Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Reforma Protestante - Parte 1 de 2


Trabalho 2º Bimestre
Comparar os dois trechos da série "heróis da fé" postado no blog, com o trecho do texto trabalhado em sala de aula.

A Reforma Protestante - Parte 2 de 2

sábado, 14 de abril de 2012

Será que existe alguma ligação?



A escola: onde falhou?

Certo dia me entristeci e me senti impotente perante as tais coisas da vida quando vi duas ex -alunas minhas nas ruas em pleno sol quente do dia entregando panfleto nas ruas e o mais triste é que eram jovens entre 20 e 18 anos onde uma delas já tinha terminado ensino médio e a outra iria terminar esse ano. Que escolas estão dando para as classes trabalhadoras? Escola para os jovens terminarem nas ruas distribuindo panfletos? Nada contra, mas nas minhas aulas sempre falei de sonhos, de desejo de crescimento, da alegria, de valores, de dignidade e de muitas outras coisas que a vida injusta e o sistema apaga. Temos que entender urgentemente qual seria o papel da escola que não é formar trabalhadores para ocuparem o tal exército de reserva tão apregoado por Marx em seus escritos. A verdade é que nossas escolas falham e o depoimento das jovens me impressionou pelo fato de que a má preparação, a falta de um currículo convincente empurram estes jovens para caminhos que não é o que uma sociedade justa conduz.
As jovens me relatavam que têm vontade, sim, de um bom emprego que possa garantir uma vida digna , mas entregam currículos e não obtêm nenhuma resposta, pois muitas vezes há discursos como falta de experiência ou sequer estes currículos são lidos ou realmente analisados. Soube que um educador de renome da cidade que mantém uma Faculdade bastante frequentada recebe currículos e os coloca na cesta do lixo e olha que é com professores realmente mestres e/ou doutores. Imaginem só o que fazem com filhos de pobres como muitos de nós que não temos prestígios. Claro que aos filhos dos ricos nunca é exigida a tal experiência , pois o que vale em nossa sociedade é o critério da aproximação dos poderosos com poderosos e os pobres, geralmente para ter um emprego, têm de se submeter ao jogo de toma lá dá cá dos grandes políticos da atualidade.
Vendo a cena me coloquei no papel das jovens e fiquei imaginando o que elas pensam da escola que tiveram, onde frequentaram durante toda uma vida para entregar panfletos e ainda bem que estas, pelo menos não perderam sua dignidade nas drogas e na prostituição em função de escolas públicas sem qualidade, sem respeito e nem formação que conduza a uma vida melhor. As políticas para a escola pública estão, sim, errôneas e poucos se mobilizam para a mudança, pois parece que a mudança faz mal e nossa sociedade tem que continuar do jeito que é. Os políticos deveriam se envergonhar e conhecer estas jovens para saber o que elas realmente dirão da escola, pois pobres são como podres e a escola só existe para manter o status quo de uma sociedade carcomida pelo egoísmo e pelo individualismo.

Fonte:http://www.oestadoce.com.br/?acao=noticias&subacao=ler_noticia&cadernoID=13¬iciaID=66318 In:http://caosnaeducacao.blogspot.com.br/

Análise - Planeta dos macacos - revista de História da Biblioteca Nacional









Lutando entre iguais
Novo 'Planeta dos Macacos' discute a violência na contemporaneidade. Em cena, a luta das minorias se estabelece dentro de uma batalha pela aceitação social e respeito mútuo entre as diferentes identidades
Nashla Dahas


Objetos de estudo e curiosidade podem ser repetidos, mas o olhar sobre eles definitivamente não. A afirmação é válida para a História, enquanto disciplina cotidianamente reconstruída à luz dos problemas que se apresentam aos homens com o passar dos tempos. Mas é legítima também para as artes, em especial para o cinema, modalidade invariavelmente completa: imagens, discursos e textos, músicas inesquecíveis e atuações assustadoramente semelhantes ao real. Não seria difícil escolher em qual destes aspectos Planeta dos macacos: a origem foi mais bem sucedido.
Em 1968, a versão de Franklin J. Schaffner levou às telonas a aterrissagem de um grupo de astronautas em planeta desconhecido e habitado por macacos inteligentes que tornaram os homens escravos e cobaias de experimentos, tal como ratos. Eram tempos de guerra fria e de revolução cultural. À violência das guerras e ditaduras espalhadas pelo mundo em nome do progresso e do desenvolvimento, o filme respondeu com o sutil escárnio do entretenimento. A vitória não era do herói capitalista e democrático, ou do revolucionário socialismo libertador, triunfavam os macacos, considerados por um e outro lado do globo como raça inferior. A subversão estava também no cinema, e assustava tanto quanto na vida real.
No Brasil, em momento de recrudescimento da ditadura militar, o “gorila” tornava-se uma das principais armas discursivas recorrentemente usadas pelas esquerdas para atacar os seus adversários. Na tradução da metáfora de aceitação popular da época, as direitas no poder possuíam grande semelhança com o símio: brutalidade, estupidez, atraso e mesmo burrice, mas venciam pela força, pela repressão, pela censura. Anos antes, na década de 1950, o gorila já havia sido usado pelas esquerdas peronistas para atacar seus inimigos fardados. Tratava-se de um rebaixamento grotesco, de um deboche humilhante representar o outro, nestes casos considerados opressores, como um animal, uma verdadeira besta.


Humildade que choca
Ao assistir o novo Planeta, em 2012, é curioso pensar como o gorila, ainda visto entre os seus e entre os humanos, como símbolo maior de força e brutalidade, é o principal aliado de César, o chimpanzé inteligente, em sua revolução. Pelo novo amigo, que o libertou do aprisionamento, o gorila oferece sua vida em sacrifício e compõe cena que provoca mais compaixão, ternura e desesperadora identificação, do que medo. A discussão da violência não tem o mesmo apelo dos anos de 1960, e em parte banalizada, perdeu o posto de questão central. O apelo está na humildade, do latim, húmus, terra, referência ao que se situa abaixo, característica de quem, ao menos diante da projeção na telona, não se sentirá raça superior. A humildade sim, choca.
Na nova versão, escrita por Rick Jaffa e Amanda Silver, James Franco, jovem galã de talento reconhecido em Hollywood, vive um cientista à procura de uma cura para o mal de Alzheimer do pai. A descoberta de um tipo de vacina de inteligência que ajuda na recuperação da doença é testada no protagonista símio, César, em homenagem a Júlio César, o Imperador romano. Certamente, a honraria é retribuída ao longo da saga dos macacos em busca de liberdade. O recrutamento e a organização do exército e das estratégias de luta há de lembrar o mais conhecido dos chefes militares da Roma Antiga, vencedor nos campos de batalha e na memória política, dilacerado por razões e conspirações pessoais emblematicamente representadas pela frase “Até tu, Brutus?”.
Como num sopro gigante, daqueles cujas forças vem da ponta dos pés e do fundo da alma, César, o macaco, pronuncia sua primeira palavra: Não! Não à civilização? À dominação? O conflito do símio contemporâneo parece ir além da lealdade marcada pelo gesto de estender a palma da mão, levemente acariciada quando a resposta é uma permissão. A discussão desloca-se para um aspecto mais identitário, de inclusão ou exclusão, de um pertencimento que não se liga exclusivamente a raça, cor, aparência física, ou grau de inteligência, mas associa-se, sobretudo, ao olhar acolhedor, ao se sentir em casa independente do lugar de origem ou da família de sangue.


A guerra muda de foco
O raciocínio humano adquirido pelo animal não o faz autoritário, arrogante, ou o afasta dos espécimes “burros”. Não é este o critério decisivo para a escolha que pauta o destino do personagem. O caminho da selva é a opção do reconhecimento como igual, que proporciona liberdade e estima longe dos olhares constrangedores e constrangidos. Diferente dos anos de 1960, quando ainda havia alternativas ao modo de viver democrático, ocidental, liberal, e por que não, judaico-cristão, talvez a necessidade de criar e redefinir identidade e ideologia individuais nos dias de hoje seja a questão em causa. Não sem suas razões, guerras étnicas e religiosas insistem em perturbar a humanidade do mundo global.
Por fim, é preciso mencionar as atuações impecáveis do elenco humano do filme. James Franco, Freida Pinto e John Lithgow compreendem a função e o sentido de seus papeis. Gentilmente, suas interpretações cedem espaço aos macacos e posicionam-se no limite entre a perfeita naturalidade e a displicência. Destaque para John Lithgow, o pai doente do cientista, que carrega o peso de demonstrar toda a vulnerabilidade do homem, prestes a perder exatamente aquilo que lhe distingue dos animais. Coerente, não?

Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/cine-historia/lutando-entre-iguais

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os Romanov









Os dois últimos corpos. Mas o enigma continua.
Descoberta dos ossos de filhos do último czar russo reforça nostalgia do passado imperial
Duda Teixeira

Noventa anos após a tomada de poder pelos bolcheviques, a Rússia parece, enfim, ter se reconciliado com o seu passado imperial. No mês passado, um grupo de arqueólogos anunciou a descoberta dos restos mortais de Alexei e de Maria Romanov, dois dos cinco filhos do último czar russo, Nicolau II. Quarenta e quatro fragmentos de ossos, sete dentes, três balas e um pedaço de roupa foram encontrados em escavações em Ekaterinburgo, na Sibéria, onde a família, um médico e três criados permaneceram em cativeiro até ser assassinados a tiros e a golpes de baioneta pelos comunistas, em 17 de julho de 1918. Os ossos passarão por testes de DNA e, se comprovada a sua autenticidade, serão sepultados na Catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde estão os restos do czar e dos demais membros da família. Os achados remetem ao banho de sangue que ocorreu em 1917, durante a Revolução Russa, e nos anos seguintes, quando os bolcheviques exterminaram tudo e todos que simbolizassem o antigo regime, incluindo donos de terras, nobres e membros do clero. A retórica dos comunistas era a de que eles estavam do lado do bem, e a nobreza representava o mal a ser extirpado. "Sete décadas de regime soviético, que incluíram períodos de grande atrocidade sob Lenin e Josef Stalin, fizeram com que os russos invertessem a balança entre bem e mal em sua história", disse a VEJA o historiador americano Mark Steinberg, autor do livro A Queda dos Romanov. O sofrimento da realeza russa em seus derradeiros dias é interpretado por muitos russos, hoje, como um sinal de virtude. De certa forma, a descoberta dos restos de Alexei e de Maria, os últimos que faltavam, fecha um ciclo na saga da família de mártires. Não resolve, contudo, o enigma histórico representado pelo governo do último czar e sua responsabilidade na criação do caos político e social que culminou com a ditadura comunista.
A vala com os ossos dos outros cinco membros da família do czar foi descoberta em 1976, ainda durante a era soviética, e permaneceu em segredo. O mistério sobre o destino dos corpos levou oportunistas a se proclamarem membros da família real que escaparam do massacre. O objetivo era pôr a mão na fortuna dos Romanov guardada em bancos suíços ou, simplesmente, ganhar notoriedade. Em 1991, ano em que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas se desintegrou, os corpos foram finalmente exumados. Com a Rússia livre do ateísmo compulsório, a Igreja Ortodoxa prontamente reabilitou os Romanov, que foram canonizados em 2000 com o aval do presidente Vladimir Putin. Para os ortodoxos, a família merece o título pela piedade e religiosidade demonstradas nos últimos dias de cativeiro. O culto da memória do czar e sua família, hoje, também pode ser entendido no contexto do cunho nacionalista do governo Putin, que acaba por estimular a nostalgia por momentos gloriosos do passado. De Ivan, o Terrível, aos Romanov, a moda na Rússia é ressaltar os aspectos positivos de figuras históricas. Nicolau II, o czar anti-semita e autoritário que se considerava um representante de Deus na terra, agora é visto como um exemplo das virtudes de um poder forte e centralizador – o que vem bem a calhar para o autoritário Putin.
São fortes os indícios de que os ossos encontrados no mês passado pertencem aos filhos de Nicolau II. Os estudos feitos até agora confirmam que são de um rapaz de 10 a 13 anos e de uma mulher de 18 a 23 anos. Alexei, o príncipe herdeiro, tinha 13 anos na época, e sua irmã Maria, 19. Junto dos fragmentos também foram encontradas peças de cerâmica japonesas, usadas para carregar ácido sulfúrico. Segundo um antigo relato do bolchevique que enterrou os corpos, a substância foi utilizada para desfigurar os corpos e, assim, dificultar o reconhecimento pelo Exército Branco. Isso porque, nos cinco anos que se seguiram à revolução, tropas apoiadas pela França, pela Inglaterra e pelos Estados Unidos lutaram contra os comunistas. Em meio aos combates, Lenin deixou claro que os Romanov não poderiam permanecer como símbolos vivos do antigo regime. Em 1918, quando os brancos estavam a apenas 40 quilômetros do local de prisão da família real, Moscou deu ordem para executar a todos. Na madrugada do dia 17 de julho, os Romanov foram acordados e desceram para uma sala no porão. Nicolau levava o filho Alexei, hemofílico, nos braços. Doze homens armados entraram na sala e, durante quase três minutos, atiraram nos cativos. Algumas balas ricochetearam, porque as duquesas carregavam 8 quilos de diamantes e jóias preciosas nos espartilhos. Os guardas, então, recorreram às baionetas para acabar com os sobreviventes. Após enterrarem Alexei e Maria, os bolcheviques foram obrigados a escolher novo local para sepultar os outros corpos, pois tinham sido vistos por alguns camponeses. A descoberta das peças que faltavam na tragédia dos Romanov deve dar ainda mais força à mitificação de sua história.
Fonte: http://veja.abril.com.br/050907/p_112.shtml
Atividades
1) Como o texto retrata a personalidade do czar Nicolau II?
2) Durante os anos de Revolução Russa, qual foi a forma que os bolcheviques retrataram os Romanov e por que os mataram?
3) Por que a família real foi canonizada em 2000? O que isso significa em termos políticos?


Atividade extraída do Livro: Nova História Integrada. 3ª Série. Volume 3. Módulo editora, pp. 186 e 187.



Tempo das cavernas

"Uhug - Na Serra da Capivara"



Uma dica do Blog História Pensante do professor Pedro Paulo.

http://www.bravostudio.com.br A venturosa história de um "cabra das cavernas" lutando e rebolando pela sobrevivência na pré-história brasileira. Há, de fato, na Serra da Capivara, interior do Piauí - Estado mais pobre da União - vestígios de uma civilização pré-histórica culturalmente rica. Nossos sítios são numerosos e nossas pinturas rupéstres superam em muito as descobertas na Europa, tanto em quantidade, quanto em temática. Divirta-se com essa animação e procure saber mais sobre Os sítios em São Raimundo Nonato, Museu do homem americano, Pedra Furada e Serra da Capivara.