liberdade - Kant e Fichte. São Paulo: Editora Unesp.
http://www.scb.org.br/ (Criacionista)