Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

Mostrando postagens com marcador Atividades para o 9º Ano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atividades para o 9º Ano. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os Romanov









Os dois últimos corpos. Mas o enigma continua.
Descoberta dos ossos de filhos do último czar russo reforça nostalgia do passado imperial
Duda Teixeira

Noventa anos após a tomada de poder pelos bolcheviques, a Rússia parece, enfim, ter se reconciliado com o seu passado imperial. No mês passado, um grupo de arqueólogos anunciou a descoberta dos restos mortais de Alexei e de Maria Romanov, dois dos cinco filhos do último czar russo, Nicolau II. Quarenta e quatro fragmentos de ossos, sete dentes, três balas e um pedaço de roupa foram encontrados em escavações em Ekaterinburgo, na Sibéria, onde a família, um médico e três criados permaneceram em cativeiro até ser assassinados a tiros e a golpes de baioneta pelos comunistas, em 17 de julho de 1918. Os ossos passarão por testes de DNA e, se comprovada a sua autenticidade, serão sepultados na Catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde estão os restos do czar e dos demais membros da família. Os achados remetem ao banho de sangue que ocorreu em 1917, durante a Revolução Russa, e nos anos seguintes, quando os bolcheviques exterminaram tudo e todos que simbolizassem o antigo regime, incluindo donos de terras, nobres e membros do clero. A retórica dos comunistas era a de que eles estavam do lado do bem, e a nobreza representava o mal a ser extirpado. "Sete décadas de regime soviético, que incluíram períodos de grande atrocidade sob Lenin e Josef Stalin, fizeram com que os russos invertessem a balança entre bem e mal em sua história", disse a VEJA o historiador americano Mark Steinberg, autor do livro A Queda dos Romanov. O sofrimento da realeza russa em seus derradeiros dias é interpretado por muitos russos, hoje, como um sinal de virtude. De certa forma, a descoberta dos restos de Alexei e de Maria, os últimos que faltavam, fecha um ciclo na saga da família de mártires. Não resolve, contudo, o enigma histórico representado pelo governo do último czar e sua responsabilidade na criação do caos político e social que culminou com a ditadura comunista.
A vala com os ossos dos outros cinco membros da família do czar foi descoberta em 1976, ainda durante a era soviética, e permaneceu em segredo. O mistério sobre o destino dos corpos levou oportunistas a se proclamarem membros da família real que escaparam do massacre. O objetivo era pôr a mão na fortuna dos Romanov guardada em bancos suíços ou, simplesmente, ganhar notoriedade. Em 1991, ano em que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se desintegrou, os corpos foram finalmente exumados. Com a Rússia livre do ateísmo compulsório, a Igreja Ortodoxa prontamente reabilitou os Romanov, que foram canonizados em 2000 com o aval do presidente Vladimir Putin. Para os ortodoxos, a família merece o título pela piedade e religiosidade demonstradas nos últimos dias de cativeiro. O culto da memória do czar e sua família, hoje, também pode ser entendido no contexto do cunho nacionalista do governo Putin, que acaba por estimular a nostalgia por momentos gloriosos do passado. De Ivan, o Terrível, aos Romanov, a moda na Rússia é ressaltar os aspectos positivos de figuras históricas. Nicolau II, o czar anti-semita e autoritário que se considerava um representante de Deus na terra, agora é visto como um exemplo das virtudes de um poder forte e centralizador – o que vem bem a calhar para o autoritário Putin.
São fortes os indícios de que os ossos encontrados no mês passado pertencem aos filhos de Nicolau II. Os estudos feitos até agora confirmam que são de um rapaz de 10 a 13 anos e de uma mulher de 18 a 23 anos. Alexei, o príncipe herdeiro, tinha 13 anos na época, e sua irmã Maria, 19. Junto dos fragmentos também foram encontradas peças de cerâmica japonesas, usadas para carregar ácido sulfúrico. Segundo um antigo relato do bolchevique que enterrou os corpos, a substância foi utilizada para desfigurar os corpos e, assim, dificultar o reconhecimento pelo Exército Branco. Isso porque, nos cinco anos que se seguiram à revolução, tropas apoiadas pela França, pela Inglaterra e pelos Estados Unidos lutaram contra os comunistas. Em meio aos combates, Lenin deixou claro que os Romanov não poderiam permanecer como símbolos vivos do antigo regime. Em 1918, quando os brancos estavam a apenas 40 quilômetros do local de prisão da família real, Moscou deu ordem para executar a todos. Na madrugada do dia 17 de julho, os Romanov foram acordados e desceram para uma sala no porão. Nicolau levava o filho Alexei, hemofílico, nos braços. Doze homens armados entraram na sala e, durante quase três minutos, atiraram nos cativos. Algumas balas ricochetearam, porque as duquesas carregavam 8 quilos de diamantes e jóias preciosas nos espartilhos. Os guardas, então, recorreram às baionetas para acabar com os sobreviventes. Após enterrarem Alexei e Maria, os bolcheviques foram obrigados a escolher novo local para sepultar os outros corpos, pois tinham sido vistos por alguns camponeses. A descoberta das peças que faltavam na tragédia dos Romanov deve dar ainda mais força à mitificação de sua história.
Fonte: http://veja.abril.com.br/050907/p_112.shtml
Atividades
1) Como o texto retrata a personalidade do czar Nicolau II?
2) Durante os anos de Revolução Russa, qual foi a forma que os bolcheviques retrataram os Romanov e por que os mataram?
3) Por que a família real foi canonizada em 2000? O que isso significa em termos políticos?


Atividade extraída do Livro: Nova História Integrada. 3ª Série. Volume 3. Módulo editora, pp. 186 e 187.



segunda-feira, 9 de abril de 2012

A crise do Capitalismo (1929)








Material retirado do livro: Capitalismo para principiantes: a história dos privilégios econômicos. Carlos Eduardo Novais. Ilustrações: Vilmar Rodrigues - 1º ed - São Paulo: Ática, 2008.


Após a leitura e a análise das imagens, responda o que se pede:




1) Explique a oração: "Precisamos dar um jeito nisso. Daqui a pouco estaremos produzindo tanto que iremos à falência."


Para auxiliar em sua resposta.










2) Como à escassez leva o aumento de preço?




3) Por que a URSS não foi afetada diretamente pela Crise de 1929?






domingo, 1 de abril de 2012

Revolução Russa (1917)

Material retirado do livro: Nova História Crítica. Schmidt Mário.


Para uma melhor visualização click na imagem.








quarta-feira, 21 de março de 2012

As fábulas de Esopo em uma nova versão - Primeira Guerra Mundial

Atividades: Primeira Guerra Mundial



Objetivos: Analisar as imagens e as fábulas relacionando-as com os acontecimentos da Grande Guerra.
Obs. Foi mantida a escrita original (ipsis litteris)




Esopo e as Fábulas
Esopo nasceu na Frigia, quase seis séculos antes de Cristo. Foi escravo nos primeiros anos da vida em Atenas e Samos. Esopo soube ganhar a estima do filosofo Jadmon( ou Janto de Samos) de quem era escravo. Impressionado com o talento de Esopo, que prelecionava moralidade em forma de apólogos, concedeu-lhe a liberdade. Alforriado, saiu para a Ásia Menor e para Sardes, e ganhou a amizade de Creso (último rei da Lídia da Dinastia Mermnada (560-546 aC), por longos anos.
Foi Esopo enviado à Grécia por Creso e assistiu, no dizer de Plutarco, ao banquete dos sete sábios, em casa de Periandro, tirano de Corinto, um dos sete. Provavelmente foi nesta viagem que ele se esforçou por incutir paciência aos atenienses avexados por Periandro, contando-lhes a fábula das rãs que pediram um rei. Por último, passou a Delphos, onde, conforme as ordens de Creso, devia imolar um grande holocausto a Apolo, e dar a cada habitante considerável quantia.
Irritado, porém, com a cupidez e perfídia dos délficos, reenviou a Creso o dinheiro, que devia repartir pelos moradores, cujo amor próprio exulcerou, aplicandolhes a fábula dos cajados flutuantes. Exasperados pelos escárnios, juraram vingar-se e, neste intento, esconderam na bagagem de Esopo uma taça de ouro pertencente à baixela do templo. Acusado de a ter roubado, Esopo foi perseguido, apalpado, julgado réu, e condenado ao precipício da rocha Hiampéia, à laia de sacrifício.
Fonte: E.M.Campagne, Dicionário de Educação e Ensino, vol. 1, págs. 926-928
A Virtude
Os atenienses levantaram ao talento
de Esopo uma estátua, e colocaram-na,
embora escravo, num pedestal eterno,
para que se saiba que a todos está aberto
o caminho da honra, e que a glória se
atribui, não à linhagem, mas à virtude.
Fedro

O Gênero de Esopo
Na sua fábula intitulada Prologus - Auctor (VV. 1-4), o fabulista latino Fedro escreve:
Exemplis continetur Aesopi genus;
Nec aliud quidquam per fabellas quaeritur
Quam corrigatur error ut mortalium
Acuatque sese diligens industria.

O gênero de Esopo é constituído de exemplos;
e por meio de fábulas não se pretende outra coisa
senão que seja corrigida a ignorância dos mortais
e estimulada a sua atividade consciente.

















E em outra fábula, Phaedrus ad Eutychum (VV.33-7), o mesmo autor acrescenta:
Nunc fabularum cur sit inuentum genus

Breui docebo: Seruitus obnoxia,

Quia, quae uolebat, non audebat dicere,

Affectus próprios in fabellas transtulit,

Calumniamque fictis elusit iocis.


Agora resumidamente ensinarei por que foi inventado o gênero das fábulas: Como a escravidão submissa não ousava dizer o que queria, disfarçava em fábulas os seus próprios sentimentos, esquivando-se da punição com imaginosos divertimentos.
Entretanto, ao que parece, cabe às fábulas esópicas o mérito da primazia em atribuir alegoricamente virtudes e defeitos humanos a determinados animais, como, por exemplo: ao leão, a majestade; à raposa, a velhacaria; ao lobo, a brutalidade; ao camelo, a complacência; à formiga, a previdência.

Fonte: Anotado do Professor da UFRJ, Manuel Aveleza de Souza "As Fábulas de Esopo", Thex Ed., Rio de Janeiro, 1999, p. XXIX.




As Fábulas de Esopo Modernizadas adaptadas para a 1ª. Guerra mundialTuck`s Post Card


Trata-se de uma série de 6 cartões postais sobre as fábulas de Esopo adaptadas para a primeira guerra mundial. No verso dos cartões há sempre uma explicação resumida da fábula e da histórica aliança dos países em guerra. Com desenhos de F.Sancha, 1915 (circa) segundo o catalogo Neudin "Illustrateurs" , 1991, pag. 380.
1 - O Lobo e a Cegonha (Turquia e Alemanha)







Veja também:
Esopo e-book

O Estopim da 1ª. Guerra Mundial
Em 29 de junho de 1914, o Jornal do Comércio do Rio de Janeiro anunciava em suas páginas, um atentado anarquista ocorrido na cidade de Sarajevo:
"O Arquiduque Francisco Fernando e sua esposa acabam de ser vitimas de um atentado. Quando o cortejo em que seguiam os herdeiros do trono imperial marchava em direção à Municipalidade, um tipógrafo, por nome de Cabrinovic , natural de Trebinje (Herzegoniva), arremessou contra a carruagem do Arquiduque uma bomba cheia de pregos e cujo invólucro era constituído por uma garrafa. A bomba, batendo no assento traseiro do carro, caiu no chão e explodiu justamente quando sobre ele passava a segunda carruagem, onde seguiam vários membros da comitiva, entre os quais o coronel Merrido, ajudante de campo do Arquiduque, que foi atingido no pescoço por um estilhaço, e o Conde de Booszu-Waldeck, que também ficou ferido. Além destas também ficaram feridas mais nove pessoas".
"No momento, porém, em que o cortejo dobrava a esquina das ruas Rodolpho e Francisco José, um mancebo, que se destacou bruscamente do público apontou uma pistola browning e desfechou-a quatro vezes contra a carruagem de suas altezas. O Arquiduque, que a principio tinha sido atingido no rosto, ficou mortalmente ferido no lado direito do ventre, ao mesmo tempo em que a Arquiduquesa, com a carótida cortada por outra bala, lhe caía sobre os joelhos."Este episódio ficou conhecido como o estopim da 1ª. Grande guerra.


Obs: Veja detalhes e histórias no Dossiê O Mundo em Armas, publicado na revista de História da Biblioteca Nacional, número 37, outubro 2008, pags. 14-34.

O Brasil na 1ª Guerra Mundial
Repetidos afundamentos de navios mercantes brasileiros, entre outros o Paraná (abril de 1917), o Tijuca ( maio de 1917), o Lapa (também em maio), o Macau (outubro de 1917), levaram o país, em outubro de 1917, a declarar guerra ao império alemão e a seus aliados - o império Austro-Húngaro, o Império Otomano e a Bulgária. O Brasil veio a se juntar aos Aliados, entre eles a França, Reino Unido, Rússia, Grécia, Bélgica, Portugal, Itália, Sérvia, EUA, Japão e Romênia.A frota brasileira, conhecida como DNOG - Divisão Naval em Operações de Guerra - foi formada com 2 cruzadores, 4 contratorpedeiros, 1 rebocador e 1 navio-tênder, para apoio e abastecimento. A missão teve inicio em maio de 1918 saindo a esquadra do porto do Rio de Janeiro e deixando o território brasileiro em 1 de agosto, de Fernando de Noronha em direção a Freetown, em Serra Leoa, na África. Em 25 de agosto, quando rumava para Dakar, na África, escaparam por pouco de um ataque de submarino. Com a missão de patrulhar submarinos germânicos, a esquadra brasileira foi devastada por outro inimigo, quando em 6 de setembro, em Dakar, a gripe espanhola irrompeu com toda a sua virulência, derrubando a tripulação. Deixando Dakar no fim de outubro em direção a Gibraltar com apenas um cruzador e 3 contratorpedeiros, a frota brasileira já estava semi destruída e com vários mortos sem levar um único tiro. Em 10 de novembro de 1918, o restante da esquadra chegou a Gibraltar, mas como dizem que "Deus é brasileiro", no dia seguinte, em 11 de novembro de 1918, foi assinado o armistício que pôs fim a guerra.


Obs: Veja detalhes e outras histórias deste pesadelo no artigo "Pior do que a Guerra", do historiador Francisco Eduardo Alves de Almeida em Revista Histórica da Biblioteca Nacional, número 37, outubro 2008, pags. 30-31.

As Fábulas de Esopo Modernizadas

A Turquia e a Alemanha
O Lobo e a Cegonha
O lobo engasgado pede a cegonha que lhe tire o osso atravessado na garganta; a cegonha o extrai com seu bico e pede recompensa pelo seu trabalho. Mais recompensa!, exclama o lobo, porventura não fostes bastante recompensada quando deixei de devorar a tua cabeça ?Esta imagem aqui se reporta a aliança entre a Alemanha e a Turquia, lembrando que esta terá de se contentar com bem pouco reconhecimento pelos serviços prestados.
Fonte: Tuck`s Post card texto no verso do postal desenhado por F Sancha , 1915 circa.
O Lôbo e a Cegonha
Barão de Paranapiacaba (trad.)

Vorazes comem lobos;
Nada lhes vence a gana;
Eis o que fez um deles:

Em farta comezaina,

Tão sôfrego engolira,
Sua avidez foi tanta,

Que de través lhe fica

Um osso na garganta.

Sentindo-se engasgado


E sem poder gritar,

Julgou-se na agonia

E prestes a expirar.


Uma cegonha (ó dita !)

Passa dali vizinha;

Chamada por acenos,


Vem acudi-lo asinha.
Com grande habilidade
Procede à operação;

Retira o osso - e a paga
Requer do comilão.
" A paga ! (exclama o lobo) Comadre!

Estás brincando!
Pois não te deixo livre,
A vida desfrutando ?







Não me saiu dos dentes

Tua cabeça intata ?

Vai-te e das minhas garras

Cuida em fugir ingrata !"

A Turquia No Século XVI
(Como o tempo passa e modifica o mundo)
O mais forte Estado que pareça haver ao presente no mundo (século XVI), é o dos turcos: povos igualmente formados na estima das armas e no desprezo das letras. Roma, acho-a mais valorosa antes de tornar-se sábia. As mais belicosas nações dos nossos dias são as mais grosseiras e ignorantes. Servem de prova os citas, os partas e Tamerlão. Quando os Gôdos devastaram a Grécia, o que salvou do fogo todas as bibliotecas foi esta opinião, propalada por um deles: que era mister deixar aos inimigos todos aqueles trastes, próprios para desviá-los do exercício militar e entretê-los em ocupações sedentárias e ociosas. E quando, sem tirar a espada da bainha, o nosso rei Carlos VIII (1470-1498), se viu dono do Reino de Nápoles e de boa parte da Toscana, a atribuíram, os senhores do seu séquito, essa inesperada facilidade de conquista a andarem os príncipes e os nobres da Itália mais ocupados em fazer-se engenhosos e sábios do que vigorosos e guerreiros. (Michel de Montaigne 1533-1592)
Fonte: Montaigne, M. "Seleta dos Ensaios de Montaigne", liv. José Olympio, coleção Rubaiyát, Rio, 1961, vol. 1/3, 303 págs.


A Galinha e os Ovos de Ouro



O camponez avarento que tenta enriquecer-se à pressa, e mata a galinha que deita is ovos de ouro, só para se ver privado da sua fonte de riqueza:O comercio marítimo alemão, manancial de tanta riqueza, queda por completo arruinado pela insana cobiça que impeliu a Alemanha a forçar esta guerra sobre a Europa.


A Galinha que punha Ovos de Ouro


Tudo a avareza perde

Se tudo quer ganhar;

Basta-me, em prova disto,

Um fato aqui narrar.

Deitava uma galinha

Por dia um ovo d'ouro;

Julgou-a o dono um cofre

De perenal tesouro.

Tirou-lhe a vida, abriu-a

E achou o seu ovário

Igual ao das que botam

Qualquer ovo ordinário.

Assim, cedendo à força

Do baixo instinto ávaro,

De motu próprio extingue

Seu cabedal mais raro.

Barão de Paranapiacaba (trad.)(1827-1915)

A Tartaruga e o Lebre

O camponez avarento que tenta enriquecer-se à pressa, e mata a galinha que deita is ovos de ouro, só para se ver privado da sua fonte de riqueza:O comercio marítimo alemão, manancial de tanta riqueza, queda por completo arruinado pela insana cobiça que impeliu a Alemanha a forçar esta guerra sobre a Europa.
Fonte: Tuck`s Post card texto no verso do postal desenhado por F Sancha , 1915 circa,anotado ipsis litteris do original.


A Lebre e a Tartaruga

"Apostemos, disse à lebre
A tartaruga matreira,

Que eu chego primeiro ao alvo

Do que tu, que és tão ligeira!"

Dado o sinal de partida,

Estando as duas a par,

A tartaruga começa

Lentamente a caminhar.

Lebre, tendo vergonha

De correr diante dela,

Tratando um tal vitória

De peta ou de bagatela,

Deita-se, e dorme o seu pouco;

Ergue-se, e põe-se a observar

De que parte corre o vento,

E depois entra a pastar;

Eis deita uma vista d'olhos

Sobre a caminhante sorna

Inda a vê longe da meta,

E a pastar de novo torna.
Olha; e depois que a vê perto,

Começa a sua carreira;

Mas então apressa os passos

A tartaruga matreira.

À meta chega primeiro,

Apanha o prêmio apressada,

Pregando à lebre vencida

Uma grande surriada.

Não basta só haver posses

Para obter o que intentamos;

É preciso pôr-lhe os meios,

Quando não, atrás ficamos.

O contendor não desprezes

Por fraco, se te investir;

Porque um anão acordado

Mata um gigante a dormir.


Curvo Semedo (Trad.)(1766-1838)

A Rapôsa e as Uvas verdes

A raposa esfaimada, não podendo atingir os cachos de uvas maduras , proclama nas uvas verdes, e que não as quer.Os alemães, frustrados na suas tentativas de tomar Paris, Calais, Petrogrado e Verdun, pretendem que seus objetivos não eram taes.
Fonte: Tuck`s Post card texto no verso do postal desenhado por F Sancha , 1915 circa,anotado ipsis litteris do original.

A Rapôsa e as Uvas


Contam que certa raposa,


andando muito esfaimada,
viu roxos maduros cachos
pendentes de alta latada.
De bom grado os trincaria,
mas sem lhes poder chegar,
disse: "estão verdes, não prestam,
só cães os podem tragar !"
Eis cai uma parra, quando
prosseguia seu caminho,
e crendo que era algum bago,
volta depressa o focinho.













Moral: Quem desdenha quer comprar
Bocage (trad.)(1765-1805)



O Cão e sua Sombra



O cão que leva o bocado de carne, vê o seu reflexo nas águas, e arrojando se a sombra, perde o bom bocado:Perdeu a Alemanha a prosperidade tão laboriosamente adquirida, sacrificando-a ao seu devaneio de conquistar o mundo.
Fonte: Tuck`s Post card texto no verso do postal desenhado por F Sancha , 1915 circa, anotado ipsis litteris do original.

O Cão que pela sombra larga a Prêsa

Um cão passando ia um rio a nado,

E levava de carne um bom bocado;

Via n'água a sua sombra, e, presumindo

Que era outro cão, que dele ia fugindo,
E que presa maior inda levava,

Com fim de lha tirar se arreganhava,

Naquele abrir de boca lhe caía

A carne, e nem mais sombras dela via.


Couto Guerreiro (Trad.)(1720-1793)

A Tartaruga e a Águia



A tartaruga que pede a águia para ensiná-la a voar, é levada pela águia aos ares, cae a terra e espedaça-se:A Bulgária, induzida a guerra pela Alemanha , sofrerá a penalidade imposta pela sua tresloucada ambição.
Fonte: Tuck`s Post card texto no verso do postal desenhado por F Sancha , 1915 circa,anotado ipsis litteris do original.

A Tartaruga e a Águia
Imaginem, uma Tartaruga que mal sabe andar, foi pedir a uma águia que lhe ensinasse a voar. A águia olhou para aquele bicho e viu que a tartaruga não pode voar de jeito nenhum.


Acontece que ela não é somente um animal casca dura, mas também cabeça dura; e insistiu no pedido. A águia foi perdendo a paciência e como não adiantava falar mais nada, agarrou-a com as suas garras, elevou-se no ar e largou-a de lá de cima. A tartaruga, sem azas e sem juízo, arrebentou-se no chão. Quando soube que uma tartaruga voou, outra maluca foi contatar os patos.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Era Vargas


CIEP 289 CECÍLIO BARBOSA DA PAIXÃO
ENSINO FUNDAMENTAL
9º ANO
PROFESSOR:Alexandre


As imagens abaixo representam vários episódios da chamada Era Vargas (1930-1945) exceto a última que também se relaciona com o segundo governo Vargas (1951-1954)


Sua tarefa é analisar as imagens de acordo com o contexto em que foi produzida e/ou a situação a que se refere.







O Estado Novo.
Quais as características apresentadas nas legendas, isto é, quais as relações entre Vargas e os personagens em que ele se "transforma"?



Estado Novo - Populismo.
O que o "espelho" quer dizer, com a frase: O seu é populista sim; já democrático... ?



A Voz do Brasil.
Qual a importância da rádio e mais especificamente da Voz do Brasil, para o governo Vargas?


1937.
A que documento o personagem que se dirige a Vargas se refere?
A que golpe Vargas se refere?



Trajetória.


Explique a trajetória política de Vargas segundo a charge apresentada acima.


Dica: Ao analisar a charge preste atenção nas roupas e no número de personagens que representam Vargas em várias etapas de sua vida.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Cultura no Estado Novo


CINEMA E HISTÓRIA





Cenas do filme: Romance Proibido
Ao estudarmos a cultura no Estado Novo e a importância desses filmes no processo educativo e propagandístico desse novo regime (O filme começa a ser filmado em 1939) o nosso material didático nos deu como exemplo os filmes Inconfidência Mineira e Romance Proibido. A seguir encontram-se algumas curiosidades do filme, Romance Proibido.
Em sala, analisaremos essas informações, para relacioná-las com o período estudado.

Romance Proibido

- O roteiro é inspirado na idéia de Paulo Wanderley para o filme "Saudade", que Adhemar Gonzaga pretendia dirigir em 1930. As personagens são, em sua estrutura, as mesmas. Porém, as situações e o cunho didático nacionalista foram introduzidos posteriormente.- Típico exemplar do cinema brasileiro dos anos de guerra e do Estado Novo, "Romance Proibido", a exemplo de "Aves sem ninho" e "Caminhos do céu", é filme nacionalista e austero, que exalta o valor dos seres humanos que abdicam de suas aspirações pessoais em benefício do progresso da coletividade, através do nobre exercício de uma profissão.
- Estreou no Rio de Janeiro nos Cinemas Plaza, Astória, Olinda, Ritz e República, a 18 de dezembro de 1944. O maior lançamento já obtido para filmes do cinema brasileiro. Em São Paulo, no Cinema Metro, a 14 de dezembro de 1944.
- Estréia de Dercy Gonçalves no cinema, sem ser figurante.
- Romance Proibido foi dirigido por Adhemar Gonzaga em meio ao contexto da Segunda Guerra Mundial, o que significou uma produção arrastada - começou em 1939 -, complicada do ponto de vista técnico - faltava filme virgem, reagentes, etc. - e com reflexos na parte artística.
- Era uma refilmagem disfarçada de Barro Humano e do inacabada Saudade, com a história deslocada para o contexto do Estado Novo. Em vez do final feliz original, a protagonista agora ficava sozinha e decidia levar a educação para as comunidades do interior, em missão patriótica tão ao gosto do momento.
- O nacionalismo gonzagueano flertava com o autoritarismo varguista em sua face de renovação espiritual e social do homem brasileiro, com direito à presença do projetor cinematográfico em plena sala de aula, como um instrumento fundamental de difusão da educação e da cultura.
- As grandes qualidades de Romance Proibido estão em sua força como documento de época, revelando um desencanto com a elite perdulária, vazia e descompromissada politicamente, e uma adesão ao ideal do "novo homem brasileiro" estadonovista. Bem entendido, o nacionalismo gonzagueano se serve do contexto do momento, mas não sem fazer certos reparos e indicar os limites do projeto governista. É particularmente interessante o contraste que se estabelece entre os freqüentadores chiques do cassino e a apresentação de um número de bailado na escola nacionalista de dança folclórica, e a introdução do projetor cinematográfico na escola pública, sem prejuízo do consumo de cinema, qualquer que seja a cinematografia (no filme, corta-se da sala de aula para a porta de um cinema que está exibindo um western norte-americano), sabendo-se o quanto parte do governo getulista era xenófobo à América.
- O filme não sobreviveu completo, perdendo-se certos trechos, substituídos para efeito de compreensão da estória por fotografias e legendas. Mesmo assim evidencia as potencialidades e os problemas de um cinema de estúdio no Brasil àquela altura. Há prodígios cenográficos, como o prédio da escola, assim como limitações gravíssimas, como a ausências de móveis em certos ambientes, substituídos por réplicas singelas.

- Sinopse extendida: Passando por dificuldades financeiras em sua fazenda, Cavalcanti vem ao Rio de Janeiro buscar a filha Tamar, que estuda em um colégio interno. No retorno ela reencontra Carlos, sua grande paixão e de quem está noiva há tempos. Resolvem marcar o casamento para a volta de Carlos da capital federal, embora haja quem duvide que o enlace se consume. O boêmio Carlos viaja com o grande amigo e companheiro de farras Jararaca. Após acertarem as dívidas com o banco, resolvem fazer uma incursão pela noite do Rio. Carlos conhece e se apaixona por Gracia, uma coquete dama da sociedade, sem saber que ela e Tamar são grandes amigas. Quando a verdade é revelada, Gracia rompe o namoro e decide lecionar no interior do país, juntando-se ao esforço educacional e civilizatório do governo, sem imaginar que o destino ainda testaria seus sentimentos e sua determinação. (fonte: Arquivos da Cinédia)

Fonte: http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/romance-proibido/romance-proibido.asp

quarta-feira, 17 de março de 2010

Atividade - 9º Ano (CNEC)



Para alguns alunos, na aula passada, ficou combinado, que seria feita uma atividade via Internet e ai está ela!
A atividade consiste em observar os dois vídeos abaixo elaborados pela “Fundação Joaquim Nabuco" e Pelo "Ministério da Cultura", com o apoio da "TV Cultura". É um dos episódios da Série "Brasil - 500 Anos" (disponível no site: www.dominiopublico.gov.br), e a partir de suas observações compará-lo com o seu livro didático no que se refere as causas, desenvolvimento e consequências da Guerra de Canudos.
Seria interessante também ouvir o clipe da música Súplica Cearense e relacioná-lo com os vídeos e o texto.
Um bom trabalho e não deixem de participar.
Um grande abraço.
Professor Alexandre.
A atividade deverá ser enviada por e-mail até o dia 31 de março.
wsshist@gmail.com

Parte 1
Parte 2

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Guerra de Canudos

"Então o sertão virará praia e a praia virará sertão"
Profecia de Antônio Conselheiro, escrita num caderno encontrado em Canudos.

Guerra de Canudos.
A atividade consiste em: relacionar o vídeo, imagem e música postado no alto da página e a letra a baixo e escrever um texto com as suas conclusões. No seu texto, privilegie a analise das condições de vida do sertanejo, os fatores para que essas pessoas passassem a se agrupar em torno de Antônio Conselheiro, analisar se existe a possibilidade da letra da música se relacionar com o discurso do beato, o que levou as expedições contra Canudos, como no clipe estão caracterizados os personagem.

Data da entrega: a combinar.

Súplica Cearense
Letra: Gordurinha e Nelinho
O Rappa
Oh! Deus,
perdoe esse pobre coitado,
que de joelhos rezou um bocado,
pedindo pra chuva cair,
cair sem parar.
Oh! Deus,
será que o senhor se zangou,
e é só por isso que o sol se arretirou,
fazendo cair toda chuva que há.
Oh! Senhor,
pedi pro sol se esconder um pouquinho,
pedi pra chover,
mas chover de mansinho,
pra ver se nascia uma planta,
uma planta no chão.
Oh! Meu Deus,
se eu não rezei direito,
a culpa é do sujeito,
desse pobre que nem sabe fazer a oração.
Meu Deus,
perdoe encher meus olhos d'água,
e ter-lhe pedido cheio de mágoa,
pro sol inclemente,
se arretirar, retirar.
Desculpe, pedir a toda hora,
pra chegar o inverno e agora,
o inferno queima o meu humilde Ceará.
Oh! Senhor,
pedi pro sol se esconder um pouquinho,
pedi pra chover,
mas chover de mansinho,
pra ver se nascia uma planta no chão,
planta no chão.
Violência demais,
chuva não tem mais,
corrupto demais,
política demais,
tristeza demais.
O interesse tem demais!
Violência demais,
fome demais,
falta demais,
promessa demais,
seca demais,
chuva não tem mais!
Lá no céu demais,
chuva tem,
tem, tem, não tem,
não pode tem,é demais.
Pobreza demais,
como tem demais!(Falta demais),
é demais,
chuva não tem mais,
seca demais,
roubo demais,
povo sofre demais.
Oh! demais.
Oh! Deus.
Oh! Deus.
Só se tiver Deus.
Oh! Deus.
Oh! fome.
Oh! interesse demais,
falta demais...!


Para ir mais além:
http://www.portfolium.com.br/Sites/Canudos/lista.asp?IDSecao=38
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/canudos2.htm
http://epoca.globo.com/especiais/rev500anos/canudos.htm
http://www.girafamania.com.br/montagem/fotografia-brasil-guerra-canudos.htm

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Atividade 9° Ano (8ª Série)

Tema: Globalização.
Essa é uma atividade para os alunos da professora Lucineide de Sergipe. Um abraço para você e seus alunos.

Para melhor visualização da imagem é só clicar na mesma.

Quais são os elementos contraditórios apresentados pelo quadrinho, acima, no processo de globalização capitalista?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

MÚSICA E HISTÓRIA

Título: Revivendo os festivais de música.
Objetivos: Desenvolver a capacidade de pesquisa através da história oral; produzir o próprio conhecimento; desenvolver os conteúdos da unidade.
Desenvolvimento:
1º passo: Explique aos alunos a importância da história oral para o trabalho dos historiadores.
2º passo: Solicite aos alunos que pesquisem com seus pais e avós sobre a época dos festivais de música. Os alunos devem formular questões para obter informações sobre essa época. Estimule os alunos a questionarem sobre o clima de disputa dos festivais, sobre a importância que esses festivais tiveram na época e para a Música Popular Brasileira, e sobre a contextualização histórica desses festivais.
3º passo: Marque uma aula para que os alunos tragam essas respostas e forme grupos de até 5 componentes para que troquem as informações levantadas.
4º passo: Cada grupo deverá apresentar suas conclusões a cerca da discussão realizada.
5º passo: A seguir, proponha aos alunos outra pesquisa na qual cada grupo deverá procurar as principais músicas da época dos festivais. As músicas deverão ser gravadas e trazidas para uma aula marcada pelo professor.
6º passo: Nessa aula, proponha uma vivência onde os alunos participarão de um festival com essas músicas, como jurados que escolherão qual será a vitoriosa. Seria importante cópias das letras da música e da ficha sugerida.

FILMES

Título: Estudo através de filmes.
Objetivos: Desenvolver a capacidade de análise de filmes no seu contexto histórico; desenvolver a habilidade de síntese; desenvolver a criticidade; desenvolver os conteúdos da unidade.
Desenvolvimento:
1º passo: Dividir a classe em três grandes grupos.
2º passo: Solicitar para que cada grupo escolha um filme sobre a época da ditadura militar no Brasil (Batismo de Sangue, O que é isso Companheiro?, Zuzu Angel, O ano em que meus país saíram de férias).
3º passo: Peça aos alunos para que vejam o filme e façam uma análise sobre:
a) Qual o aspecto da ditadura militar que o filme trata.
b) Quais são os personagens históricos que aparecem no filme.
c) Qual avaliação os alunos fazem sobre o modo como os fatos históricos são mostrados no filme.
d) Qual é a posição do diretor do filme em relação à ditadura militar.
e) Como é a reconstituição da época.
f) Outros aspectos que achar curioso.
4º passo: Os grupos deverão ser orientados para que façam uma apresentação para a classe
apresentando o filme e suas observações. Nessa apresentação, os grupos deverão selecionar
cenas importantes do filme para apresentar aos colegas e comentar essas cenas.
5º passo: Ao final, cada aluno deverá apresentar um texto comentando o filme que assistiu e os que foram apresentados pelos outros grupos.