Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mitologia



Por que trabalhar os mitos gregos?
Quem já teve a experiência de trabalhar História Antiga em sala-de-aula, certamente constatou uma dificuldade: a distância temporal e espacial dessa temática em relação aos nossos alunos do ensino fundamental, especialmente na 5ª série, que é o momento de aplicação desse conteúdo.
Esta oficina visa encurtar a distância e o estranhamento, despertar o interesse dos alunos e tornar possível o entendimento de alguns conceitos inerentes ao tema. Para isso propõe concretizar ao máximo o conteúdo, através de atividades que busquem naturalizá-lo, trazendo para a experiência do aluno o universo mental e cultural dos gregos antigos.
O poder de sedução da mitologia grega encontra grande repercussão entre crianças e jovens, falando diretamente ao seu gosto pelo lúdico e pela criatividade. O enfoque na narrativa oral auxiliará esta identificação, propiciando, ao mesmo tempo, a compreensão sobre a importância da palavra falada para a construção da história e da cultura nas civilizações antigas.
Elisa Goldman.
As cidades-estado gregas
A Grécia Antiga, chamada de Hélade pelos gregos, se localizava no sul da Península Balcânica, ocupando as ilhas do Mar Egeu e Jônio e o litoral da Ásia Menor. Esta civilização estava dividida em cidades-estado com um certo grau de independência política. Apesar da fragmentação política do mundo grego, as várias cidades-estado reconheciam-se como partes de uma mesma unidade cultural, com língua, costumes e valores comuns. Essa comunidade cultural formava uma civilização, ao qual se contrapunha o mundo "bárbaro".



Em toda cidade-estado grega havia espaços comuns a todos os grupos sociais e outros reservados aos grupos que eram, de alguma forma, diferenciados.
Todas as pessoas frequentavam o mercado e o teatro. Já a assembleia era reservada apenas aos que eram cidadãos, ou seja, homens livres descendentes de pessoas nascidas na cidade. O conselho e os tribunais eram reservados aos eleitos para suas funções, embora todo cidadão pudesse sê-lo. O estádio era frequentado por homens adultos e jovens com mais de 12 anos que tivessem tempo livre para praticar esportes. Todos esses lugares ficavam na parte baixa da cidade, a ágora.
No interior dos templos não eram admitidos fiéis. Eles deviam ficar do lado de fora, onde eram feitos os sacrifícios, e só através da porta de entrada podiam entrever a estátua do deus. Apenas os sacerdotes e os funcionários ocupavam o espaço do interior dos templos, que, em sua grande maioria, se localizavam na acrópole, local mais alto onde, nos períodos Micênico e Homérico, se situavam também os palácios dos reis e residia a comunidade. Com o crescimento da população, as regiões mais baixas foram sendo ocupadas e a acrópole ficou reservada às funções religiosas.
O que é Mitologia?
Os mitos fazem parte da tradição oral de um povo, ou seja, são narrativas que usam a palavra falada para transmitir e comunicar o modo de pensar desse grupo, preservando a memória e garantindo a continuidade de sua cultura.
As narrativas são passadas de geração a geração pelos contadores de histórias, principalmente os anciãos e poetas. Uma mesma história mítica pode surgir em diferentes versões, porque com o passar do tempo o mito é permanentemente recriado.
Alguns dos mitos gregos referem-se aos contatos e encontros amorosos entre os deuses e os seres humanos, dos quais nasciam os heróis. Um exemplo clássico é a História de Hércules (nome dado pelos romanos ao herói de força descomunal que em grego se chamava Héracles).

Baú de ideias:
Mito da origem do mundo - Teogonia - Hesíodo
Trabalhar a ideia de pluralidade cultural mostrando a existência de diversas cosmogonias. Sendo a Teogonia uma delas.
A narrativa da origem do mundo, segundo os gregos, a partir da versão de Hesíodo, no poema Teogonia (isto é, "nascimento dos deuses"):
Primeiro nasceu o Caos, a existência indistinta; depois nasceram a terra (Gaia) e Eros. [...] Caos gerou a Noite, que gerou o dia. A Terra gerou o céu (Urano), as Montanhas e o Mar; uniu-se ao Céu (Urano) e gerou os Titãs, Reia, Têmis, memória, os Cíclopes, fabricantes do raio, os Gigantes, de cinquenta cabeças e cem braços, e cronos, o tempo. [...]
[...] Guiados por Eros, os deuses se reproduzem: há os filhos da noite, entre os quais estão a Morte, o Sono, os Sonhos e as Parcas, divindades do destino, de cujos desígnios nem os deuses escapavam, que eram três; Fiandeira, Distribuidora e Inflexível, e a linhagem do mar: Nereu e as várias Nereidas, suas filhas Espanto, Ceto, entre vários outros.[...]
O Céu detestava os filhos, e escondia -os na Terra; até que ela, atulhada, criou uma foice e deu-a a seus filhos, para que castrassem o pai. Todos ficaram com medo, mas Cronos aceitou a missão, e, ao entardecer, quando o céu se deitava junto com a terra, a cumpriu. [...] A partir daí começa o domínio da segunda geração de deuses, encabeçados por Cronos. Cronos sabia que ía ter um destino semelhante ao de seu pai, ser destronado por um de seus filhos; então os engolia à medida que iam nascendo do ventre de Reia. Foi assim com Hera, Deméter, Héstia, Hades e Posêidon; quando Zeus nasceu, Reia deu uma pedra para Cronos engolir e escondeu o filho, que cresceu e cumpriu o destino de destronar o pai. Como ele fez isso não é dito; mas fez Cronos vomitar seus irmãos. Depois disso, aliado aos outros deuses e aos gigantes, derrotou os Titãs numa guerra terrível, na qual os deuses se aliaram aos Gigantes, filhos da Terra.
O domínio de Zeus marca a terceira geração de deuses. Ele repartiu o mundo com seus irmãos, Posêidon e Hades. Essa geração teve muitos filhos. De Zeus e Deméter nasceu Perséfone: de sua união com Memória nasceram as musas; com Leto, Apolo e Artêmis; com hera, ares Hebe e Ilítia; com Maia, Hermes; com Sêmele, Dioniso. Mas a primeira esposa de Zeus, Métis, a astúcia, foi engolida por ele, porque estava destinada a dar à luz dois filhos: um era Atena, e o outro seria aquele que destronaria seu pai. Zeus engoliu Métis e ficou astucioso, e gerou Palas Atena, que nasceu da sua cabeça.

A importância da tradição oral para a civilização grega
Devemos historicizar a disseminação da tradição oral entre os gregos. Essa questão é o cerne da reflexão que vamos propor na atividade em torno da Odisseia, de Homero.
"Historicizar" a tradição oral não significa localizar o aparecimento da escrita como um marco mais evoluído do ponto de vista linear. É bom lembrar, também, que o processo histórico não produz apenas mudanças, ele é constituído também de permanências.
Para compreendermos o lugar da tradição oral na cultura grega é preciso retomar o momento da entrada dos Dórios na Península Balcânica. Este povo indo-europeu foi responsável pela destruição da civilização Micênica e pela ocupação de Esparta na região do Peloponeso. Nesse contexto, a escrita caiu em desuso e houve uma significativa redução da vida urbana e do comércio. Muitos Aqueus fugiram para as ilhas do Mar Egeu e para as costas da Ásia Menor, onde fundaram várias cidades. Após as invasões dóricas, o conhecimento sobre a civilização Micênica passou a ser transmitido apenas por tradição oral pelos Aedos (cantores e poetas inspirados pela musa, que os impelia a cantar a glória dos homens). Estes percorriam a Grécia narrando fatos e histórias da época Micênica. Os aedos recorriam às repetições, que facilitavam o processo de memorização. Destituída do suporte da escrita, a memorização estava reduzida à simples transmissão oral.
É preciso atenuar as conquistas da escrita nas províncias do mundo grego. Devido à relativa raridade do objeto livro e ao pequeno número de letrados, os livros eram mais escutados do que lidos. Os filósofos, os médicos, os historiadores, todos se dedicavam a recitações públicas. O livro era escrito no interior de um amplo sistema cultural, cuja transmissão continuava a se fazer de forma oral e auditiva. A cultura tradicional nunca precisara da escrita para se fazer ou se dizer, pois se encontrava na memória comum a toda comunidade, seus princípios de organização e suas modalidades de aprendizagem.
Provavelmente, certas sociedades, mais do que outras, preocupam-se em colocar em ação meios não escritos de fixar sua tradição, seja confiando-a parcialmente aos profissionais da memória - virtuoses dos procedimentos mnemotécnicos - seja assegurando, por meio dos rituais, uma repetição regular, senão imutável, das palavras, das narrativas ou dos cantos litúrgicos.
Essa necessidade de sempre redizer e repetir é que confere à oralidade o seu modo próprio de criação.
A produção oral, por sua vez, se não for recebida imediatamente, captada por ouvidos atentos e salva do silêncio que a espreita desde o primeiro momento, acaba condenada ao esquecimento, destinada ao desaparecimento imediato, como se nunca tivesse sido pronunciada. Para poder penetrar e tomar seu lugar na tradição oral, uma narrativa, uma história ou qualquer obra falada deve ser entendida, isto é, deve ser aceita pela comunidade.
Baú de ideias
Os aedos
No canto VIII da Odisseia, o rei dos Feaces prepara-se para receber com as honras devidas um hóspede desconhecido. Na verdade, trata-se de Ulisses, arrastado pela tempestade até as suas praias. Ulisses penetra então na sala onde se desenrola o festim, para o qual foram imoladas “doze ovelhas, oito porcos de presas brancas e dois pacíficos bois”. Em seguida chega o aedo que o rei mandara buscar: “Um arauto adiantou-se, conduzindo o fiel aedo a quem a musa, por o amar, dera bem e mal: privara-o de visão ao matar-lhe os olhos, mas em troca tornara assim mais doce a suavidade do seu canto. Pontíono ofereceu-lhe um assento no meio dos convivas, um banco com pregos de prata, encostado a uma coluna. Depois de dependurar a lira pontiaguda por sobre a cabeça, suspensa de um gancho, mostrou-lhe como a tomar nas mãos. Colocou depois uma mesa ao seu alcance, uma mesa com um cesto de frutas e uma taça de vinho para que pudesse comer e beber sempre que o desejasse. Após isso, todos eles se serviram das iguarias oferecidas. Uma vez apaziguada a sede e satisfeito o apetite de quantos ali estavam, a musa impeliu-o a cantar a glória dos homens e, numa narrativa cuja fama chegava então aos céus, falou da contenda entre Ulisses e Aquiles, filho de Peleu...”. (Odisseia, p. 62 sqq) [pág.20 – O aedo e seu público – Claude Mossé].
O aedo, esse cantor inspirado pela musa, que anda de mansão em mansão evocando os altos feitos da guerra de Troia acompanhado da sua lira, não poderia ser o próprio Homero? Os aedos, movendo-se num mundo de que a escrita viera a desaparecer, faziam-no para nobres que, muito embora igualmente iletrados, não deixavam por isso de ser os detentores do poder e da riqueza.

Sobre livros e textos
Para uma reflexão mais refinada sobre a centralidade da tradição oral no contexto grego é indicada a leitura do capítulo “Pela boca e pelo ouvido”, in: A Invenção da Mitologia, de Marcel Detienne.
O artigo “O Narrador”, de Walter Benjamin, analisa a extinção progressiva da experiência de narrar. A difusão do saber oral, distante espacialmente ou temporalmente, não carece da confirmação através da experiência, diferentemente do que acontece com a informação. A Autoridade do saber não está no testemunho nem nas provas factuais, e sim na crença que o cerca. Walter Benjamin parece nostálgico ao afirmar que a Modernidade inaugura a substituição da narrativa pela informação.

Um pouco da História dos deuses
Vamos tentar localizar a mitologia no interior da sociedade grega, ou seja, compreender o que ela representa para os gregos.
Os gregos eram politeístas: acreditavam em diversos deuses. Os deuses tinham uma importância central na sua história, eram vistos como senhores da terra e do céu, habitantes do Monte Olimpo. Os deuses eram todos antropomorfos: tinham forma, sentimentos, virtudes e fraquezas humanas. Além da crença nos deuses, as almas dos antepassados também eram cultuadas pelas famílias, através de uma série de rituais que ficavam a cargo das mulheres.
Zeus, o chefe supremo da família dos deuses, casou-se com Hera. Desse casamento nasceram novos deuses, cada qual personificando um elemento ou um fenômeno da natureza: Hermes era a chuva e também o mensageiro dos deuses; Apolo, um jovem muito belo, personificava o sol; Artêmis era a deusa da lua, representada como caçadora; Deméter era a terra fértil, que produzia as colheitas e alimentava os homens; Perséfone era a semente; Dionísio o deus das vinhas.
A todos esses deuses ofereciam-se sacrifícios de animais, cerimônias, festas e jogos. Os jogos mais famosos da Grécia, as Olimpíadas, realizavam-se de quatro em quatro anos na cidade de Olímpia, em homenagem a Zeus. Ali, atletas de todas as cidades gregas participavam de várias competições: salto, corrida, luta, arremesso de dardo e de disco. O atleta vencedor, quando voltava à sua cidade, recebia honras de herói, ficava livre do pagamento de impostos e tinha um lugar especial nas festas públicas. Todos os atletas competiam completamente nus. O espetáculo dos jovens se movimentando era apreciado pela beleza. Entretanto, as mulheres não participavam dos jogos olímpicos. Estes eram tão importantes para os gregos que durante sua ocorrência as guerras deixavam de acontecer. Os gregos também contavam o tempo pela Olimpíada. A primeira Olimpíada ocorreu em 776 a. C., data considerada o ano 1 da Grécia Antiga.

Primeira atividade
Sugerimos que você institua 15 minutos de Mitologia por aula. Reúna os seus alunos numa roda no pátio da escola e conte um mito. Você pode começar pelo mito do Minotauro, que retrata a origem do mar Egeu e se relaciona com a própria origem da Grécia.
Quando acabar, peça aos seus alunos que recontem o mito, oralmente. Depois, é o momento de perguntar se ele foi contado de maneira idêntica à primeira narração (feita por você). Ao perceber que houve algumas diferenças no recontar, temos a brecha para discutir a construção da memória, que pressupõe seleção, idealização e a própria História enquanto representação...
A experiência pode ser repetida durante todo o período em que está sendo discutido o tema Grécia Antiga.
Sugerimos, como segundo mito a ser contado, o Mito de Perseu, que se tornou o rei de Micenas, importante cidade-estado da Grécia Antiga. Desta vez, além da experiência do recontar, a atividade pode incluir o registro escrito da versão dos alunos, que pode acontecer na forma de uma narrativa convencional ou em outros formatos sugeridos por eles, como história em quadrinhos. No caso do público ser de 5ª série isso significa um espaço lúdico muito estimulante, além de proporcionar a concretização da História através dos desenhos.
Na segunda parte da oficina, vamos propor uma atividade em torno da Odisseia, de Homero.

A odisseia de Homero
Trabalhando os Tempos Homéricos na Grécia Antiga
Quatro séculos depois do desaparecimento da Civilização Micênica, algumas histórias foram reunidas por um poeta grego chamado Homero. Segundo a lenda, Homero seria um aedo cego que, devido a essa deficiência, teria o dom de ver o mundo sobrenatural.
Os registros de Homero deram origem a duas obras que são as mais importantes fontes de conhecimento do mundo grego: a Ilíada e a Odisseia. Ainda hoje, há quem discuta se os dois livros são obra do mesmo poeta e se de fato Homero teria existido. Fusões de fatos históricos com mitos gregos, a primeira retrata a Guerra de Troia e a segunda conta a história de Odisseu (ou Ulisses), rei de Ítaca, e sua dificuldade de retornar à ilha após sua participação na Guerra de Troia.

Guerra de Troia
A história da Guerra de Troia se relaciona de maneira estreita à própria história do retorno de Ulisses a Ítaca. Ulisses, como rei de Ítaca, teria sido chamado a colaborar no resgate de Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta.
Troia era uma cidade grande, fortificada e muito rica. O rei desta cidade, Príamo, teve muitos filhos, entre eles Páris, que segundo um oráculo iria colocar fogo em Troia. O rei, ao saber o que os oráculos previam, resolveu abandonar o menino numa montanha próxima, onde ele seria devorado pelos lobos. O menino acabou sendo resgatado por um casal que se responsabilizou por sua criação.
Anos mais tarde, na morada dos deuses, o Olimpo, houve uma grande festa. Quase todos os deuses foram convidados, com exceção de Éris, deusa da discórdia, para evitar que ela levasse conflitos para a festa. Éris entrou na festa e lançou sobre a mesa um bilhete onde estava escrito "A mais bela!". As deusas do Olimpo eram extremamente vaidosas e por isso começaram a competir para ver quem era a mais bela. Por fim permaneceram apenas três deusas na competição, Hera, a esposa de Zeus, Palas Atena, que havia saído da cabeça de Zeus, e Afrodite, filha de Zeus.
Como Zeus não queria se incumbir do desempate, convenceu as candidatas a chamarem um mortal, Páris, filho de Príamo, o poderoso rei de Troia, para decidir. As deusas resolveram subornar o mortal oferecendo poder, sabedoria e a mulher mais bela do mundo. Esta dádiva havia sido oferecida por Afrodite e foi aceita imediatamente por Páris. A mulher mais linda da terra era Helena, casada com Menelau, rei de Esparta. Páris, ajudado por Afrodite, sequestrou Helena, levando-a para Troia.
Quando Helena foi sequestrada, Menelau apelou a todos os reis da Grécia para que o ajudassem a resgatá-la. Formou-se então um enorme exército, pois cada rei levou seus soldados. E todos, chefiados por Agamenon, que era irmão de Menelau, dirigiram-se a Troia para buscar Helena de volta. A guerra durou dez anos, porque os deuses ora ajudavam os gregos, ora ajudavam os troianos.
Entre os reis gregos que sitiaram Troia estava Ulisses, o mais astuto de todos. Este planejou a construção de um cavalo de madeira e no interior dele acomodou os guerreiros valentes. O cavalo foi colocado nos portões de Troia, como se fosse um presente. Os soldados dissimularam sua saída fazendo os troianos acreditarem que a guerra havia acabado e que o presente era uma prova disso. O cavalo era tão grande que foi preciso derrubar uma parte da muralha para colocá-lo ali dentro.
Todos os troianos beberam para comemorar, ficaram muito cansados e foram dormir. Nesse meio tempo os gregos que estavam no interior do cavalo saíram e se juntaram aos soldados que atravessaram a brecha aberta na muralha. Os gregos se espalharam pela cidade matando os troianos e libertando Helena, que foi levada de volta para Esparta.

Contando e recontando a Odisseia
É importante que a Odisseia não apareça num registro escrito, embora saibamos da existência de várias versões escritas para a obra. A grande questão é promover uma vivência, realizar com os alunos uma experiência oral. Reúna os alunos numa roda, no pátio externo da escola ou mesmo na sala, e procure contar a História da Odisseia numa linguagem bem acessível. Após esse momento peça para os alunos para recontar a História. Certamente eles levantarão questões sobre as dificuldades de memorizar todos os detalhes da história. O importante não é decorar os detalhes mas é lembrar do processo como um todo e recontar para os outros acrescentando ou diminuindo, acima de tudo selecionando informações.
A atividade pode levar a uma reflexão sobre as diferenças entre o registro escrito e a história contada oralmente. Além disso, o fascínio que as aventuras de Ulisse certamente despertarão ajuda a aproximar as crianças do universo mítico e da organização social da Grécia Antiga.
O resultado final dos encontros para contar e recontar a Odisseia pode assumir diversas formas: apresentações teatrais (o que abriria a oportunidade de estudar as origens do teatro grego), histórias em quadrinhos, um mural ilustrado, entre outras possibilidades.
Caso os alunos estejam motivados, vocês podem pesquisar outros mitos gregos e prosseguir com a atividade de contar e recontar indefinidamente, o que em muito contribuirá para a capacidade de memorização, expressão, leitura e escrita dos alunos, além de abrir caminho para o trabalho de inúmeros outros temas, como a cidadania, a política, a filosofia, a arte, etc.
Vamos agora conhecer a Odisseia.

Odisseia - A disputa dos pretendentes
Dez anos após o término da Guerra de Troia, os soldados, generais e comandantes já haviam retornado para casa. Só o guerreiro Ulisses não conseguia retornar à ilha de Ìtaca, onde lhe esperavam sua mulher Penélope e seu filho Telêmaco, já com 20 anos. Os deuses faziam de tudo para adiar esta volta ou mesmo impossibilitá-la. Palas Atena, ao perceber que Hélio (Deus do sol) e Poseidon (Deus das águas) estavam envolvidos na elaboração de obstáculos que visavam impedir a viagem de Ulisses, resolveu fazer uma reunião no Olimpo para discutir o caso. Chegando a um consenso com alguns deuses, inclusive Zeus, resolveu ajudar Ulisses a voltar para casa.
Palas Atena dirigiu-se a Ítaca para ajudar Telêmaco, que tinha que afastar os inúmeros pretendentes de Penélope, mulher de Ulisses, dado como morto pelos pretendentes que estavam de olho no trono de Ítaca e na sua bela mulher. A deusa disfarçou-se de Mentes, rei dos Táfios, e entrou no palácio logo após uma grande comilança realizada pelos pretendentes.
Telêmaco estava cansado de sustentar os pretendentes com banquetes. Palas Atena transmitiu ao filho de Ulisses a certeza de que o pai estava vivo e disse-lhe que ele deveria divulgar isso aos príncipes para convencê-los sobre a necessidade de buscá-lo. Telêmaco dirigiu-se aos habitantes de Ítaca na ágora para comunicar que precisava da ajuda de todos para resolver um problema que o afligia. Descreveu a situação que estava vivendo: os pretendentes de sua mãe não saíam de sua casa, não paravam de consumir seus rebanhos e vinhos.
Os pretendentes, por sua vez, ouviram a queixa e acusaram Penélope de adiar a escolha com o pretexto de terminar um manto para o seu sogro. Essa costura já levava 4 anos e não se concluía porque Penélope desfazia tudo que costurava durante a noite. Sendo assim, os pretendentes afirmaram que permaneceriam na casa de Ulisses até sua mulher decidir aceitar um dos homens. Exigiam que Penépole voltasse para a casa de seu pai, e de lá sairia com um dos pretendentes. Telêmaco respondeu que não podia mandar sua mãe embora, e que eles é que tinham que sair da casa, que fossem banquetear-se uns na casa dos outros. Se continuassem com essa atitude, ele iria pedir a Zeus que os castigasse.
Haliterses, um velho herói que costumava fazer profecias, dirigiu-se especialmente aos pretendentes e contou que Ulisses, que ficou tanto tempo fora, estava voltando e que o herói deveria estar tramando vingança contra os que tentaram tomar-lhe a mulher e arruinar sua casa. "Quando Ulisses partiu, eu previ que ele levaria vinte anos para voltar. Minhas profecias vão se cumprir agora."
Ao perceber a ira dos pretendentes, Telêmaco tomou a iniciativa de reunir uma embarcação com tripulação, para que pudesse dirigir-se a algumas cidades próximas, pois ele ainda queria tentar saber notícias de seu pai. Nesse momento Telêmaco pediu ajuda a Atena, que seria sua protetora. Atena prometeu ajudá-lo. O filho de Ulisses resolveu manter segredo sobre sua ida.
Atena, disfarçada de Telêmaco, disponibilizou um barco com remadores, fez com que os pretendentes dormissem pela cidade e embarcou sua tripulação.
Mal amanheceu, o barco já se encaminhava para Pilo, onde havia uma grande festa em que animais eram sacrificados em honra dos deuses. Os sacrifícios eram sujeitos a regras, o jeito de matar os animais, os pedaços que deviam ser servidos, tudo isso era dedicado aos deuses. Telêmaco e Atena se apresentaram e justificaram sua presença ali para buscar notícias de Ulisses. Nestor, o rei do lugar, contou a Telêmaco sobre as dificuldades que os participantes da guerra estavam encontrando para voltar, e sugeriu que este fosse a Esparta (Lacedemônia) encontrar Menelau, que talvez tivesse notícias de Ulisses. Foi o que fez Telêmaco.
Menelau contou-lhe que, através de contatos com Proteu, servo de Poseidon, soube que Ulisses estaria vivo, preso na ilha da ninfa Calipso, sem navio e companheiros, sem poder voltar ao mar. Enquanto isso, em Ìtaca, os pretendentes ficaram furiosos quando souberam da viagem de Telêmaco. Eles tramavam uma cilada para Telêmaco quando um arauto fiel de Penélope escutou toda a conversa e resolveu contar à rainha.

Odisseia - As dificuldades do retorno de Ulisses
Os deuses estavam reunidos discutindo o destino de Ulisses. Atena saía em sua defesa dizendo o quanto ele tinha sido bom para todos em Ítaca, e que não era justo que ele encontrasse dificuldades em voltar para casa. Zeus então mandou um recado para que Ulisses fosse libertado. Esse recado seria mandado por Hermes. Calipso então comunicou a a Ulisses que ele deveria construir uma jangada e partir. Deu-lhe ainda o linho para confeccionar a vela e, quando a jangada ficou pronta, colocou nela vinho e alimentos. Ulisses levantou a vela e, com os olhos nas estrelas que o guiavam, partiu. Ulisses navegou dezessete dias. No décimo oitavo dia, divisou os montes da costa da terra dos Feácios. Mas Poseidon, que neste momento vinha voltando da África, onde tinha ido receber um sacrifício, de longe conseguiu enxergar a jangada de Ulisses. Já sabemos que Poseidon tinha horror a Ulisses. Chamou então as nuvens e os ventos e com o tridente agitou o mar. Em poucos minutos fez cair uma tempestade terrível.
Entretanto, do fundo do mar uma deusa chamada Leocótea viu o que estava acontecendo e teve pena do nosso herói. Tomou a forma de uma gaivota, decerto para não ser vista por Poseidon, e pousou numa trave da jangada. Disse então a Ulisses que despisse a roupa que ele vestia, pois estava muito molhada e pesada, pusesse no peito um manto que ela lhe emprestou e então se atirasse na água e nadasse até a terra.
Ulisses tinha chegado à terra dos Feácios, cujo rei era Alcino. Por manipulação dos deuses, Ulisses acabou protegido por Nausícaa, filha do rei. Ulisses foi recebido no palácio com as honrarias de um visitante. As escravas lavaram suas mãos e lhe ofereceram bebidas e comidas. Alcino, como todos os gregos naquela época, sempre que via um estrangeiro ficava imaginando se ele não seria um dos deuses, e por isso o tratava muito bem. Mas Ulisses disse que não passava de um mortal e que seu maior desejo era voltar para casa. Prepararam um leito para Ulisses e foram todos dormir.
No dia seguinte, Alcino convocou a população para ajudar a montar um navio para embarcar Ulisses, que omitia sua identidade. Quando houve a realização dos jogos e posteriormente as comemorações, o aedo começou a contar a história do cavalo de Troia, o que acabou emocionando muito Ulisses. Ele então foi questionado sobre o porquê da comoção, e resolveu contar sua história.
Contou que era Ulisses, filho de Laertes e rei da ilha de Ítaca, aquela que se avista de longe. Contou como lutou em Troia, ao lado do exército grego. Após algumas vitórias a sorte mudou, eles foram derrotados e tiveram que fugir nos navios. Acabaram chegando num lugar muito estranho onde as pessoas comiam flores de lótus e eram chamadas de lotófagas. Essas flores provocavam uma sensação tão grande de felicidade que alguns homens, depois de comê-las, acharam ótimo e não quiseram mais ir embora. Ulisses mandou prendê-los dentro dos navios e tratou de sair daquele lugar.
Passaram pela ilha dos Cíclopes, gigantes enormes de um olho só que viviam em cavernas sem que precisassem plantar nada, pois tudo crescia nesse lugar. Ulisses resolveu se aproximar de uma caverna habitada por um Cíclope. Quando o gigante apareceu, trazia seu rebanho e um enorme feixe de lenha que arremessou no chão apavorando os homens de Ulisses. Este clamou pela clássica hospitalidade dos gregos aos estrangeiros. O Cíclope ironizou o pedido de hospitalidade dizendo-se mais forte do que os deuses e perguntou onde estava a nau que os trouxera. O gigante devorou dois marinheiros e atirou-os ao chão além de prender os companheiros de Ulisses numa caverna. Quando amanheceu, o gigante acordou, acendeu o fogo, ordenhou suas ovelhas e cabras e agarrou mais dois homens e os devorou. Ulisses então pensou num plano para matar o Cíclope. Descobriu num canto um tronco de oliveira que estava secando. Cortou um bom pedaço e pediu aos companheiros que o descascassem. Aguçou a extremidade e endureceu a ponta no fogo. Escondeu então essa arma no meio do estrume que havia no chão. Quando o monstro chegou, fez tudo como tinha feito na véspera, inclusive devorar mais dois homens. Ulisses lhe ofereceu canecas de vinho e disse para o monstro que se chamava Ninguém. O monstro decidiu que graças ao vinho Ninguém seria o último a ser devorado. O Cíclope estava bêbado e dormiu profundamente. Ulisses e seus homens desenterraram com força o espeto, colocaram-no no fogo até que ficou em brasa. Então, todos juntos, enterraram-no no olho do Cíclope. O gigante começou a berrar de dor e a chamar todos os gigantes da ilha para que o socorressem. Quando o Cíclope se referiu a Ninguém como o responsável pelo ataque, seus companheiros não entenderam nada. O monstro, louco de dor, retirou a pedra que fechava a gruta e sentou-se na saída, estendendo os braços em todas as direções para que nenhum deles fugisse. Ulisses amarrou as ovelhas e as cabras de três em três e debaixo de cada grupo de animais prendeu um de seus homens. Foram todos saindo até o navio. Além de assumir ter sido ele o responsável pelo ferimento do Cíclope, Ulisses gritou que este havia abusado da hospitalidade devorando seus homens e que Zeus o faria pagar por seus pecados. O gigante respondeu dizendo já saber da antiga profecia de que perderia a visão por culpa de Ulisses. O gigante pediu a Poseidon que não permitisse a volta de Ulisses, mas os deuses intercederam a favor do herói.
Depois de navegar durante alguns dias, os viajantes chegaram a Eólia, ilha flutuante onde morava Éolo, guardião dos ventos, e sua grande família. Ulisses e seus homens foram muito bem recebidos e lá ficaram durante um mês. Quando resolveram partir, Èolo deu a Ulisses um enorme odre de couro onde estavam guardados todos os ventos perigosos, para evitar que a viagem fosse mais retardada ainda. Enquanto Ulisses dormia, seus companheiros, desconfiados dos segredos que Ulisses guardava, resolveram abrir o odre. Liberados, os terríveis ventos causaram uma tempestade que levou o navio novamente para a ilha Eólia. Desta vez, Éolo os expulsou alegando que não daria ajuda a homens detestados pelos deuses.
Passaram pela ilha dos Lestrigões, depois pela ilha Eeia, onde vivia uma misteriosa feiticeira dotada de linguagem humana, Circe. O contato de Ulisses com Circe durou um ano. Circe disse a Ulisses que antes de voltar a Ítaca ele deveria ir ao inferno consultar o cego Tirésias, único morto a quem Perséfone consentia que visse o futuro dos homens. Ulisses deveria interrogar Tirésias para saber o que lhe iria acontecer. Ulisses ficou temeroso com essa visita, apesar de Circe ter dado todas as coordenadas de como deveria agir. Todo o ritual foi feito. O adivinho apareceu, reconheceu Ulisses e fez as previsões para o futuro. Estas apontavam para as dificuldades no retorno à casa porque Poseidon estava furioso com Ulisses por este haver cegado Polifemo, filho de Poseidon.
O cego afirmou: "Tu e teus companheiros poderão chegar à pátria se não perturbarem os bois e os carneiros de Apolo, o Sol. Mas, se maltratarem os animais dele, embora tu escapes da morte, vais prender todos os seus companheiros. E vais chegar a teu lar em navio estranho e em tua casa encontrarás problemas."
Terminada a divulgação da profecia, Ulisses e seus homens retornaram à ilha de Circe. Embarcaram e se aproximaram da ilha das sereias. As sereias eram criaturas que atraíam os marinheiros com suas vozes maravilhosas. Todos os que passavam perto delas acabavam se atirando ao mar, enlouquecidos pelo seu canto, e morriam afogados. Ulisses amassou com as próprias mãos uma boa porção de cera, que foi amolecendo graças com a ajuda do calor do sol. Tapou com a cera os ouvidos dos marinheiros. Mas antes pediu-lhes que, depois que estivessem com a cera no ouvido, amarrassem Ulisses bem forte no mastro, já que ele não teria vedado os ouvidos.
Após essa provação, Ulisses teve que passar pelos rochedos de Cila e Caríbdes. Entre as rochas havia uma caverna habitada por um monstro de seis cabeças, Cila. Quando passava algum navio, Cila devorava quantos marinheiros pudesse. Remando com vontade acabaram passando pelos perigos das rochas e seu monstro. Logo chegaram à ilha dos rebanhos do deus Hélio. Como sabemos, a profecia de Tirésias indicava perigo caso acontecesse alguma coisa com os animais de Hélio. Devido às tempestades, o barco deveria permanecer um mês na ilha à espera que o vento diminuísse. Os homens começaram a sentir fome e a primeira coisa que imaginaram foi comer a carne de um animal do rebanho sagrado. Quando Ulisses acordou o mal já estava feito. Os deuses se vingaram enviando ventos, varrendo os instrumentos de navegação, quebrando os cabos do mastro, ferindo o piloto e atirando todos os homens para fora do navio, com exceção de Ulisses. O navio foi se partindo e por fim havia apenas um pedaço da quilha, ao qual Ulisses atou o que sobrava do mastro. Sentou-se sobre esses restos e deixou-se arrastar pelos ventos furiosos. Durante toda a noite vagou no mar até chegar à ilha Ogígia, onde morava a ninfa Calipso. Foi mantido prisioneiro na ilha durante sete anos.

Os Oráculos
Entre os gregos havia templos dedicados aos vários deuses, e em alguns deles existiam oráculos, sistemas de interpretação da sabedoria dos deuses, que se comunicavam com os homens que vinham pedir conselhos ou saber do futuro. Muitas vezes a consulta não era pessoal, envolvia uma cidade inteira, sobretudo em épocas de guerra ou de peste.
A consulta ao oráculo era uma ocasião solene, como uma visita ao próprio deus, e exigia vários rituais. Além dos oráculos, os gregos acreditavam em presságios, sinais significativos que eram interpretados como um aviso dos deuses, como o voo das aves, que em certas ocasiões eram identificados como bons ou maus. Na Guerra de Troia, por exemplo, os troianos foram intimidados por uma águia que voava com uma serpente nas suas garras, ensaguentada, ainda viva, que picou a ave perto do pescoço, e eles acreditaram que a visão era um presságio de Zeus.

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Data: Oficina publicada na Revista Educação Pública em 20 de julho de 2001..

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Um comentário:

~ raayssaa • disse...

Muito bom! Blog perfeito, parabéns.