Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

Mostrando postagens com marcador Atividades para o 1º Ano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atividades para o 1º Ano. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A Independência dos EUA e o movimento Tea Party


Leitura e compreensão de texto jornalístico
O texto abaixo é um artigo escrito pelo jornalista Ruy Castro por ocasião de uma reunião de ativistas de um movimento conhecido como Tea Party ocorrido nos Estados Unidos em fevereiro de 2010. Leia-o com atenção e responda as questões que o acompanham.
     Ao ver a foto do grupo de flibusteiros -casacas de veludo azul e vermelho, cabelos empoados, chapéus de três bicos e cada qual com um mosquetão, tudo com cara de brechó-, pensei que fosse um bloco de Carnaval. Mas no Idaho, um dos Estados mais caretas e sem graça dos EUA?
     A legenda da foto explicou: era um grupo de “patriotas” americanos -um conclave de organizações com nomes como Amigos da Liberdade, Aliança pela Liberdade ou Defensores da Liberdade. Na verdade, gente que está à direita de George W. Bush e para quem Barack Obama é o bicho e precisa ser exterminado antes de instalar sua “tirania socialista”. Por tal tirania entendam-se medidas sociais, proteção a imigrantes e injeções de dinheiro do Federal Reserve, o Banco Central americano, para salvar a economia -à custa, dizem eles, de suas economias.
Meio que inspirando e unindo essas organizações está o agressivo “Tea Party”, sendo “Tea” um anagrama para “taxes enough already”, ou “chega de mais impostos” -um movimento surgido há um ano na esteira da recessão, do desemprego e da própria existência de Obama. Não é ainda um partido, mas, pela preocupação do Partido Republicano com o seu crescimento, não demora a ser.
     O “Tea Party” é composto de senhoras patuscas que, até há pouco, estavam de avental sujo de ovo, fritando bolinhos, e não saberiam apontar Washington no mapa. Hoje promovem comícios com seguranças armados, usam retórica racista, estimulam a formação de milícias e falam até numa nova guerra civil. Sua heroína é Sarah Palin, candidata a vice na chapa Republicana derrotada por Obama e uma das mulheres mais ignorantes -e espertas- da América.
Decididamente, essa turma fantasiada de patriota parece a fim de tudo, menos de Carnaval.

a) Escreva um parágrafo explicando do que se trata o texto.
b) No seu entendimento, que opinião o jornalista manifesta em relação ao movimento do Tea Party? Justifique.
c) Com base em seus conhecimentos de História, explique por que o movimento em questão é chamado de "Tea Party"?
d) Explique o conceito de liberdade que está por trás desse movimento.  
e) Em sua opinião, o Tea Party é um movimento de caráter liberal? Justifique.

Atividade extraída do livro: História Geral e do Brasil. Dorigo e Vicentino. V. 2. Editora Scipione. p.  154

Para maiores informações sobre esse movimento leia os textos abaixo.

Obs. É importante você ficar atento aos sites onde originalmente foram publicados esses artigos. 


Tuesday, August 09, 2011


O movimento Tea Party

Rodrigo Constantino, O GLOBO


“Somente no bizarro mundo de Washington a responsabilidade fiscal pode ser definida como terrorismo.” (Michele Bachmann)



A imagem do movimento Tea Party é bastante caricatural por aqui. Pinta-se um quadro de fanáticos reacionários que querem preservar o lucro dos milionários em detrimento do leite das crianças carentes e da aposentadoria dos pobres velhinhos. Pretendo apresentar uma visão diferente.

Comecemos pelo nome: ele se inspira na “Festa do Chá” em Boston, marco da Independência Americana. Os colonos, cansados de impostos arbitrários da Coroa inglesa, revoltaram-se. E quem pode negar que a Casa Branca hoje pratica exagerada intervenção na vida dos americanos? Vamos condenar o Tea Party por lutar por maior independência em relação a Washington?
Os “progressistas” gostam de monopolizar fins nobres: somente eles querem melhores condições de vida para os mais pobres. Mas o debate deve girar em torno dos melhores meios para tais fins. Foi justamente em períodos de reduzida intervenção estatal que houve mais prosperidade geral. Taxar os ricos e usar o governo para transferir renda pode conquistar votos, mas nunca ajudou os pobres de fato. Serviu apenas para afugentar investimentos e inchar governos corruptos.
O Tea Party carrega em seu DNA um viés libertário, que desconfia do governo “altruísta”. O discurso messiânico que elegeu Obama incomoda, e com razão: foram “messias salvadores” os que mais atrocidades praticaram em nome do “bem”. As medidas de Obama mostram sua visão ideológica. É clara a sua intenção de socializar setores importantes da economia e concentrar no governo mais poder ainda. O Tea Party veio dizer “basta”.
Há oportunistas e fundamentalistas malucos no Tea Party, sem dúvida. Mas reduzir o Tea Party a uma Sarah Palin é utilizar de má-fé. Vários aderiram ao movimento de forma consciente, cansados de um governo à beira da bancarrota, que acredita que a saída para todos os males é aumentar o gasto público e os impostos.
O Tea Party trouxe para o debate uma visão alternativa de sociedade. O que está em jogo é decidir se os Estados Unidos continuam no rumo atual, aquele adotado pelos países europeus que levou a um Estado social falido; ou se buscam resgatar o “sonho americano” original, que fez com que a nação se tornasse o colosso que é hoje. Os pilares deste modelo são: meritocracia, igualdade perante as leis, governo limitado e ampla liberdade individual.
Estes pilares estão fragilizados. Em cada nova crise, a “solução” foi aumentar os estímulos fiscais e monetários, criando novas bolhas insustentáveis. A conta precisa ser paga e os tentáculos do Leviatã estatal precisam ser reduzidos. O Tea Party chegou para mostrar esta realidade. Não é possível crescer de forma sustentável por meio de mais gastos públicos e crédito sem lastro. A despeito do que pensam os keynesianos como Paul Krugman, não se brinca impunemente com as leis econômicas.
O embate sobre o aumento do teto do endividamento expôs a polaridade: de um lado, aqueles que desejam um cheque em branco para o governo gastar à vontade; do outro, os que cansaram de viver uma ilusão e rejeitam o modelo europeu de sociedade. Não resta dúvida de que houve oportunismo político de ambos os lados. Mas erra quem acusa o Tea Party de irresponsável. O ápice da falta de responsabilidade é gastar mais do que arrecada indefinidamente.
Qual a função de um teto de endividamento que vive sendo elevado? Seria como uma meta de limite de peso que sempre acaba ignorada. Em vez de o sujeito entrar em dieta rigorosa ou praticar exercícios, ele apenas joga a meta para cima. Parece natural supor que o resultado desta postura negligente será a obesidade. 
O governo americano está obeso. Ele possui US$ 14,3 trilhões em dívidas, quase 100% do PIB. E não está satisfeito! O Tea Party resolveu jogar duro para reverter este quadro. Pode-se acusar o movimento de intransigente, mas é preciso reconhecer que, não fosse isso, dificilmente o curso teria se alterado, ainda que timidamente. Foi uma conquista, apesar de insuficiente para evitar o rebaixamento do “rating” pela agência de risco Standard & Poor’s. 
Uma ala minoritária, mesmo dentro dos republicanos, foi capaz de colocar em pauta o debate inadiável sobre a trajetória explosiva dos gastos públicos. Sua força obrigou o presidente Obama a recuar e abandonar parte de sua agenda socializante. É um começo, uma brisa que sopra na direção certa. Mérito do Tea Party, cujas qualidades deveriam servir de exemplo para a sonolenta oposição brasileira.
Fonte: http://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/2011/08/o-movimento-tea-party.html
Acesso: 26/07/2012
05/02/2010 - 08h59

Movimento "Tea Party" busca inspirar Partido Republicano

PUBLICIDADE

ANDREA MURTA
enviada especial da Folha de S. Paulo a Nashville (EUA)

Quando perdeu seu emprego em uma empresa do ramo audiovisual em agosto último, a americana Kathy Boatman, 47, viu um lado positivo: poderia ajudar a impedir a "tomada socialista" que crê que o presidente Barack Obama planeja para o país. E a autointitulada "teapublicana" --republicana militante do movimento conservador "Tea Party"- já tem o caminho para isso: "limpar" o partido de oposição nos EUA dos moderados.
Com esse objetivo, Boatman deixou ontem o subúrbio de Phoenix (Arizona) onde vive e chegou a Nashville (Tennessee) para participar da primeira Convenção Nacional do Movimento "Tea Party" --o nome é referência à Festa do Chá de Boston, protesto antitaxação no século 18. O evento começou ontem e vai até sábado.
"Há muita gente desencantada com os partidos", disse ela à Folha. "Mas vamos trabalhar de dentro do Partido Republicano para trazer de volta os valores conservadores. Queremos respeito à Constituição, governo limitado, responsabilidade fiscal e pessoal."
Sua receita, porém, está longe da unanimidade. Entre as florestas artificiais e o luxo desavergonhado do hotel que sedia a convenção, repórteres e participantes do movimento não param de discutir este que promete ser o maior dilema da oposição: o "Tea Party", que vem se tornando a mais ruidosa oposição ao governo Obama, ajudará o Partido Republicano ou o afundará de vez?
"A base republicana é formada por conservadores, mas essa não é a fórmula para ganhar eleições", disse à Folha o analista político Thomas Mann, do Instituto Brookings. E enquanto o movimento já é mais bem avaliado do que os partidos Republicano e Democrata, o Instituto Pew de Pesquisas alerta que, historicamente, independentes e indecisos --que poderão fazer a diferença nas eleições legislativas de novembro-- são atraídos pelo centro e não por extremistas.
Boa parte dos ativistas, porém, prefere ignorar as tendências. Jeffrey McQueen é um deles. Como Boatman, ele perdeu o emprego em 2009 e passou a apoiar a rede de conservadores.
"Sempre tivemos esse campo de batalha com republicanos de um lado e democratas do outro", disse ele à Folha. "O movimento "Tea Party" chega para reunificar o país. As lideranças estão apavoradas porque as pessoas estão começando a pensar como americanos em vez de republicanos ou democratas pela primeira vez."
Apavorado ou não, o Partido Republicano já deu mostras abertas de cisma. No dia 29, a proposta de defensores do "Tea Party" de criar um teste para a "pureza" dos políticos do partido provocou discussões ásperas em encontro do partido.
Pela proposta do republicano James Bopp, quem não concordasse com ao menos 8 de 10 mantras conservadores (como direito de portar armas e oposição ao casamento gay) não teria apoio financeiro da legenda.
Ao final, um texto mais leve foi aprovado. Não haverá teste de dez pontos, mas comitês deverão examinar histórico de votos de candidatos antes de oferecerem financiamento.
Observação: a publicidade que se encontra nesse artigo é originária do site de origem do mesmo.

Estudo nos EUA revela características culturais do Tea Party
Autoritarismo, liberalismo, medo de mudanças e rejeição à imigração são as quatro características com as quais um novo estudo define os simpatizantes do movimento conservador americano Tea Party. A pesquisa, apresentada nesta segunda-feira durante a reunião anual da Associação Americana de Sociologia realizada em Las Vegas (Nevada), indica que o Tea Party pode ser considerado uma expressão cultural do conservadorismo do final do século XX.
Assim resumiu o professor associado de sociologia na Universidade da Carolina do Norte, Andrew Perrin, autor do estudo "Cultures of the Tea Party". As conclusões se baseiam em duas pesquisas feitas por telefone realizadas com mais de quatro mil eleitores registrados na Carolina do Norte e Tennessee, dois estados conservadores nos quais 46% dos consultados se mostraram a favor do Tea Party.
As entrevistas foram feitas entre 30 de maio e 3 de junho e entre 29 de setembro e 3 outubro de 2010, antes das eleições legislativas que aconteceram em novembro. Além disso, um conjunto de entrevistas foi realizado durante a manifestação que o grupo conservador realizou no mesmo ano na capital americana.
Os pesquisadores descobriram que 81% das pessoas que se mostraram favoráveis ao Tea Party consideraram que a obediência das crianças é mais importante do que a criatividade e a autoridade é um valor fundamental. Entre os não simpatizantes, 65% concordaram com essas visões.
O medo da mudança foi outra das características manifestadas pelos entrevistados simpáticos ao movimento conservador, assim como as respostas negativas sobre os imigrantes e a imigração. Entre os consultados, 51% dos que manifestaram estar "muito preocupados" com as mudanças na sociedade americana eram simpatizantes do movimento, contra 21% dos demais.
O autor do estudo explicou que o Tea Party foi descrito como uma rebelião da parte mais conservadora do país e inclusive como um grupo racista contra o presidente, Barack Obama, entre outros qualificativos, que levaram o grupo de pesquisadores a analisar as bases culturais do movimento. Assim, o estudo apontou que o Tea Party conseguiu juntar diferentes correntes conservadoras apelando a aspectos culturais tirados da história e do uso "teatral" da linguagem e algumas imagens




Tea Party e a reação conservadora

Movimento do Partido Republicano pode levar EUA a retomar políticas mais radicais no Congresso

01 de novembro de 2010 | 20h 31

SÃO PAULO - O movimento Tea Party, corrente radical ligada ao Partido Republicano, ganhou mais espaço na política americana nos últimos meses, emplacando candidatos para concorrer a lugares no Congresso de Washington. Embora a representatividade desse bloco ainda seja pequena, analistas ouvidos pelo estadão.com.br acreditam que o grupo possa levar os EUA a retomar políticas conservadoras.
Thomas Mann, analista do Brookings Institute, explica que a maioria dos adeptos do Tea Party são conservadores que têm suas posições mais extremistas apoiadas pelo partido. "Eles pregam um governo limitado, e a visão desses políticos é mais radical em relação à imigração e à religião", diz.

Para Robert Sean Purdy, professor de História dos Estados Unidos da Universidade de São Paulo (USP), o crescimento do movimento Tea Party se dá por conta da falta de alternativas às políticas do presidente Barack Obama. "O clima mudou muito nos dois anos. Antes, havia uma oferta de política nova, mas, pela falta de alternativas, a direita passou a dominar o cenário, com propostas que há dez anos seriam consideradas loucas: contra imigrantes e mesquitas, por exemplo. É uma situação diferente", analisa.
Nesta terça-feira, 2, os eleitores americanos vão renovar um terço do Senado, toda a Câmara e escolher novos governadores em 37 Estados. As pesquisas de intenção de voto dão vitória para candidatos republicanos em várias Unidades da Federação e circunscrições.
Mann afirma não acreditar que o Tea Party vá constituir uma grande força política no Congresso americano, mas mesmo assim será um bloco com voz entre os parlamentares. "O movimento é incipiente e bastante descentralizado, mas sua associação com os republicanos vai transformá-lo em uma minoria significante", avalia.
Purdy, por sua vez, crê que a corrente conservadora vai se fortalecer. "É importante ressaltar que os políticos tradicionais do Partido Republicano, que não têm vínculos formais com o Tea Party, estão mudando políticas para se aproveitar do movimento. Esses candidatos estão preenchendo o vácuo político que o governo deixou", completou.

EUA

“Tea Party”, o novo protagonista político americano

Entenda quem são, de onde vêm e para onde vão esses ultraconservadores

Com apenas um ano de vida, o Tea Party, ala ultraconservadora da direita americana, aproveitou um momento em baixa do presidente Barack Obama para alcançar uma parte da população que só precisava de um empurrão para se rebelar e ganhou nas primárias. Com isso, subiu no salto alto. A vitoriosa Christine O'Donnell, que nesta quarta-feira desbancou colegas partidários experientes, como Mike Castle, deu o recado em nome dos radicais em seu discurso de vitória: “Aceito, mas não preciso”. Ela se referia a ter o apoio dos grandes nomes republicanos. O recado foi forte, mas revela a relevância desse gurpo no cenário político atual do país. Afinal, de onde vêm, quem são e para onde vão esses conservadores?
O movimento Tea Party foi criado em fevereiro do ano passado. Com ajuda das redes sociais, teve um resultado quase imediato – alcançou pessoas simples, que não entendem muito de política, mas não se sentem representadas pelo governo, não gostam de como as coisas estão se saindo e só precisavam ser encorajadas. O chamado decisivo veio em fevereiro de 2009, quando o apresentador de televisão Rick Santelli, da rede CNBC, falou exatamente o que esse público queria ouvir. Durante seu programa, Santelli disse: "Esta é a América! Quantos de vocês estão dispostos a pagar a hipoteca do vizinho que tem um banheiro extra e agora não pode pagar as contas?". Ele sugeriu, então, que fizessem um “Chicago Tea Party”. A ideia unia a cidade onde Obama morava e o episódio da história americana, conhecido como Tea Party, que batizou movimento.
O discurso inflamado do apresentador virou hit no Youtube, chegou ao Twitter, ao Facebook, à ala radical do partido Republicano e o movimento nasceu. Em algumas semanas, protestos intitulados Tea Party surgiram pelo país. Em 15 de abril de 2009, os militantes fizeram manifestações em 750 cidades aproveitando o Tax Day, Dia do Imposto - último dia em que os contribuintes podem declarar seus bens para o cálculo do Imposto de Renda. Na ocasião, em frente à Casa Branca, manifestantes jogaram caixas de chá pelo portão.
Em 12 de setembro, uma multidão de 100.000 pessoas foi mobilizada em uma marcha em Washington, considerada o maior protesto contra Obama até agora. “O Tea Party não representa a opinião do partido, nem da opinião pública, que é muito mais ampla do que isso”, disse ao site de VEJA o cientista político da Universidade de Columbia, Robert Erikson. “Geralmente, fenômenos como esse acontecem em uma situação de fraqueza do opositor, como é o caso de Obama agora. Mas esses movimentos não duram muito, são abafados no partido e não passam das primárias. Eles não representam o que pensa a sociedade americana.”


História - Em 16 de dezembro de 1773, um grupo de colonos americanos, ainda sob o comando da coroa inglesa, se revoltou contra as altas taxas de impostos cobradas pelos colonizadores sobre a comercialização do chá inglês. Vestidos de índios, invadiram os navios carregados de chá e jogaram toda a mercadoria no mar. O dia ficou conhecido como “Festa do Chá”, Tea Party. Três anos depois, as 13 colônias seriam declaradas independentes e formariam os Estados Unidos da América.



segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Reforma Protestante - Parte 1 de 2


Trabalho 2º Bimestre
Comparar os dois trechos da série "heróis da fé" postado no blog, com o trecho do texto trabalhado em sala de aula.

A Reforma Protestante - Parte 2 de 2

domingo, 21 de agosto de 2011

A aventura do descobrimento - Fábio Pestana Ramos

CIEP 289 CECÍLIO BARBOSA DA PAIXÃO
CURSO NORMAL
ASSUNTO:
O PROCESSO DE EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL EUROPÉIA
DISCIPLINA: HISTÓRIA
PROFESSOR: Alexandre

POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS
a aventura dos descobrimentos
Autor: Fábio Pestana Ramos


"As ilhas atlânticas ali ao lado; a África e a Índia bem mais distantes; o Brasil do outro lado do mar Oceano; não importava qual o destino, a jornada por mares nunca dantes navegados ou relativamente desconhecidos iniciava-se quando homens e mulheres encontravam razões suficientes para trocar Portugal por terras distantes e exóticas. O que os motivava? Como era o cotidiano a bordo? O que encontraram no trajeto? Chegariam? Realizariam seus sonhos? Em Por mares nunca dantes navegados, o leitor acompanhará os dramas pessoais e coletivos da gente embarcada nos navios lusitanos, no tempo dos Descobrimentos e das Grandes Navegações. Conhecerá as ambições de Portugal e dos portugueses, explicadas dentro do contexto da época. O inferno podia se instalar durante tempestades, calmarias e naufrágios. Sendo assim, não deixaremos de conhecer a luta pela sobrevivência entre os embarcados. E se a travessia marítima não era fácil, o desembarque, na África, na Ásia ou na América, também podia reservar surpresas e situações perigosas. Indicada a todos os interessados em embarcar nesta jornada recheada de aventuras, a obra é uma leitura divertida e muito bem fundamentada historicamente".


Abaixo você enontra o link para ter acesso ao primeiro capítulo do livro. Uma cortesia do autor, da sua editora www.editoracontexto.com.br/ e do blog: Para entender a História. http://fabiopestanaramos.blogspot.com/




Após a leitura do capítulo elabore um texto contendo as ideias principais do mesmo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Evolução humana.

Leia o texto abaixo:
Outra hipótese para a evolução humana
Capacidade de andar sobre dois membros seria herdada de ancestrais que viviam em árvores
A capacidade de andar apenas sobre os dois membros posteriores, característica que diferencia o homem dos outros primatas, tem sua origem geralmente associada a ancestrais que caminhavam no solo sobre quatro patas. Porém, pesquisadores das universidades de Birmingham e Liverpool (Inglaterra) concluíram que o bipedalismo pode ser herança de antepassados ainda mais antigos e que se moviam em galhos. O grupo levantou a hipótese, apresentada em artigo da Science desta semana, após verificar semelhanças na forma de se locomover de orangotangos selvagens da ilha de Sumatra (Indonésia), que passam a maior parte de sua vida em árvores, e dos humanos.
A hipótese mais aceita para a evolução dos primatas diz que os ancestrais de chimpanzés, gorilas e homens teriam descido das árvores para ocupar o solo utilizando ainda os quatro membros para caminhar. Só então o homem teria passado a usar apenas os membros inferiores nessa tarefa. Porém, ao observarem, por cerca de um ano, a postura e os movimentos dos orangotangos em sua rotina, os cientistas ingleses perceberam que a forma de caminhar do homem tem mais semelhanças com as características desenvolvidas por esses animais para se locomover em galhos finos e irregulares do que com a dos primatas considerados nossos ancestrais diretos.
Segundo os pesquisadores, essa nova teoria para a origem do bipedismo é reforçada por fatores históricos. Há cerca de 2 ou 3 milhões de anos, os primeiros ancestrais do homem ocupavam florestas, e não terrenos abertos ou de vegetação rasteira. Além disso, os membros inferiores desses antepassados mais remotos se adaptaram rapidamente à vida terrestre, enquanto seus membros superiores continuaram longos, o que facilitaria a locomoção em galhos. “Ambos os fatos são mais coerentes com a origem do bipedismo em primatas que se locomoviam entre árvores”, diz no artigo uma das realizadoras do estudo, a pesquisadora Susannah Thorpe, da Escola de Biociências da Universidade de Birmingham.
Thorpe explica que nossos ancestrais que habitavam as florestas usavam os braços somente para se balançar entre os galhos, o que lhes trazia inúmeros benefícios. Embora os orangotangos tenham refinado suas habilidades de locomoção com o passar do tempo, o estudo mostrou que o bipedismo teria permitido que os animais se movessem mais facilmente nos mais variados tipos de galhos, o que não acontece com os quadrúpedes.
A pesquisa sugere que, ao descerem das árvores, devido à mudança de clima que dificultou a vida na floresta, os mais antigos antepassados dos homens mantiveram sua forma de andar e passaram a obter sua comida do chão ou de pequenas árvores. Por sua vez, os ancestrais de chimpanzés, gorilas e outros primatas desenvolveram um modo específico de se locomover, apoiando os membros anteriores no chão, para atravessar de uma árvore para outra.
Segundo os pesquisadores, o estudo fornece motivos para que se deixe de lado a dúvida sobre como o homem se tornou bípede, apesar de ainda não haver provas concretas. “Na diversificação da locomoção, foram os primatas do grupo dos chimpanzés, gorilas e seus ancestrais que inovaram; os homens e seus antepassados conservaram as características."
Rodrigues, João Gabriel. Ciência Hoje On-line. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br

Sobre o texto e a postura bípede acima, responda:
a) Quanto à origem da bipedia nos humanos, apresente as duas possíveis hipóteses apresentadas pelos pesquisadores em evolução humana.
b) Explique por que possuir uma postura bípede pode facilitar o deslocamento de um animal por entre as árvores.
c) Explique por que dentro de um raciocínio evolutivo não se pode afirmar que a postura bípede surgiu com o objetivo de liberar as mãos para carregar e manipular objetos.

Fonte da atividade:http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.aspid_projeto=27&ID_OBJETO=61832&tipo=ob&cp=000000&cb=

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Grécia Clássica através da música - Mulheres de Atenas



Mulheres de Atenas
Chico Buarque - Augusto Boal
1976

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quando eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas


Roteiro Para Debate
Liste as palavras desconhecidas em seu caderno e procure seus respectivos significados no dicionário. A partir da interpretação da letra da música “Mulheres de Atenas”, responda em seu caderno as questões abaixo:
Qual é o tema da letra da música acima? Justifique sua resposta.
De acordo com a letra de “Mulheres de Atenas”, como é a vida das “mulheres de Atenas”? Justifique sua resposta com exemplos extraídos da própria letra.
Para quem os autores da letra dirigem a frase “Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas”?
Qual trecho da letra da música “Mulheres de Atenas” chamou mais a sua atenção? Por quê?

http://diariosdehistoria.zip.net/

domingo, 25 de abril de 2010

História - Aula 14 (1 de 2)






Nesta teleaula você conhecerá o feudalismo. Entenderá porque, durante esse modo de organização social, a Europa perdeu a noção de Estado, se dividindo em muitos reinos. Além disso, aprenderá que na Idade Média a Igreja Católica era o maior poder organizado que existia e que as Cruzadas foram expedições militares organizadas pelos papas para conquistar a Terra Santa: a Palestina.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Antiguidade Clássica.

ESPARTA
O artigo abaixo publicado na Revista Superinteressante será utilizado para comparar com o material utilizado em sala de aula sobre a cidade de Esparta.
O objetivo é analisar as informações da revista, de divulgação científica, que vem sofrendo uma série de críticas, com o material de uso didático e outros artigos.
Data: 18/03/2010.



Cidade da grécia :a outra Esparta
Ela era mais democrática do que se imagina e tão heróica quanto as lendas contam. Conheça a verdade da cidade mais controversa da Grécia antiga
por Texto Reinaldo José Lopes
Mesmo para os turistas do Império Romano, gente mais do que acostumada a espetáculos sangrentos, aquela era uma atração especial. O sucesso era tanto que, por volta do ano 200 da nossa era, até a construção de um anfiteatro em volta do templo foi autorizada, para que os visitantes pudessem acompanhar cada detalhe do ritual. Um adolescente nu tentava apanhar o queijo depositado sobre o altar da deusa Ártemis, enquanto um dos sacerdotes o chicoteava sem dó, fazendo o sangue espirrar no altar. O jovem que agüentasse mais era saudado como campeão – isso quando tinha a sorte de sobreviver à cerimônia. Os estrangeiros provavelmente deixavam o anfiteatro romano muito satisfeitos: tinham testemunhado um legítimo costume da lendária cidade-Estado de Esparta.
Para muita gente, a imagem de um adolescente torturado resume à perfeição o significado de Esparta para a história. Na escola, aprendemos que, entre as cidades gregas de 2500 anos atrás, Atenas foi o berço da democracia e da liberdade de pensar e criar que valorizamos tanto, enquanto os espartanos viviam sob um regime totalitário, cuja única preocupação era a guerra, e submetiam os jovens ao treinamento militar mais desumano do planeta. Desse ponto de vista, passar de superpotência grega a parque temático sadomasoquista teria sido um destino mais do que merecido.
Acontece que, assim como a visão dourada de Atenas, essa imagem dos espartanos não passa de caricatura. Embora também esteja repleto de erros históricos (leia a seguir), o filme 300, que acaba de chegar aos cinemas, acerta em cheio ao mostrar que, sem a liderança dos espartanos, a Grécia e talvez boa parte da Europa teriam virado mera província do Império Persa, com conseqüências imprevisíveis para o mundo de hoje. Em 4 grandes batalhas contra os persas, os espartanos ajudaram a proteger o que seria a origem do mundo ocidental. Por mais estranho que isso soe agora, Esparta esteve entre as primeiras cidades gregas a criar um governo constitucional, onde todo cidadão era igual diante da lei, e seus exércitos foram vistos como libertadores perto da ambição de Atenas. Por tudo isso, vale a pena tentar enxergar através das distorções que cercam a cidade mais controversa da Grécia.
Conquistadores
Mito e arqueologia concordam num ponto: Esparta é um produto do primeiro grande desastre da história grega. Até por volta do ano 1200 a.C., o Peloponeso (como é conhecida a região do extremo sul da Grécia, onde fica a cidade) estava cheio de pequenos reinos. Inscrições e objetos achados nos palácios do Peloponeso mostram que seus habitantes já falavam uma forma primitiva de grego e levavam uma vida de luxo, comerciando cerâmica, metais preciosos e marfim com o Egito, a Palestina e a atual Turquia.
Uma onda de invasões e saques, porém, acabou com essa vida mansa. Boa parte dos grandes palácios do Peloponeso foi queimada, e a região voltou a ter um estilo de vida rústico e rural durante cerca de um século. É então que, pouco antes do ano 1000 a.C., como sugerem mudanças na cerâmica e em outros objetos do dia-a-dia, chegou ali um novo povo: os dórios, ancestrais dos espartanos.
Na mitologia grega, a chegada dos dórios ficou conhecida como “o retorno dos filhos de Héracles”. Os descendentes desse herói (conhecido entre nós como Hércules) seriam os legítimos herdeiros dos reinos do Peloponeso, expulsos injustamente de lá. Mas os filhos de Héracles reuniram um exército, formado por 3 tribos do norte da Grécia, e recuperaram no braço o que era seu. A parte da herança é claramente invenção para legitimar a invasão, mas os dó­rios realmente tinham uma origem étnica comum e falavam um dialeto nortista.
Parte dos recém-chegados ocupou a Lacônia, o vale fértil do rio Eurotas, e fundou 4 vilarejos perto de um assentamento da época dos palácios. Por volta do ano 900 a.C., as 4 aldeias se uniram politicamente para formar Esparta. Unificada, a cidade partiu para uma expansão das mais respeitáveis. Toda a Lacônia caiu nas mãos de Esparta: alguns habitantes (provavelmente os que resistiram aos ataques) engrossaram as fileiras dos servos, chamados de “hilotas”, enquanto outras aldeias conseguiram manter a autonomia interna, desde que reconhecessem a soberania espartana. Os moradores desses lugares ficaram conhecidos como periecos (“os que habitam em volta”). A expansão foi até por volta do ano 700 a.C., quando a cidade, sozinha, dominava dois quintos do Peloponeso.
Democráticos
Tantas conquistas, claro, trouxeram prosperidade. “Historiadores como o francês Claude Mossé consideram que, já no século 7 a.C., Esparta tem uma aristocracia amante das artes e desenvolve atividades comerciais marítimas”, diz a historiadora Maria Aparecida de Oliveira Silva, autora do livro Plutarco Historiador. Os poetas e músicos de Esparta ficaram conhecidos na Grécia inteira, e sua elite levava uma vida luxuosa, com finos objetos de bronze e metais preciosos fabricados localmente ou importados da Ásia. No entanto, há indícios de que só alguns espartanos se beneficiaram de verdade com as vitórias, virando senhores do grosso das novas terras, enquanto outros empobreciam. Em outras palavras: tensão social – que veio acompanhada por problemas militares para conter as constantes rebeliões.
A tradição espartana, que chegou até nós por relatos de historiadores como Heródoto, Xenofonte e Plutarco, diz que a solução para esses problemas foi bolada pelo sábio Licurgo, tio e tutor de um dos reis da cidade. Ele teria implantado uma reforma política profunda. Todos os cidadãos – ou seja, todos os homens livres de Esparta – passaram a eleger os 28 membros da Gerúsia, o Conselho dos Anciãos, encarregado de elaborar as leis da cidade. Os reis continuaram a ter uma série de privilégios simbólicos (o mais bizarro era o direito de ficar com a pele e o lombo de todos os animais sacrificados aos deuses), mas, na prática, viraram simples generais hereditários. O poder de decisão final ficava nas mãos do damos – o povo, versão dória da palavra que é uma das raízes do termo “democracia”.
Reunidos em assembléia, os homens de Esparta podiam aprovar ou vetar as propostas da Gerúsia, usando um método que parece ter saído de um programa de auditório – o “sim” ou o “não” ganhava dependendo da quantidade de barulho produzida de cada lado. Houve também uma reforma agrária: cada espartano recebeu um lote de terra suficiente para sustentar sua família. A reforma se completou mais tarde com o surgimento dos éforos, 5 magistrados eleitos anualmente por todos os espartanos que, na prática, passaram a deter a maior parte do poder de executar as leis.
Na época em que foi criado, esse sistema era revolucionário. O Oriente Médio ainda era dominado por monarcas absolutos, considerados semideuses. Atenas, futuro símbolo da democracia, estava nas mãos de um grupo minúsculo de famílias nobres e ricas, assim como outras cidades gregas. Esparta parece ter inventado a idéia de que mesmo um plebeu pobre tinha o direito de eleger seus representantes e ser eleito, e de que ninguém, nem mesmo os reis, estava acima da lei. Não é só conversa: a história espartana está cheia de relatos sobre soberanos que pisaram na bola e foram presos ou exilados. Os hilotas e periecos, é verdade, continuavam sem direitos políticos – mas o mesmo valia para a massa de escravos em todas as outras cidades gregas.
A partir daí, numa sociedade quase democrática, começou a se criar a futura fama de Esparta como potência militar. Também por volta do século 7 a.C., os gregos passavam por uma revolução na arte da guerra. Antes, o costume era que só os nobres e sua guarda pessoal lutassem, e os combates não passavam de expedições pequenas para roubar o gado ou as mulheres da vila vizinha. Mas a população e a riqueza da Grécia tinham crescido, e os conflitos cresciam na mesma proporção. O ideal era juntar o máximo possível de soldados no campo de batalha. Os exércitos das cidades-Estado passaram a agir como grandes unidades: os guerreiros, usando pesadas armaduras de bronze e lanças, só eram eficazes lutando em conjunto. O escudo protegia só o lado esquerdo de quem o carregava: o outro lado do corpo era resguardado pelo escudo do soldado ao lado. Se alguém fraquejasse, todos eram prejudicados. Ora, se a massa dos cidadãos passa a ser importante na guerra, a cidade não tem como se defender sem eles. Isso coloca um poder considerável nas mãos do damos de Esparta: o povo ganha força para exigir direito de voto ou uma fazenda nos arredores.
O sucesso das reformas foi indiscutível. Enquanto a Grécia inteira passou do século 7 a.C. ao 5 a.C. sofrendo com ditadores e revoluções, Esparta virou um oásis de estabilidade.
Guerreiros
Para manter as conquistas e o sistema político, todo cidadão de Esparta passou a ser preparado desde pequeno para ser um supersoldado. O treinamento era conhecido simplesmente como agogué (“criação”, em grego). “A única descrição da agogué que temos é do ateniense Xenofonte, que escreve tarde, por volta do ano 400 a.C.”, afirma o historiador Paul Cartledge, da Universidade de Cambridge (Rei­no Unido). Segundo Xenofonte, os testes começavam no nascimento: os bebês eram lavados com vinho e levados aos anciãos de seu clã para inspeção. Os disformes ou fracos demais eram abandonados para morrer. (Até aí, nada de mais: todos os gregos praticavam o infanticídio em situações parecidas.) Os meninos ficavam até os 6 anos com a mãe; depois, passavam a ser criados em pequenos grupos por um supervisor, dormindo em barracões, aprendendo a cantar, dançar (exercícios adequados para se acostumar ao ritmo da marcha militar), ler e escrever.
Quando chegava a adolescência, o cabelo dos garotos era raspado. Eram obrigados a usar apenas um manto leve, fizesse chuva ou sol, e a andar descalços o tempo todo. Recebiam pouca comida; podiam complementar a dieta roubando, mas, se fossem apanhados, levavam uma surra terrível. As chibatadas às vezes vinham em rituais religiosos, como o descrito no começo desta reportagem.
Aprendiam a falar só o essencial – daí a expressão “laconismo”, derivada da Lacônia, o vale fértil onde Esparta foi fundada. “Seria mais fácil ouvir as vozes de estátuas de pedra do que as daqueles rapazes”, afirma Xenofonte. Os jovens praticavam a dança e o canto, em cerimônias elaboradas que simulavam os movimentos da guerra. Relacionamentos amorosos entre adolescentes e rapazes mais velhos eram comuns e até incentivados – os adultos eram considerados mentores dos mais novos.
Aos 19 anos, o rapaz se tornava soldado pleno, mas ainda não era considerado cidadão. Deixava crescer o cabelo – todos os espartanos adultos tinham longas madeixas, que enfeitavam com flores. Podia se casar, mas ainda não tinha permissão de passar a noite com a mulher. Isso – junto com os outros privilégios da cidadania, como votar – só era possível quando ele fazia 30 anos. Uma última obrigação o acompanhava pelo resto da vida: fazer diariamente as refeições com sua unidade de combate, geralmente formada por 15 guerreiros espartanos. O prato principal costumava ser a intragável sopa negra, feita com cevada, sangue e carne de porco.
Esse sistema tornava os espartanos resistentes e corajosos, mas sua principal função era criar espírito de equipe. A lenda de que os soldados de Esparta nunca se rendiam ou recuavam é balela: não havia vergonha nenhuma em baixar as armas se essa fosse a ordem do rei ou do general. Abandonar os companheiros é que era considerado intolerável, porque um escudo a menos na formação significava expor todo mundo ao risco de morte.
Não havia glória maior do que tombar na linha da frente, morrendo lado a lado com os companheiros: essa, para os espartanos (e para a maioria dos outros gregos) era a “bela morte”. Mas eles só agiam como camicases quando não havia outra escolha. Uma frase registrada pelo historiador grego Tucídides é emblemática. Perguntaram a um espartano capturado se os colegas mortos tinham sido mais valentes que ele. “As flechas seriam muito espertas se conseguissem distinguir os valentes dos covardes”, retrucou o guerreiro. “Es­sa é uma coisa na qual o filme 300 acerta: ele mostra esse humor negro com o qual os espartanos enfrentavam a guerra”, diz Paul Cartledge.
Outro ponto que sempre se omite sobre Esparta é a condição das mulheres. Elas levaram uma vida bem melhor que as do resto da Grécia. Eram incentivadas a praticar exercícios físicos e a ficar ao ar livre, ao contrário das atenienses, quase sempre trancadas em casa. Também podiam herdar terras. “No entanto, isso não quer dizer necessariamente que as mulheres de Esparta fossem vistas pelos homens de forma diferente das outras gregas”, diz Isabel Romeo, historiadora da UFRJ que estuda o tema. “Para os gregos, a função da mulher era sempre ter filhos saudáveis. A diferença é que os espartanos achavam que, para desempenhar, ela precisava ter uma vida ativa”, afirma.
Defensores
O engraçado é que, embora o Exército espartano fosse mais poderoso do que nunca, a expansão direta da cidade parou. “Esparta temia que as cidades vizinhas apoiassem as revoltas dos servos e procurou alguma forma de convivência pacífica com elas”, diz Robin Osborne, da Universidade de Cambridge. Os espartanos forjaram uma aliança que acabaria englobando todo o Peloponeso. As cidades-Estado tinham voz nas decisões, mas era Esparta a cidade líder, que tinha mais peso na hora de ditar a política externa do bloco e decidir como e quando guerrear.
Essa liderança relativamente democrática acabou sendo providencial para a Grécia. Enquanto as cidades-Estado continuavam brigando entre si, o Império Persa nascia e virava um gigante no Oriente, o grande inimigo dos gregos. Por volta de 540 a.C., as cidades gregas da Ásia caíram nas mãos dos persas. O novo império trouxe paz e estabilidade à região, mas também sufocou os desejos gregos de uma política mais democrática (os persas apoiaram ditadores fantoches por ali). O bolso grego também foi afetado, porque a Pérsia cobrava impostos ferozes e mutilava o comércio. Os gregos da Ásia se revoltaram, com o apoio de Atenas, mas levaram uma sova. A ajuda ateniense era a desculpa perfeita para a Grécia européia ser incluída no alvo das invasões. Assim pensou o rei persa Dario, cujo exército desembarcou perto de Atenas no ano 490 a.C.
Nas primeiras batalhas, os persas foram totalmente derrotados. Mas até as pedras do Eurotas sabiam que a coisa não ia ficar por isso mesmo. Xerxes, filho e sucessor de Dario, jurou vingança e preparou o maior exército que o mundo já tinha visto (talvez 120mil soldados) e a maior marinha (cerca de 1000 barcos) para invadir a Grécia. Nenhum dos súditos do rei tinha muita escolha nessa história: todas as regiões do império tinham de contribuir com sua cota de homens, e a palavra de Xerxes era lei sagrada. Atenas e Esparta (que tinha apoiado os atenienses na primeira invasão) estavam no topo da lista negra de Xerxes. A lenda, reproduzida no filme 300, conta que as duas cidades tinham atirado dentro de um poço os mensageiros do rei, que pediam terra e água como sinal de submissão, dizendo: “Aí tendes terra e água”.
Além de enfrentar o reino mais poderoso da época, a Grécia tinha que lidar com a desunião interna. Na primavera de 480 a.C., quando a segunda onda de invasões persas começou, poucas cidades gregas queriam saber de aliança. “De 700 cidades-Estado que poderiam ter se unido à resistência, só cerca de 30 o fizeram”, diz Cartledge. Dessas poucas cidades corajosas, metade integrava o grupo dos “lacedemônios”, como eram chamados os espartanos e aliados, grupo que hoje nós chamamos de Liga do Peloponeso. “A resistência simplesmente não teria sido possível sem a Liga do Peloponeso”, diz o historiador de Cambridge. A ela se juntaram Atenas e pequenas cidades, como Plataia.
O comando supremo, tanto na terra quanto no mar, ficou nas mãos de Esparta, já que ela era a líder do bloco que formava o coração da resistência. Mais do que o comando, porém, os aliados tinham do seu lado os soldados espartanos, “a infantaria pesada mais bem treinada da Grécia – na verdade, a única infantaria profissional de que os gregos dispunham”, afirma Peter Green, professor da Universidade do Texas em Austin e um dos principais especialistas nos conflitos entre gregos e persas.
Os líderes espartanos nem sempre estiveram à altura de seus guerreiros. Há sinais de que a cidade e os outros membros da liga queriam se arriscar o mínimo possível fora do Peloponeso. Essa é uma das explicações (além da coincidência de um festival religioso, durante o qual Esparta normalmente não guerreava) para o fato de que o rei Leô­nidas tenha levado consigo só 300 espartanos para o desfiladeiro das Termópilas, no centro-norte da Grécia. A missão dos 300, ao lado de cerca de 7 mil aliados gregos, era tentar impedir o avanço de Xerxes em terra, enquanto a frota grega adotava a mesma estratégia no mar, no estreito de Artemísio.
Por 3 dias, Leônidas e os 300 – que foram vistos penteando os longos cabelos com toda a calma quando os primeiros persas surgiram – detiveram forças imensamente superiores e mataram dois irmãos de Xerxes. Mas sua retaguarda não estava bem coberta. Graças a um grego traidor, Leônidas acabou cercado e lutou até a morte com seus homens e mais 1000 voluntários aliados, ganhando tempo para que o resto do exército fugisse. Xerxes mandou decapitar o rei e crucificar seu corpo.
A sorte grega deu uma guinada cerca de um mês depois, quando a frota aliada destroçou as trirremes persas na ilha de Salamina, perto de Atenas. O próprio Xerxes decidiu voltar para a Ásia e, no ano seguinte, suas forças terrestres foram esmagadas pelo sobrinho de Leônidas. Os persas jamais pisariam outra vez na Grécia européia.
Xerxes, ao contrário do que se diz em 300, não era a versão metrossexual do capeta. Em parte, o governo do Irã tem razão em ficar fulo da vida com o filme, como afirmou em nota ofical no começo de março. O domínio persa poderia até ter posto um fim nas eternas briguinhas fúteis entre cidades, que eram a praga da vida grega (pelo menos em termos de progresso econômico). Ao mesmo tempo, porém, ele teria encerrado o primeiro grande experimento de liberdade política e de pensamento da história, forçando os gregos a se curvar a um Grande Rei todo-poderoso. Democrática ou não, Esparta jamais aceitaria o domínio de um só homem que estivesse acima da lei – e se dispôs a lutar para que a Grécia não sofresse esse destino.
Personagens
Depois de botar os estrangeiros para fora, a Grécia pôde viver seu esplendor. Em Atenas, um ano depois de os persas darem no pé, nasceu Sócrates, um dos grandes alicerces da filosofia ocidental, seguido por Platão e Aristóteles. Com os invasores contidos, a obra deles e de pensadores anteriores, como Tales de Mileto e Pitágoras, pôde sobreviver até hoje. Em 438 a.C., no lugar de um antigo templo destruído pelos persas, Atenas construiu o Partenon, símbolo máximo do período clássico grego.
No entanto, já que derramar sangue era como um passatempo para os gregos, as guerras não pararam por ali. As cidades voltariam a lutar entre si: Atenas, poderosa demais depois de vencer os persas, se tornou um império maldoso demais para as cidades conquistadas. Aliados de Atenas mandavam mensagens secretas para os espartanos, suplicando que eles “libertassem a Grécia”. O conflito era só uma questão de tempo – e as alianças passaram as 3 últimas décadas do século 5 a.C. afundadas nele. A guerra terminou com a vitória de Esparta, financiada por ouro persa.
A influência espartana agora dominava a Grécia inteira. Mas, sem o menor tato, os espartanos instalavam governadores militares impopulares ou apoiavam oligarcas que perseguiam os opositores políticos. O resultado? Mais guerra, dessa vez promovida por um novo poder: a cidade de Tebas, ao norte de Atenas. O confronto decisivo entre a desafiante e a campeã aconteceu na Batalha de Leuctra, em 371 a.C. A derrota de Esparta foi completa. A cidade virou ruínas. Tornou-se irrelevante e foi absorvida pelo Império Romano, junto com o resto da Grécia, em 146 a.C.
Diante da arte e do pensamento ateniense, pode parecer que Esparta só teve importância militar. Mas não é de mais voltar a 480 a.C. e ao punhado de homens que ousou se colocar no caminho dos persas. Heródoto diz que um rei espartano exilado, Damárato, acompanhava Xerxes nas Termópilas. O rei persa teria perguntado se os espartanos, sendo tão poucos, ousariam enfrentá-lo. “Rei”, respondeu Damárato, “embora sejam livres, eles não são livres em tudo. Acima deles está a lei, um senhor a quem eles temem muito mais do que os teus servos têm medo de ti. Eles fazem o que a lei ordena, e a sua ordem é esta: não fugir diante de nenhuma multidão de homens, mas ficar em seus postos.” Poucas idéias foram tão capazes de mudar o mundo.

Termópilas - 19 a 21 de agosto de 480 a.C.
“Ficou evidente para todos, e não menos para o próprio Xerxes, que havia muita gente com ele, mas poucos homens de verdade.”
Heródoto
1. Inimigo maior
Com 120 mil guerreiros, os persas invadem a Grécia por uma faixa montanhosa do litoral.
2. defender é preciso
Os 300 guerreiros de Esparta, mais 7 mil aliados, bloqueiam os persas no desfiladeiro das Termópilas. Quem tenta passar é atirado ao mar.
3. derrota inevitável
Depois de 3 dias, um grego traidor guia as forças persas por uma trilha. Os espartanos são atacados pela retaguarda e dizimados.
Peso-pluma
Os persas eram uma infantaria leve. Carregavam escudos mais fracos, lanças curtas e uma espada. A grande arma era o arco, com alcance de 200 metros.
Modelo de herói
Maior herói de Esparta, o rei Leônidas deteve os persas por 3 dias, até ser morto com todos os seus guerreiros.
Nos trinques
Era tradição entre os espartanos pentear os longos cabelos antes da batalha, e também enfeitá-los com grinaldas de flores. Como os outros gregos, eles costumavam entrar em combate cantando.
Turbinado
Com armadura, escudo de bronze ou lança de 3 metros, o soldado de Esparta levava vantagem. O escudo tinha a letra lambda, de Lacedemônia (outro nome de Esparta).
Artemísio - 19 a 21 de agosto de 480 a.C.
“Vendo os bárbaros fazer um crescente com suas naus, preparando-se para envolvê-los por todos os lados, os gregos saíram para enfrentá-los.”
Heródoto
1. Ao ataque!
Os persas avançam contra os gregos com 800 barcos. A idéia é eliminar a frota naval grega e partir para o continente.
2. Abraço de urso
Na defesa, os 300 barcos gregos se juntam para se defender dos persas, que formam uma espécie de tesoura de ataque.
3. Empate técnico
Depois de 3 dias de batalha, tempestades diminuem a superioridade persa. Os gregos recuam para o sul e batalha termina em empate técnico.
Corpo a corpo
Quando o barco inimigo teimava em não afundar, o jeito era invadir o convés e partir para o combate direto.
Triplex
Os barcos de guerra das duas esquadras eram as trirremes: tinham 3 andares, com 50 remadores em cada um. Chegavam a 35 metros de comprimento e 5 metros de largura.
Tropa faraônicaOs egípcios estavam entre as melhores tropas anfíbias do Império Persa. Usavam armaduras com escamas de aço, grandes escudos e lanças, além de ganchos para abordar os navios inimigos.
Nós e os gregos
Como a filosofia explica os heróis
Texto Leandro Narloch
Por que os gregos gostavam tanto de sangue? A Batalha de Termópilas mostra que os jovens da Grécia antiga sonhavam morrer como heróis das lutas. Todo cidadão de respeito, de políticos como Péricles a poetas como Sófocles, participava de batalhas. São muito diferentes, por exemplo, do cristão que tenta levar uma vida pacífica, sem pecar. Mas a razão de os gregos adorarem brigar é muito parecida com a do religioso que não falta a nenhuma missa. Os dois querem atingir a salvação.
No jeito cristão de pensar, a pessoa se salva da morte tendo uma vida baseada no amor e na compaixão. Se viver corretamente, seguirá existindo numa boa na eterna colônia de férias chamada céu. Um motivo e tanto para viver cheio de culpa por qualquer errinho. Mas os gregos viveram antes do cristianismo. Como não acreditavam que alguém, uma pessoa onisciente, tinha criado o Universo, não deviam explicações ou culpa para ninguém maior que eles. E não tinham nenhuma esperança de que se dariam bem depois da morte. O jeito que encontravam para eternizar a vida era pela fama, praticando atos heróicos que ficassem para sempre na história.
“Morrer de forma gloriosa era muito mais importante que ter uma vida longa e pacífica”, diz o filósofo Roberto Bolzani Filho, da USP. Os guerreiros odiavam ser designados para cargos leves, como mensageiro, e competiam para saber qual seria eternizado nos escritos dos poetas. “A glória valia mais que a vida”, diz Fernando Santoro, professor de filosofia antiga da UFRJ.
Já hoje, quando cada vez mais gente acredita que a morte é só um apagar de células, procuramos nos agarrar à vida. Talvez seja por isso que, bem ao contrário dos gregos, fazemos de tudo para fugir do serviço militar, comemos salada e praticamos esporte para viver. Mas claro que ainda temos a noção de pecado dos medievais. E o enorme fascínio dos gregos por heróis.

Salamina - 20 de setembro de 480 a.C.
“Os gregos, qual homens que arpoam atuns ou outro cardume de peixes, esmagavam a cabeça de seus inimigos com remos quebrados.”
Ésquilo
1. Armadilha
Convencidos por uma falsa mensagem dos gregos de que eles fugiriam, os persas partiram para o ataque.
2. Tudo ou nada
Ao entrar nos canais de Salamina, o maior número dos persas deixou de ter valor: ali não era possível manobrar muito.
3. Finta de mestre
Surpresos com a força naval grega, os persas têm seus navios invadidos. Os que chegam à praia são mortos ali mesmo. Os gregos vencem.
De camarote
Xerxes, rei dos persas, mandou montar seu trono em frente a ilha de Salamina para assistir o combate.
Glub glubUm dos meios de vencer uma batalha naval antiga era usar o esporão (o “bico” de bronze do navio) para furar o casco do adversário e levá-lo a afundar.

Para saber mais
História
Heródoto, Prestígio, 2002.
A Guerra do Peloponeso
Donald Kagan, Record, 2006.
The SpartansPaul Cartledge, Penguin, 2003.

Plataia - 27 de agosto de 479 a.C.
“Nesse dia o comandante persa Mardônio pagou o justo preço pela morte de Leônidas; e a mais bela vitória de que temos conhecimento foi obtida por Pausânias.”
Heródoto
1. Retirada confusa
A batalha começou quando os gregos resolveram fingir um recuo. A idéia era dar tempo para tropas de várias cidades se agruparem.
2. Ao ataque
Entusiasmados, os persas cruzaram o rio que os separava dos gregos e atacaram.
3. Derrota final
Parte do Exército grego levou a pior, mas eles agüentaram a pressão e acabaram derrotando os persas de vez.
Cavaleiros do rei
Os cavaleiros persas eram muito importantes nos combates em campo aberto. Usavam arcos e lanças leves, de arremesso, e irritavam o adversário ao fazer ataques rápidos e recuar logo depois.
À moda da Davi
Cercado por 1 000 guerreiros, o general persa Mardônio acabou tendo o crânio esmagado por uma pedra.
Barraca armada
O acampamento persa era uma festa. Havia tendas bem decoradas, peças de ouro e prata e a companhia das concubinas dos chefes.

Fonte imagem 1: Revista Superinteressante (Abril de 2007)
Fonte imagem 2: http://caracadesenhos.zip.net/
Fonte imagem 3: http://muraldosescritores.ning.com/
Fonte do artigo: http://super.abril.com.br/historia/cidade-grecia-outra-esparta-446897.shtml .(Com adaptações).

Atividades:
1) Relacionar as semelhanças e diferenças com o texto utilizado em sala de aula.
2) Identificar as ideias principais.
3) Identificar e explicar os conceitos, ideias e termos presentes no texto.