Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Há um neandertal dentro de nós

Nossos primos mais próximos não se extinguiram por completo. Humanos e neandertais acasalaram. Os europeus e asiáticos são seus descendentes.
Fonte: Revista Época

A imagem acima foi extarída do blog: Historiativa - Tempos Modernos da professora Valéria Fernandes.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Corte Portuguesa no Brasil

Infográfico - Revista Aventuras na História

domingo, 2 de agosto de 2009

Discurso Sobre a Servidão Voluntária em Quadrinho ou Banda Desenhada como dizem os portugueses.

Para se divertir... Mas sem esquecer de refletir.

Discurso Sobre a Servidão Voluntária em quadrinhos.
Étienne de La Boétie







Pormenorizando:
Título da bd: "Discurso Sobre a Servidão Voluntária"
Página de apresentação: ilustração de Ana Afonso
Autor das seis pranchas (desenho, cor e legendagem): Filipe Alves
Argumento e guião: Álvaro Áspera
Título da publicação: Aula Magna
Fonte:http://divulgandobd.blogspot.com/2009/03/banda-desenhada-portuguesa-em-revistas.html

Étienne de La Boétie (Sarlat, 1 de Novembro de 1530 — Germignan, 18 de Agosto de 1563) foi um humanista e filósofo francês, contemporâneo e amigo de Michel de Montaigne (este que em seu ensaio "Sobre a Amizade" faz uma homenagem a la Boétie).
Étienne, além de traduzir Xenofonte e Plutarco - lembrando que as traduções de obras clássicas greco-romanas eram comuns entre os studia humanitates - , também escreveu a sua obra mais famosa, intitulada "Discurso da Servidão Voluntária". Já no título aparece a contradição do termo servidão voluntária, pois, como se pode servir de forma voluntária, isto é, sacrificando a própria liberdade de espontânea vontade? Dentro desta temática, a obra essencialmente é um questionamento acerca das possíveis causas que levariam os povos a se submeterem à vontade de um tirano, o que se mostrará como uma grande interrogação e indignação à opressão. Uma espécie de hino à liberdade. Graças a suas reflexões profundas sobre a condição humana e a liberdade, La Boétie é considerado um precursor do pensamento anarquista.
Filósofo de tradição libertária, La Boétie escreveu a obra "O Discurso da Servidão Voluntária" no século XVI, depois da derrota do povo francês contra o exército e fiscais do rei, que estabeleceram um novo imposto sobre o sal. Na obra, o autor pergunta-se sobre a possibilidade de cidades inteiras submeterem-se a vontade de um só. De onde um só tira o poder para controlar todos?
Segundo o site as informações deste artigo não cita as suas fontes ou referências. Por isso, a página, foi marcada para revisão.

sábado, 25 de abril de 2009

O PROCESSO DE EXTINÇÃO DA ESCRAVIDÃO


Fonte: Holanda, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. RJ. J. Olympio, 1956.p. 92
O aumento da importação de escravos nos anos imediatamente anteriores à Lei Eusébio de Queirós decorreu da preocupação dos senhores brasileiros com o esperado desfecho das pressões inglesas. A lei, por sua vez, não extinguiu completamente o tráfico, que continuou ilegalmente, mas de forma bastante reduzida e em declínio. Contudo, se o tráfico negreiro declinava, o tráfico interno ganhou impulso, abastacendo as áreas produtoras de café.
A tabela acima é só para complementar as informações do infográfico, já que é bem mais completa.
Na tabela a seguir, podem-se observa os preços médios dos esravos antes da Lei Eusébio de Queirós e após, permitindo-se a constatação de que os custos operacionais dos fazendeiros que utilizam a mão-de-obra escrava tornaram-se inviáveis.

A respeito do encarecimento da mão-de-obra escrva e de seu impacto sobre a própria escravidão, os historiadores Hilário Franco Júnior e Paulo Pan Chacon observaram:
"O desenvolvimento do capitalismo industrial central, gerando a necessidade de uma contínua expansão dos mercados, pressionava no sentido do desaparecimento da mão-de-obra escrava nas suas áreas periféricas. O interesse em ganhar esse mercado potencial é que explica a mudança de posição da Inglaterra diante do escravismo, defendido por ela na época mercantilista e combatido no século XIX.
Além disso, é precisso notar que, apesar da resistência que as idéias abolicionistas provocaram, o fato é que elas foram presentadaas e reivindicadas no Parlamento em que dominava a classe escravista, o que nos leva a perceber que ela própria, ao longo do século XIX, começa a perceber a necessidade de mudar o regime de mão-de-obra. (...)
Dessa forma a escravidão estva condenada a desaparecer em pouco tempo, pois, no Brasil, ao contrário do que aconteceria nos EUA, nunca se conseguiu com sucesso a reprodução do plantel de escravos; as grandes propriedades norte-americanas especializadas na criação não tiveram similares no caso brasileiro. A alta taxa de mortalidade entre os escravos, agravada por uma baixanatalidade, reduzia constantemente a população cativa - ela representava 74% da população total no início do século XIX, 31% em 1850, 15& em 1872 e somente 5% em 1887 - provocando naturalment, a elevação de seu preço, que em média subiu de 300 dólares por escravo em 1835 para 650 em 1875."
Hilário Franco Júnior e Paulo Pan Chacon . História Econômica Geral e do Brasil. São Paulo: Atlas, 1980. p. 269.
A Inglaterra e o fim do tráfico negreiro
"A Inglaterra, até o século VIII, era a grande beneficiária do tráfico negreiro. (...) Os traficantes ingleses vendiam escravos não apenas aos plantadores das colônias britânicas, mas também aos franceses e espanhóis. (...) O retorno era altamente lucrativo, pois os espanhóis pagavam em ouro e prata de suas colônias. (...)
Com a Revolução Industrial, os interesses econômicos ingleses privilegiaram a ampliação de mercados consumidores pra suas manufaturas. Com o objetivo de diminuir o custo de produção, a burguesia, ligada às atividades industriais, desejava que os produtos coloniais fossem vendidos na Grã-Bretanha a preços reduzidos porque poderia pagar salários mais baixos. Por conta deste processo, o tráfico negreiro não ocupava mais o lugar de destaque que outrora alcançara na economia brtânica.
(Neves e Machado, 1999)
As duas visões acima reflentem posições historiográficas onde certos autores estabelecem vínculos diretos entre a campanha abolicionista e os interesses dos grupos industriais ingleses.
Os artigos abaixo fora extraídos do site da Revista de História da Biblioteca Nacional. Edição maio de 2008, número 32. Acesso 26/04/2009
GUERRA DE VERSÕES
Robert Daibert Jr.
Desde a metade do século XIX a monarquia mostrou-se disposta a aprovar projetos abolicionistas. Em meio ao aumento da violência em conflitos entre escravos e senhores, as leis do Ventre Livre (1871) e dos Sexagenários (1885) buscavam manter a grande produção agrícola e preservar a ordem social.
Este processo fez crescer a oposição dos proprietários escravocratas, que engrossavam as fileiras republicanas. Ao afastar-se deles, a monarquia se preparava para construir uma nova base de legitimidade, sintonizada com grupos emergentes (como os setores médios urbanos) e com as expectativas gerais da população. Para isso, investiu pesado na propaganda que associava a abolição a uma ação exclusiva da princesa Isabel. Uma espécie de febre monarquista, de natureza cultural e religiosa, foi difundida naquele momento. Valendo-se de concepções de realeza herdadas da África, foi natural para os negros adotar essa idéia da abolição como uma redenção concedida pela monarquia. Ela se espalhou pelos espaços da cultura popular, fortalecida em seu caráter místico e africanizado.
Após a queda da monarquia, a República tentou ligar-se à memória da abolição. Seu principal argumento era a recusa do Exército em capturar os escravos fugidos. Reivindicava-se, assim, o reconhecimento dos republicanos militares como atores da abolição e redentores da pátria livre. Nos manuais escolares, o ensino da história da abolição exaltava como heróis republicanos Silva Jardim e Deodoro da Fonseca. Nas comemorações oficiais da abolição, o 13 de maio e o 15 de novembro eram apresentados como datas complementares de um mesmo processo de modernização do país, marcos de uma nova era que proporcionou o exercício pleno da cidadania, abrindo as portas do Brasil ao progresso e à civilização. De modo complementar, ligavam o sistema monárquico à escravidão e ao atraso do país, além de silenciar o nome da princesa Isabel no processo de aprovação do projeto convertido em lei.
Mas a estratégia não conquistou os libertos e os afro-descendentes. Houve derramamento de sangue e tentativas de resistência após a proclamação da República. O novo regime foi assombrado por fuzilamentos em massa, espancamentos de negros fiéis à sua “Redentora”, prisão e deportação de líderes da Guarda Negra (espécie de milícia organizada para defender a monarquia e a princesa Isabel) e conflitos com ex-escravos que se recusavam a trabalhar para fazendeiros republicanos. Muitos negros, convencidos de que deviam sua liberdade ao trono, tornavam-se mártires pela monarquia. Conseqüentemente, foram esquecidos pela República.
ROBERT DAIBERT JÚNIOR é professor do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora e autor de "Isabel, a "redentora" dos escravos: Uma história da princesa entre olhares negros e brancos (1846-1988). (Bauru: Editora do Sagrado Coração - EDUSC, 2004)"

EM NOME DE DEUS
José Murilo de Carvalho
Foi muito diferente o papel exercido pela religião e pelas igrejas nos movimentos abolicionistas dos Estados Unidos e do Brasil.
O mais forte componente dos abolicionismos britânico e norte-americano foi justamente a convicção religiosa. Os quakers foram pioneiros na luta contra a escravidão na Grã-Bretanha. Esse grupo religioso puritano, conhecido como Sociedade dos Amigos, engajou-se na luta desde o final do século XVII. Apesar de não haver condenação da escravidão na Bíblia, eles decidiram que sua prática era incompatível com o princípio da igualdade de todos os homens perante Deus. Aliados a outros religiosos, organizaram-se em sociedades abolicionistas, mobilizaram a opinião pública e pressionaram o Parlamento para aprovar medidas contra a escravidão. Em 1807, esses militantes conseguiram sua primeira grande vitória quando o Parlamento decretou o fim do tráfico de escravos.
A atuação dos quakers estendeu-se aos Estados Unidos, onde a luta foi muito mais dura, pois lá a escravidão estava dentro do país. Mesmo assim, na década de 1830 já funcionavam várias sociedades abolicionistas, todas movidas por valores puritanos e organizadas por quakers, metodistas e batistas. A mais importante foi a American Anti-Slavery Society, criada em 1833. No Brasil, nem o pensamento abolicionista se baseou na religião, nem a Igreja Católica se empenhou na causa. Pelo contrário, padres e ordens religiosas eram coniventes e cúmplices da escravidão. A Bíblia, argumentava-se, não proibia a escravidão e, afinal, o que importava era a liberdade da alma livre do pecado, e não a liberdade civil. Além disso, padres eram empregados do Estado, cujos interesses tinham dificuldade em contrariar. Nosso abolicionismo baseou-se antes em razões políticas e humanistas.
Esse contraste ajuda a entender por que, nos Estados Unidos, a abolição foi seguida de forte ação a favor dos ex-escravos, sobretudo nos campos da educação, dos direitos políticos e do acesso à propriedade da terra. Entre nós, nada foi feito, nem pelo Estado, nem pela Igreja, nem pelos particulares.
José Murilo de Carvalho é professor titular da UFRJ e autor de Dom Pedro II: Ser ou não ser (São Paulo: Companhia das Letras, 2007).

SENSIBILIDADE INGLESA
Manolo Florentino
Quando se trata de avaliar os motivos da pressão inglesa pelo fim do tráfico atlântico de escravos, paira nos bancos escolares do ensino médio o estigma do “Ocidentalismo” – crença que reduz a civilização ocidental a uma massa de parasitas sem alma, decadentes, ambiciosos, desenraizados, descrentes e insensíveis.
Não podem ser levadas a sério teses que vinculam a ação britânica a imaginárias crises econômicas do cativeiro no Caribe na passagem do século XVIII para o seguinte. O tráfico seguia lucrativo e não passava pela cabeça de nenhum líder inglês sério que a demanda americana por bens britânicos pudesse aumentar com o fim da escravidão. Mas tudo isso continua a ser ensinado aos nossos filhos e netos.
O abolicionismo britânico tinha natureza cultural e política. Na vanguarda do movimento estavam ativistas que não abriam mão da crença na unidade do gênero humano, com destaque para os quakers, que rejeitavam o uso da violência com o mesmo empenho com que recusavam qualquer sacramento ou hierarquia eclesiástica.
Tratando-se de convencer por meio da palavra e de petições antiescravistas, ajudava contar com uma sólida tradição parlamentar, desfrutar de liberdade de imprensa e circular pela eficiente rede inglesa de comunicações. Mas o pulo do gato do mais ambicioso projeto de persuasão política surgido no Ocidente antes do advento do marketing moderno foi insistir no sofrimento do africano como metáfora do arbítrio vivido pelo inglês comum – o único meio de escamotear o fator racial que os apartava.
O rapto de cidadãos reproduzia as tripulações da mais poderosa Marinha do mundo – dezenas de milhares de homens foram capturados por gangues armadas do serviço naval durante as guerras napoleônicas. Do mesmo modo, ainda no plano das sensibilidades, as terríveis condições materiais das primeiras gerações de operários britânicos estabeleciam pontes entre as trajetórias do inglês comum e as dos milhares de escravos capturados na África. Eis o fermento para a abolição do tráfico em 1807, da escravidão na década de 1830 e da legitimação moral dos aprisionamentos feitos pela Royal Navy até a segunda metade do século.
Claro que tudo isso justificou as posteriores conquistas coloniais na África e na Ásia. Mas a aventura abolicionista britânica bem merece uma estátua em cada uma das praças mais importantes das antigas sociedades escravistas das Américas.
MANOLO FLORENTINO É professor de História da UFRJ e autor do livro "Em costas negras: Uma história do tráfico entre a África e o Rio de Janeiro (São Paulo: Companhia das Letras, 2002, 2ª ED.)"

ÁRVORE GENEALÓGICA DA FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA


Fonte:www.sokarinhos.com.br/HISTORIA/histbr_42.htm

quinta-feira, 23 de abril de 2009


Charge de Bordalo. Publicada em O Mosquito em setembro de 1875, dom Pedro II dá a mão à palmatoria a Igreja. Trata-se de uma alusão à anistia concedida pelo imperador aos bispos de Olinda e Belém, protagonistas da "Questão Religiosa".
Fonte: Arruda e Piletti. Toda a História. História Geral e do Brasil. Ed. Ática, p. 293.
Essa imagem esta sendo postada pela sua dificuldade de ser encontrada na rede. Um abraço.

segunda-feira, 2 de março de 2009

DITADURA MILITAR BRASILEIRA


"Você corta um verso/ Eu escrevo outro.
Você me prende vivo/ Eu escapo morto.

De repente, olha eu de novo/ Perturbando a paz
Exigindo o troco."
(Pesadelo - Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro)


Vale a pena dar uma olhada no blog - http://historiaemprojetos.blogspot.com/ - da professora Maria da Conceição Carneiro Oliveira e acompanhar toda a discussão em torno do assunto: Folha afirma em editorial que não houve ditadura no Brasil.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mapas Primeira Guerra Mundial1




quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CAPITAL, CRISES, CONJUNTURA E MERCADO "LIVRE" DE TRABALHO.






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A VERDADEIRA HISTÓRIA DA MAIS-VALIA.






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INCONFIDÊNCIA MINEIRA


Eleições


Feudo

Golpe de 15 de Novembro


Leis para inglês ver 2


Dia do Fico


Império colonial português


Constituição de 1824


Questões no Império