Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

sábado, 31 de janeiro de 2009

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 3º ANO. TEMA; GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964
Em 31 de março de 1964, um golpe de Estado articulado por setores das Forças Armadas e de partidos políticos de oposição ao governo estabelecido, ealimentado por manifestações de setores da Imprensa e da Igreja Católica, derrubou o Presidente João Goulart do poder. A partir desse momento e ao longo de cerca devinte anos, o Brasil experimentou, ao lado de outros países da América Latina, como Chile (1973) e Argentina (1976), uma experiência política que rompia com as tradições de democracia e de liberdade, fragilmente constituídas no sul do continente.

Reprodução da capa do livro Memórias do Esquecimento, de Flávio Tava res (Rio de Janeiro: Re cord, 2005), que se refere ao período da Ditadura Militar (1964-1985).

Durante anos no Brasil (...) o choque elétrico foi utilizado pela polícia “normalmente” contra os marginais e delinqüentes pobres, autores ou suspeitos de crimes comuns, para obter confissões ou informações. O choque elétrico sofisticado, comrequintes de perversão, porém, só foi usa do contra os presos políticos. O quartel da rua Barão de Mesquita foi o cenário em que eu vivi e vi esse drama, que se desenvolve em forma progressiva. Começa na mão direita, e isso já bastaria como crueldade, pois o efeito recorre [sic] todo o corpo e o prisioneiro cai. Os pontapés e os gri tos obrigam o preso a levan tar-se e tudo recomeça. Aos poucos, surgem as variantes do sadis- mo: molham o chão para que o efeito seamplie da planta dos pés à cabeça, num tremor profundo e, logo, o cabo metálico chega ao rosto e ao contorno dos olhos, aos ouvidos, às gengivas e à lín- gua. Na sala de torturas, o prisioneiro está sempre nu ou semi nu (só de cuecas ou calcinhas) e isto, que em si mesmo já é uma humilhação, facilita o requinte maior do choque elétrico: nos ho- mens, amarrar o fio no pênis, e nas mulheres, introduzir o cabometálico navagina. E em ambos, como alternativa final, o choque elétrico no ânus
(TAVARES, Flávio. Memórias do esquecimento. Os segredos dos porões da ditadura. 5. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005, p.38-9).
ANGÉLICA
Miltinho – Chico Buarque / 1977
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mu lher
Que canta sempre esse lamento
Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arran jo
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar.

(http://chicobuarque.uol.com.br/cons truçao/index.html)
Patrícia Pilar, protagonista do filme Zuzu Angel, que retrata a tortura no período pós-1964
TAREFA
Em relação à experiência política autoritária mais recente no Brasil (1964-1985), caracteriza da por governos militares, procure estabelecer:
a) Dois motivos que levaram à destituição do Governo João Goulart (1961-1964);
b) Algumas das determinações contidas nos Atos Institucionais (AIs) instaurados pelos governos militares entre 1964 e 1968, e que visavam garantir a governabilidade e a legitimidade do regime implantado;
c) Algumas formas de resistência política, social e cultural ao novo regime que se constituíram ao longo do período.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

AVALIAÇÃO: GOVERNO VARGAS
O período da história brasileira conhecido como Estado Novo foi marcado por um viés extremamente autoritário. Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas, presidente da República des de 1930, fechou o Congresso Nacional e, apoiado pelo general Góes Monteiro, que neutralizou a resistência existente nas Forças Armadas, atribuiu a si mesmo plenos poderes para governar o Brasil. Uma nova Constituição, cujo intuito era garantir a autoridade máxima do presidente, foi outorgada em seguida, consolidando as bases do regime, que durou até 1945, ano em que foi realizada aprimeira eleição presidencial depois de quinze anos. O escritor Graciliano Ramos esteve preso nesse período e relatou sua experiência no livro “Memórias do Cárcere”, ao qual pertence o trecho a seguir.
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, ca os passa dos há dez anos – e, antes de começar, digo os motivos por que silenciei e porque me dedico. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecen do cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgan do a matéria superior às mi nhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá.
Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim os hábitos de um decênio de ar rocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos-de-fé. Em ge ral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e dis- to escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem for- jado coisas excelentes por falta deliberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou pre- guiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de ordem política e social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgen tes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequeno fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu de escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. (RAMOS, Graciliano. Memórias do Cárcere. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954).
(http://www.arara.fr/memorias%20do%20carcere.jpg. Acesso em 10/9/2006)
TAREFA
O golpe de 10 de novembro de 1937, realizado pelo próprio Presidente da República, com o apo- io de setores civis e militares da sociedade, acabou por implantar um regime de exceção (ditadu ra) que durou até 1945. Sobre esta fase (1937-45) do primeiro governo de Getúlio Vargas, responda às duas perguntas abaixo:
a) No cenário internacional, que acontecimentos relevantes estão inseridos neste contexto e qual a posição do Governo de Getúlio Vargas frente a eles?
b)No cenário brasileiro, que medidas de impacto foram tomadas por seu governo e que estão associadas ao fortalecimento da economia nacional e à ampliação dos direitos sociais?

É SÉRIO!

Aconteceu lá fora...Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia decidiram gravar na secretária eletrônica da escola. A escola exige dos alunos e dos pais responsabilidade pelas faltas dos estudantes e pelo trabalho de casa. A escola e os professores estão sendo processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.
AQUI VAI A MENSAGEM GRAVADA:
- Olá! Para podermos ajudá-lo, por favor ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecle 1
- Para inventar uma desculpa para seu filho não ter feito o trabalho de casa - tecle 2
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecle 3
- Para insultar os professores - tecle 4
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim do seu filho ou em diversos documentos que lhe enviamos - tecle 5
- Se quiser que criemos o seu filho - tecle 6
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecle 7
- Para pedir um professor novo, pela terceira vez este ano - tecle 8
- Para se queixar do transporte escolar - tecle 9
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecle 0
- Se você já compreendeu que este é o mundo real e que seu filho deve ser responsabilizado e responsável pelo próprio comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelas tarefas de casa, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é culpa do professor, desligue e tenha um bom dia!
Acesso: 01/02/2009

O "ECA"

O excesso de liberdade,causa estragos...
Seu Juiz, o que eu faço com meu filho?"
“Seu juiz, o que faço com meu filho?”
Em 25/01 o jornal “O Globo” publicou uma reportagem sobre pais que recorrem ao judiciário para tentar impor a seus filhos limites e fazer com que eles obedeçam regras e normas impostas por estes pais.Este fato exige que reflitamos de forma cuidadosa sobre as razões que poderiam ter originado tal fenômeno. Por que estes pais não conseguem exercer sua autoridade natural sobre estas crianças e adolescentes? A resposta não está somente dentro destes lares e muito menos apenas com estes pais, A resposta se inicia na década de 80 do século passado.
O final da ditadura militar no Brasil teve conseqüências que ainda não foram totalmente estudadas.
Por razões eleitorais muitos homens públicos brasileiros resolveram criticar o regime que se extinguia e associarem a própria imagem a idéia de democracia plena. Isto permitiu, ou ocasionou, a distorção de conceitos diversos.As idéias de ordem, regras, normas e autoridade passaram a ser automaticamente associadas à ditadura e autoritarismo. Qualquer um que não se declarasse a favor da total e completa liberalização era considerado seguidor da falecida ditadura. Consolidou-se a idéia de que ninguém poderia ser impedido de fazer o que bem entendesse, sem dar satisfações a quem quer que fosse, desde que não fosse ilícito. Antigas instituições sociais que estabeleciam normas de comportamento e convivência passaram a ser consideradas castradoras e repressoras da personalidade humana. Neste ambiente de liberdade ampla nascem a constituição de 1988 e o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) de 13/07/1990. Estas leis dão ênfase à liberdade e à garantia de direitos porém fazem poucas referências, particularmente o ECA, a deveres e obrigações. É óbvio que defender estes direitos dava a políticos prestígio e popularidade.As crianças não ficaram imunes a este clima de completa liberdade. Criou-se a idéia de que se tornaram seres especiais, intocáveis. Acima da lei e do Estado. 28 jan (1 dia atrás) Maria Lucia A necessidade de se cumprir a nova legislação (ECA) permitiu que as crianças abandonassem antigas posturas de comportamento. Nas escolas o uniforme praticamente desapareceu. Alunos passaram a freqüentá-las com roupas vulgares e, muitas vezes, pornográficas. Porém graças ao ECA não podiam ser impedidas de ingressar na instituição escolar e assistir aulas sob nenhuma hipótese. Logo perceberam isto.
Nas ruas, crianças passaram a vagar durante a noite e a madrugada sem que pudessem ser questionadas visto que agora estava garantido o seu direito de ir e vir. Passou a ser comum dezenas de adolescentes nas madrugadas das grandes cidades se embriagando, para falar o mínimo, sem qualquer intervenção do poder público. Crianças e adolescentes também não mais podiam ser advertidos ou ter coibidas atividades anti sociais visto que isto poderia ser entendido como constrangimento e passível de processo criminal.
Obviamente as empresas que produziam artigos específicos para crianças e adolescentes não perderam a oportunidade de aumentarem suas vendas. A infância foi deliberadamente vulgarizada e mercantilizada. Aos jovens foram impostos produtos e atitudes que traziam grandes lucros a todos. Não raro crianças de seis ou sete anos eram vistas em festas de aniversário semi-nuas e simulando se masturbarem “na boquinha da garrafa”. Venderam-se todo tipo de produtos e idéias, desde calças jeans que deixam a “bundinha empinadinha” a bebidas energéticas que “te dão asas”.
Nos meios de comunicação o sexo passou a ser vendido livremente em todos os horários. A palavra censura foi proibida nestas empresas. Não raro tórridas cenas de sexo eram apresentadas em folhetins de televisão em horários matutinos e vespertinos. A mídia deixava claro que o hedonismo era a sua opção filosófica. Seriados de televisão para adolescentes criavam a idéia de que a virgindade era uma anomalia e que a gravidez precoce uma etapa divertida da vida. 28 jan (1 dia atrás) Maria Lucia Na música, a vulgaridade já não era mais a tônica mas a pornografia plena. Além disto letras passaram a idealizar e fazer apologia do crime e da violência. Bailes em que adolescentes permanecem até 6 ou 7 da manhã o sexo é lugar comum e drogas são vendidas livremente. Mais uma vez em nome da liberdade tudo é aceito e tolerado.
Antigos valores como respeito a mais velhos e professores assim como procurar não usar palavrões em público passaram a ser ridicularizados por todos e estudar passou a ser coisa de “nerd”.
A sociedade brasileira assistiu a tudo isto, assim como seus governantes, acreditando que não intervir era manter a opção democrática. Na verdade por razões eleitoreiras e lucros magníficos assistiram à destruição de valores éticos e morais sem a coragem ou responsabilidade necessária para se oporem.
Antigos “freios” institucionais que garantiam uma formação honesta e decente foram substituídos por leis permissivas e hipócritas que em nada melhoram a sociedade.
Junte-se a tudo isto a decadência da Escola brasileira, os exemplos de corrupção e enriquecimento ilícito assim como da impunidade generalizada, e temos todos os ingredientes necessários para a tragédia que ora se constata.A família assistiu a tudo impotente. Como se opor a um movimento tão amplo e completamente apoiado pela mídia? Como declarar que não aceitava tanta liberdade? Como dizer para o filho que não se pode tirar vantagem de tudo e é preciso respeitar a todos sem se parecer velho e superado? Ou bobo? Não se pode atirar sobre esta família a responsabilidade única pelo desajuste de crianças e adolescentes.
Não se trata de perguntar ao meritíssimo o que fazer com o filho. Trata-se de resgatar princípios e valores e perceber que nem sempre cumprir regras e normas fixas é se submeter a uma ditadura.

A voz solitária de uma educação sem diretrizes
às vezes me questiono como uma pessoa que não está envolvida na realidade educacional da cidade do Rio de Janeiro,pode ser indicada para Secretaria Municipal de Educação.
Não basta apenas pegar o mapeamento das mil e poucas escolas do Rio(não sei o número ao certo),ir às coordenadorias pra dar o ar da presença ou simplesmente fazer reuniões com os diretores de cada escola para dizer que conhece a política educacional.
A nossa realidade só pode ser conhecida e mudada,quando se trata de professores ,que saem de salas de aula,participantes do processo e que tem conhecimento de causa.
Estes sim,sabem das nossas dificuldades,do que precisamos e do que necessitam os alunos.Se ficarmos no "achismo" ou o que pode ser vira um caos.
Outra coisa,falar que profissionais de uma rede tão extensa de ensino necessita de cursos de capacitações e universitários-estagiários para reforço de aprendizagem,é a mesma coisa que nos chamar de inaptos e/ou incapazes. Saibam que,caros leitores,somos concursados, passamos por provas públicas dificílimas e que temos experiência de sala de aula pra dar e vender. Podem ter certeza que, apesar de enfrentarmos dupla jornada e termos salários bastante inferiores e ainda por cima lidarmos com a falta de estrutura física e humana, damos tudo ao nosso aluno :empenho,interesse em que ele aprenda e muitas vezes tiramos do nosso minguado salário alguns reais pra festinhas de durante ou final de ano,uma vez que não podemos pedir um níquel qualquer ao aluno. Nos defrontamos também com pais que não ajudam no processo educacional, alheios ao entrosamento escola X comunidade. Tudo isso,caro leitor,é o que se passa.E como se não bastasse,ainda vem uma leiga dizer que temos que nos esforçar, quer o fim do "absenteísmo.Quer dizer : abandono, desleixo e pouco caso. O que é isto?Como se fala dessa maneira ?
Porém , o que me deixa mais perplexa é a submissão dos colegas,abaixando as cabeças e dizendo amém.Fora o sindicatos dos profissionais de ensino que,no auge da sua hierarquia,fica inerte e omisso diante do quadro.Pra onde caminha a educação ?Para um estado de calamidade tal que daqui alguns anos será irreversível.Sinceramente,caro leitor, temos dentro da nossa rede de ensino,profissionais excelentes que,poderiam exercer a função de secretária.Profissionais que conhecem a realidade e sabem o que nós realmente precisamos.Havia necessidade de importar de São Paulo uma administradora de empresas,isso mesmo,de empresas.Escola não é empresa e nunca será.Lidamos com crianças,seres em desenvolvimento,futuro do país,não temos fins lucrativos.O lucro é a nossa ralização,a qual está sendo minada por palavras e atos de pessoas sem conhecimento.Fica aqui registrado os desabafos de uma profissional de ensino que,apesar de tudo ainda não perdeu as esperanças.
Acesso: 01/02/2009

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 1º ANO. TEMA: INDEPENDÊNCIA E PRIMEIRO REINADO
Questão 1. (Fgv 2005) Durante o Primeiro Reinado, o governo brasileiro pediu aos ingleses alguns empréstimos, que representavam grandes somas - como 1 332 300 libras em 1824 ou 2 352 900 libras no ano seguinte - com uma taxa de juros muito alta.
Essa situação foi gerada principalmente
a) por uma crise no mercado internacional de açúcar e de café, que fez com que as principais mercadorias para exportação do país fossem cotadas a menos da metade do valor da última década do século XVIII.
b) pelos gastos com os conflitos bélicos, contra o Paraguai e as Províncias Unidas do Prata, pelo controle do estuário do Prata, área de importância estratégica disputada com a Espanha desde o período colonial.
c) por causa da diminuição das exportações, devido à retração dos mercados internacionais, e dos tratados econômicos que beneficiavam a entrada de produtos europeus em grande volume.
d) pelo custo da montagem de uma força militar a mando de D. Pedro I, com o objetivo de defender o seu trono em Portugal, que fora usurpado pelo seu irmão Dom Miguel e por seu pai, D. João VI.
e) pela ajuda dos ingleses para a reconstrução da economia brasileira depois do longo processo de emancipação política, por meio de investimentos diretos na modernização de vários setores produtivos no país.

Questão 2. (Fgv 2006) Iniciados os trabalhos da Constituinte [em maio de 1823], José Bonifácio procurou articular em torno de si os propósitos dos setores conservadores, além de esvaziar radicais e absolutistas.
Na prática, José Bonifácio (...) procurou imprimir um projeto conciliador entre as pretensões centralizadoras e os anseios das elites rurais. O papel do imperador deveria ser destacado dentro da organização do novo Estado, já que em torno de sua figura se construiria a unidade territorial do novo país.
(Rubim Santos Leão de Aquino et alli, "Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais")
No momento em que os trabalhos constituintes eram iniciados, a manutenção da unidade territorial do Brasil corria riscos em virtude
a) da ocupação exercida por forças militares portuguesas na Bahia, no Pará e na província Cisplatina.
b) das pressões inglesas para que as regiões próximas da bacia amazônica fossem separadas do Brasil.
c) da Revolta dos Farrapos, que lutava pela emancipação das províncias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
d) da adesão de Gonçalves Ledo ao partido brasileiro, que defendia uma ampla autonomia do nordeste brasileiro.
e) de o anteprojeto constitucional - a Constituição da Mandioca - apontar para uma ordem administrativa igual à dos EUA.

Questão 3. (Puc-rio 2005) Assinale a alternativa que identifica corretamente os critérios de cidadania política definidos pela Constituição do Estado Imperial, no Brasil, em 1824:
a) A vigência de um Estado laico impedia que membros da Igreja Católica ocupassem cargos públicos.
b) Os princípios da liberdade e da propriedade regulavam o exercício do voto.
c) O poder moderador permitia ao Imperador suspender os direitos políticos dos cidadãos.
d) Escravos e homens livres e pobres podiam votar, mas não podiam ocupar cargos políticos.
e) O sufrágio era censitário, permitindo o voto a homens e mulheres que possuíssem a renda estipulada em lei.

Questão 4. (Pucpr 2005) Dentre as características da Carta Imperial de 1824, outorgada por D. Pedro I, NÃO está incluído ou incluída:
a) o voto universal e secreto.
b) o exercício do Poder Moderador pelo monarca.
c) a forma unitária do Estado.
d) o casamento apenas religioso, com efeitos civis.
e) a divisão do território nacional em Províncias.

Questão 5. (Ufpr 2006) Com a abdicação do imperador D. Pedro I em 1831, o fracasso do primeiro reinado tomou corpo. Com relação a isso, considere os fatos a seguir:
I. A imigração européia para o Brasil ocorrida nesse período.
II. A eclosão da guerra na Província Cisplatina (1825-1828) contra as Províncias Argentinas, a qual consumiu recursos do Estado em formação, e cujo principal resultado foi a criação da República Oriental do Uruguai, em 1828.
III. A indisposição do Imperador nas negociações com os deputados das províncias do Brasil, que levou ao fechamento da Assembléia Constituinte, em 12 de novembro de 1823, e à imposição de uma carta constitucional em 1824.
IV. A queda do gabinete dos Andradas, que levou o Imperador a se cercar de inúmeros portugueses, egressos de Portugal ainda ao tempo do governo de D. João VI.
Tiveram influência direta no desfecho do primeiro reinado os fatos apresentados em:
a) I, III e IV somente.
b) III e IV somente.
c) II, III e IV somente.
d) I, II e III somente.
e) I e II somente.

Questão 6. (Ufrrj 2005) Leia os textos a seguir, reflita e responda.
Após a Independência política do Brasil, em 1822, era necessário organizar o novo Estado, fazendo leis e regulamentando a administração por meio de uma Constituição. Para tanto, reuniu-se em maio de 1823, uma Assembléia Constituinte composta por 90 deputados pertencentes à aristocracia rural.(...) Na abertura dos trabalhos, o Imperador D. Pedro I revelou sua posição autoritária, comprometendo-se a defender a futura Constituição desde que ela fosse digna do Brasil e dele próprio.
a) foi consagrada a extinção do tráfico de escravos, devido à pressão da sociedade liberal do Rio de Janeiro.
b) foi introduzido o sufrágio universal, somente para os homens maiores de 18 anos e alfabetizados, mantendo a exigência do voto secreto.
c) foi abolido o padroado, assegurando ampla liberdade religiosa a todos os brasileiros natos, limitando os cultos religiosos aos seus templos.
d) o poder moderador era atribuição exclusiva do Imperador, conferindo a ele, proeminência sobre os demais poderes.
e) o poder executivo seria exercido pelos ministros de Estado, tendo estes total controle sobre o poder moderador.

Questão 7. (Ufv 2000) O mapa abaixo retrata o contorno do território brasileiro logo após a Declaração de Independência. Em 1828 esse contorno sofreu grandes modificações em virtude de uma revolução de caráter separatista fomentada pela Argentina. Esse episódio, além de mudar o contorno do território brasileiro, deu origem a um novo país, o Uruguai, que hoje se integra ao Brasil, Argentina e Paraguai na constituição do MERCOSUL.


O episódio ocorrido em 1828 e que deu origem ao Uruguai ficou conhecido como:
a) Revolução Farroupilha.
b) Revolta do Chaco.
c) Questão Cisplatina.
d) Guerra dos Farrapos.
e) Confederação do Equador.

Questão 8. (Questão do professor)
A ilustração acima indica uma série de acontecimentos que culminou na proclamação da Independência política do Brasil. Assim sendo e tendo como base a ilustração acima indique a alternativa CORRETA:

a)Conjuração Baiana, Conjuração Mineira, Confederação do Equador e proclamação da Independência.
b) Conjuração Mineira, Conjuração Baiana, Guerra da Cisplatina e proclamação da Independência.
c) Revolução Pernambucana, Conjuração Baiana, Confederação do Equador e abdicação do Imperador.
d) Conjuração Mineira, Conjuração dos Alfaiates, Revolução Pernambucana e proclamação da Independência.
e) Conjuração dos Alfaiates, Guerra Cisplatina, Revolução Baiana e Independência do Brasil.

Questão 9. (Questão do professor)


Utilizando os seus conhecimentos do período e o que representa a charge acima, indique a alternativa CORRETA.
a) A outorga da Constituição de 1824;
b) A aprovação pelo Imperador da Constituição da Mandioca;
c) a participação popular na elaboração da Constituição da Mandioca;
d) A influencia portuguesa na Carta magna do país;
e) Que a Constituição da Mandioca foi elaborada e aprovada pelo Imperador.

Questão 10. (Questão do professor)
Pelo organograma acima o Poder Moderador e o Poder Executivo era exercido pelo:

a) Conselho de Estado;
b) Conselho de Estado e pelo Imperador;
c) Legislativo;
d) Presidentes de províncias;
e) Imperador.

Obs. Gabarito. wsshist@yahoo.com.br ou wsshist@gmail.com

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 2º ANO. TEMA: A VINDA DA FAMÍLIA REAL E INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
QUESTÃO 01

Utilizando seus conhecimentos da história do período (1808/1822), explique, as possíveis divisões do mapa do Brasil na imagem abaixo. Não esqueça que neste mapa encontra-se uma hipótese a respeito do processo de independência do Brasil.
QUESTÃO 02
A vinda da família real portuguesa foi bastante significativa para o Brasil, pois possibilitou
a) o fim do pacto colonial a partir da liberdade de comércio estabelecida em 1808.
b) uma maior liberdade para os negros africanos de exercer seus rituais religiosos.
c) uma alteração na cultura brasileira, que se tornou livre das influências britânicas.
d) a perpetuação dos valores culturais portugueses que passaram a ser os únicos do Brasil.

QUESTÃO 03

Procure interpretar as “charges" que se encontra acima e ao lado, analisando a versão da Independência do Brasil, que elas transmitem.

QUESTÃO 04


Explique a imagem acima, dando preferência em sua resposta à causa, dentro do seu contexto histórico. (Por que Napoleão está em território espanhol e qual o motivo para os exércitos franceses estarem em Portugal?).
QUESTÃO 05
Partindo do mesmo princípio da questão anterior, comente a principal conseqüência da invasão napoleônica ao território português e qual a sua relação com a História do Brasil.

QUESTÃO 06
A figura ao abaixo representa uma das diversas conseqüências da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil, o “Ponha-se na rua”. Qual o significado da expressão e por que esse fato aconteceu?

Obs: Gabarito. Solicitar: wsshist@yahoo.com.br ou wsshist@gmail.com

QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO 1º ANO. TEMA: BRASIL COLÔNIA
QUESTÃO 01

O gráfico acima pode indicar que:
a) a exportação de açúcar, no final do século XVI, diminuiu em razão da política metropolitana adotada após a União Ibérica.
b) a produção açucareira manteve-se regular durante todo o século XVII, pois o investimento feito pelos holandeses garantiu o comércio do açúcar na Europa.
c) o declínio das exportações de açúcar no final do século XVII pode ser creditado ao avanço do comércio inglês nesse setor.
d) a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas pode explicar o declínio das exportações brasileiras na segunda metade do século XVII.

QUESTÃO 02
“Dos 12 donatários, quatro jamais estiveram no Brasil. Dos oito que vieram, três morreram em circunstâncias dramáticas; um outro (Pero de Campos Tourinho) foi acusado de heresia, preso e enviado para tribunais de inquisição em Portugal; três pouco se interessaram por suas propriedades e apenas Duarte Coelho – que foi o primeiro navegador europeu a chegar na Tailândia – realizou uma administração brilhante, em Pernambuco.”
(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – A incrível saga de um país, São Paulo:Editora Ática, p.42)
Com base no texto, é possível afirmar que o sistema de capitanias hereditárias no Brasil:
a) fracassou em razão da falta de experiência e do desinteresse de todos os donatários.
b) foi um sucesso, pois apesar de não haver adesão de muitos donatários, todas as capitanias prosperaram.
c) representou uma experiência nova para Portugal, e apresentou relativo sucesso.
d) foi mal sucedido devido à falta de investimentos e da participação efetiva dos donatários.

QUESTÃO 03
“Tolerante, competente e ágil, Nassau fez um governo brilhante. Primeiro tomou Porto Calvo, último foco de resistência aos invasores. Depois, atraiu os plantadores luso-brasileiros concedendo-lhes empréstimos para reerguer seus engenhos – e os defendeu da agiotagem dos negociantes holandeses e judeus, limitando os juros a 18% ao ano. Deu liberdade de culto, tratou bem os nativos, aumentou a produção de açúcar, urbanizou o Recife, protegeu os artistas, apaziguou a colônia”.
(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – A incrível saga de um país, São Paulo:Editora Ática, p.92)
Esse clima amistoso e produtivo criado entre colonos e holandeses no Brasil terminou a partir
a) da criação da União Ibérica, que ocasionou a invasão do Brasil pelos espanhóis e da posterior expulsão dos holandeses.
b) da mudança da companhia das Índias Ocidentais na forma de tratar os senhores de engenho, submetendo-os a um arrocho colonial.
c) do fim do governo de Maurício de Nassau e o início da União Ibérica, gerando descontentamento dos colonos.
d) da queda do preço do açúcar no mercado internacional, o que levou os holandeses a se instarem nas Antilhas.

QUESTÃO 04
Em relação à atuação da Igreja católica no Brasil colonial não se pode afirmar:
a) a companhia de Jesus foi responsável pela catequese indígena.
b) as santas casas de misericórdia mantiveram ações junto aos pobres.
c) os padres, embora atuassem junto aos índios, incentivaram a escravidão de nativos.
d) as visitações do santo ofício da inquisição também ocorreram no Brasil.

QUESTÃO 05


NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 2003. P. 42.
Interprete, dentro do contexto histórico do Brasil colonial, o problema retratado pela charge.

As questão 06 refere-se à charge a seguir:

NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 2003. P. 49.
QUESTÃO 06
a) Identifique o conflito retratado na charge e as razões que o motivaram.

b) Por que o personagem do navio afirma: “e vocês vão se arrepender de nos terem expulsado!”.

QUESTÃO 07
Leia as afirmações abaixo:
I. A guerra dos Emboabas foi conflito entre mineiros e paulistas pelo controle das terras cultiváveis da região das Minas Gerais.
II. A guerra dos Emboabas está ligada ao desenvolvimento da indústria manufatureira na colônia, sendo uma disputa por mercados consumidores.
III. A guerra dos Emboabas foi um conflito onde os paulistas brigaram pelo monopólio da exploração do ouro na região de Minas Gerais.
IV. A guerra dos Emboabas teve como resultado a derrota dos paulistas.
As afirmações corretas são:
a) somente I, II, e III
b) somente I e II
c) somente III e IV
d) somente I e III
e) somente II e IV

Obs: Gabarito. Solicitar: wsshist@yahoo.com.br ou wsshist@gmail.com

A POLÍTICA DO ENCILHAMENTO

O primeiro pacote econômico
A intenção era promover a industrialização brasileira e estimular a atividade econômica do País. Mas o resultado foi um dos maiores surtos inflacionários do Brasil. Rui Barbosa (1849-1923) foi o primeiro ministro da Fazenda da história republicana do País, nomeado pelo chefe do governo provisório da recémproclamada República dos Estados Unidos do Brasil, general Deodoro da Fonseca. Ministro e secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, ele manteve-se no cargo por quatorze meses.
Adepto dos ideais liberais, Rui Barbosa rechaça seguir os caminhos das políticas econômicas de caráter protecionista, as quais considerava "preconceito mercantilista do século 18 a refletir-se no século 19". Suas primeiras ações ministeriais concentram-se na elaboração da primeira Constituição republicana. Rui, preocupado em defender os interesses nacionais contra os descrentes da nova realidade política do País, foi o principal redator da Carta Magna.
A administração monarquista deixara-lhe um Tesouro falido, mas Rui é obstinado diante de seus objetivos de substituir a antiga estrutura agrária baseada na exportação de café, promover a industrialização e incentivar o crescimento econômico.
Para atingi-los, ele implementa uma série de medidas reformadoras - que atingem principalmente o crédito hipotecário e o crédito à lavoura e à indústria. Todas essas iniciativas obedecem ao sentido renovador que desejava implantar a fim de possibilitar o desenvolvimento das forças produtivas "entravadas por um aparelho estatal obsoleto e por um retrógrado sistema econômico e financeiro", como relata Nelson Werneck Sodré, em sua obra História da Burguesia Brasileira.
Mas o grande desafio era superar a escassez de moeda, agravada pelo crescimento do trabalho assalariado, resultado do fim da escravidão e da maciça chegada de imigrantes. Nesse momento, era grande o debate quanto à orientação macroeconômica a ser adotada no Brasil. Ao passo que os metalistas defendiam a volta do padrão ouro, os papelistas acreditavam que a pressão sobre o crédito seria sanada com a emissão de moeda.
Inspirado no sistema bancário norte-americano e coerente com seus ideais "industrializantes", Rui Barbosa decreta a Lei Bancária de 17 de janeiro de 1890, que estabelecia as emissões bancárias sobre um lastro constituído por títulos da dívida pública.
Essa política monetária, chamada de Encilhamento (gíria carioca que aludia ao lugar do hipódromo onde ficam os cavalos), buscava "atender às legítimas necessidades dos negócios, já que havia no País uma demanda reprimida de numerário". Com esse objetivo, foram estabelecidas três instituições bancárias sobre um lastro constituído por títulos da dívida pública.
No Rio de Janeiro, região central, foi criado o Banco dos Estados Unidos do Brasil (BEUB), de papel preponderante no novo sistema. Cada região bancária tinha a função de expandir o crédito e estimular a criação de novas empresas.
O resultado das emissões, porém, é um desastre. Em vez de financiar a industrialização, gera um dos maiores surtos inflacionários do País e também desenfreada especulação financeira na Bolsa de Valores, pois o dinheiro fora desviado de seu propósito inicial para toda a sorte de negócios, muitos deles fictícios. Fortunas surgem da noite para o dia, enquanto a economia brasileira
sofre violento colapso.
A grande euforia industrial-financeira só termina com o corte da emissão de moeda, muito desvalorizada, o que gera uma grave crise econômica e contribui para o isolamento político de Deodoro da Fonseca. Em 20 de janeiro de 1891, o primeiro ministro da Fazenda do Brasil deixa o cargo. E o presidente renuncia em 23 de novembro do mesmo ano, sob iminente ameaça de deposição pelos republicanos, representados pelo vice-presidente Marechal Floriano Peixoto, que assume "naturalmente" a presidência.
Fora do governo, Rui torna-se o principal opositor das arbitrariedades e dos desmandos autoritários de Floriano Peixoto e em tenaz crítico dos primeiros presidentes civis: Prudente de Morais e Campos Salles. O apelido "Águia de Haia" provém de sua participação na II Conferência de Paz, em Haia, na Holanda, em 1907.
Fonte: Revista História Viva, novembro de 2003.

LUTERO E A IGREJA CATÓLICA


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CAPITAL, CRISES, CONJUNTURA E MERCADO "LIVRE" DE TRABALHO.






Para facilitar a leitura, aperte com o lado esquerdo do mouse e logo após clicar em abrir link ou clicar duas vezes com o lado direito do mouse, assim abrirá uma outra página para melhor visualização.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DA MAIS-VALIA.






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ATIVIDADE 1º BIMESTRE (2º ANO)

MANIFESTO COMUNISTA - VÍDEO
A URL abaixo é de um vídeo animado tendo como base, o Manifesto Comunista, escrito em 1848 por Karl Marx e Friedrich Engels.
http://www.youtube.com/watch?v=EaVbYyky-Bw
Atividade:
a) Assistir o vídeo;
b) Fazer uma análise pessoal do conteúdo do vídeo;
c) Analisar alguns comentários e relacioná-los com a sua própria análise;
d) Participar do fórum - sobre as doutrinas comunistas e o capitalismo no chat;
e) Data a combinar.

Obs. Algumas legendas não estão muito claras, mas isso, não impede o entendimento do texto.

INCONFIDÊNCIA MINEIRA


Eleições


Feudo

Golpe de 15 de Novembro


Leis para inglês ver 2


Dia do Fico


Império colonial português


Constituição de 1824


Questões no Império


Leis para inglês ver


Inconfidências e Revoltas


Organograma político - Constituição de 1824.


Brasil: Galinha dos ovos de ouro


Sociedade medieval 2


Sociedade açucareira


Questão militar


Rotas marítimas portuguesas


Quinto


Sociedade medieval




quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Escravidão negra. "E agora é a sua vez!"

"E AGORA É A SUA VEZ!"

Nesse Roteiro você terá, finalmente, a oportunidade de externar seu pontode-vista, de se colocar pessoalmente face à controvérsia e de defender suas posições. Como porém toda controvérsia pede DISCUSSÃO, os quatro Roteiros de Estudo são preparatórios a um "FÓRUM DE DEBATES", isto é, a uma aula de discussão com a classe toda, na qual, sob a orientação do professor, todos terão a oportunidade de expor seus pontos-de-vista e de argumentar na defesa dos mesmos.
Como o próprio nome indica um ROTEIRO DE ESTUDO é um "guia", capaz de orientar o caminho da aprendizagem a ser percorrido por você, trabalhando sozinho, de preferência. Se, porém, não se dispuser a cumprir todas as tarefas previstas em cada Roteiro não haverá caminho da aprendizagem para você.
O QUE É PARA FAZER
1 - PREENCHER o QUADRO-SINTESE - providenciar no quadro ou fotocopiado - chamado o Mapa da Controvérsia porque ele permitirá a você construir um "mapa" de todas as respostas que já foram dadas à QUESTÃO-GERADORA
e de suas respectivas críticas. Permitirá principalmente identificar com toda clareza onde está o "X da controvérsia", isto é, quais as respostas que conflitam com as outras e porque.
2 - CONFERIR seus ACERTOS e ERROS, recorrendo ao GABARITO em poder de seu professor.
3 — TOMAR POSIÇÃO face à controvérsia, isto é, decidir se por esta ou aquela resposta à QUESTÃO-GERADORA e acumular argumentos para defendê-la mais tarde
TOMADA DE POSIÇÃO

Analise bem o QUADRO-SÍNTESE tal como você o preencheu e corrigiu depois:
A - Pensando bastante no que você indicou como sendo o "X da controvérsia".
B — Fazendo um bom balanço das respostas dadas à QUESTÃO-GERADORA e respectivas críticas:
• selecione a seguir aquela que você acha ser a resposta mais adequada à QUESTÃO-GERADORA e indique-a na página seguinte;
• imagine depois que você está num tribunal e que precisará defender a "sua" resposta. Relacione, no seu caderno, o maior número possível de argumentos em defesa dessa "sua" posição.
"Minha" posição ou "minha" resposta à QUESTÃO-GERADORA da controvérsia:


Argumentos a favor da "minha" posição:

EM TEMPO!
Agora que você chegou a um ponto-de-vista pessoal sobre a controvérsia preparese para defendê-lo no FÓRUM de DEBATES do qual irá participar com a classe toda e conforme orientação a ser dada por seu professor.



Escravidão negra. "Mas outros criticaram!"

"MAS OUTROS CRITICARAM!!"
Aqui você vai ver como o núcleo da controvérsia se amplia, através da introdução de um elemento novo: a crítica dos historiadores que fizeram o "balanço" das respostas dadas e que avaliaram o peso das mesmas.
O QUE É PARA FAZER
1 - LER o TEXTO com toda atenção.
2 - VERIFICAR o significado dos TERMOS DIFÍCEIS e que se encontra explicado no rodapé.
3 - RESPONDER o QUESTIONÁRIO nº 5: ele conduzirá você ao levantamento de CRÍTICAS a algumas respostas apresentadas à QUESTÃO-GERADORA que você está estudando.

O NEGRO: BASE DA COLONIZAÇÃO
Embora o índio tenha sido um elemento importante para a construção da colônia nos seus primeiros de africanos e seus descendentes o pilar mais sólido sobre o qual se erigiu a sociedade
brasileira.
Em alguns pontos do território, o índio chegou a ser mais fundamental que o negro, como mão-de-obra. Em São Paulo, até ao final do Século XVII, quase não se encontravam pretos, e os documentos da época que usavam o termo "negros" referiam-se na verdade a índios, pois a palavra foi comumente utilizada para designar quaisquer elementos das raças dominadas. Nos primeiros tempos do Rio de Janeiro, até à segunda metade do Século XVII, a mão-de-obra nativa era também amplamente predominante e sua escravização chegou a despertar polémicas e conflitos entre os colonos e algumas autoridades eclesiásticas.
O mesmo se deu nas regiões setentrionais do Brasil, Maranhão e Pará, onde o tráfico negreiro só se tornou regular nas últimas décadas do Século XVIII. Lá também o índio foi muito utilizado, de maneira quase exclusiva, tornando-se objeto de acirradas disputas entre jesuítas e colonos.
Mas o predomínio do escravo negro foi total nas grandes áreas açucareiras da Bahia e da Zona da Mata nordestina, generalizando-se mais tarde para todas as às de economia exportadora do Brasil.
Devido a esse predomínio, alguns autores chegaram a ensaiar uma pseudo-explicação para a "preferência" dada ao negro como trabalhador. Analisaram tais autores as características físicas e culturais dos elementos das raças subordinadas, de maneira claramente racista, para chegar à conclusão ou de uma pretensa "superioridade" do negro no eito, ou de uma suposta "indisposição" cultural do índio para o trabalho da lavoura. Como se o trabalho não fosse escravo e os índios pudessem "escolher" a atividade para a qual estivessem mais aptos...
Os progressos atuais da antropologia já atiraram ao limbo todos esses raciocínios, que aliás nem teriam sido feitos se se tratasse realmente de um trabalho historiográfico profundo e não de manifestações da ideologia do colonialismo: bastaria aos historiadores do início do Século verificar o alto grau de aperfeiçoamento técnico e de produtividade do trabalho atingido pelos guaranis das reduções jesuíticas platinas (já nessa época razoavelmente estudadas), para não formularem ideia s sobre o "despreparo" ou "indolência" dos índios para a atividade regular.
Realmente essenciais para explicar o uso do africano são as estruturas e as práticas do mercantilismo¹ portugueses na época do início da colonização. Desde os meados do Século XV os portugueses haviam estabelecido um comércio crescente de negros escravos para o reino, e depois também para as ilhas do Atlântico africano que se dedicavam ao cultivo de cana e outros artigos. Esse tráfico, contando com praças comerciais poderosas, com um fornecimento regular de negros, com grandes somas investidas, dá grandes lucros ao mercantilismo luso, do qual era peça essencial. No início do Século XVI ele se voltou decisivamente para a América, dirigindo-
se às Antilhas e a outros pontos do Novo Mundo. A existência desse rendoso tráfico foi, sem dúvida, a razão para o uso em larga escala do escravo africano nas lavouras brasileiras, cuja própria existência foi determinada pelo mercantilismo luso, tendo portanto que se subordinar aos mecanismos deste.
¹Mercantilismo: É a política econômica adotada pelos Estados Modernos europeus entre os Séculos XV e XVIII. Corresponde à época do capitalismo comercial, e apresentou variações especiais em cada país. Ãs doutrinas e as práticas mercantilistas visavam fortalecer o Estado e a riqueza nacional. Suas características básicas são: a valorização dos metais preciosos como a fonte essencial de riqueza; o incentivo às exportações e à produção de valor comercial (por exemplo, açúcar e vinhos) para obter um saldo favorável na balança comercial; o protecionismo à economia nacional, através de monopólios e barreiras alfandegárias; o controle
do Estado sobre as atividades econômicas; a proteção aos comerciantes nacionais através de privilégios especiais; a formação de impérios coloniais.

QUESTIONÁRIO nº 5
1 — Para o Autor, qual é o fator que explica a introdução da escravidão negra na colônia?
2 — Neste texto, você nota diferenças entre o índio e o negro?
3 — Pela leitura do texto, o trabalho do índio chegou a ser mais importante que o do negro?
4 — Quais as críticas feitas pelo Autor às chamadas "pseudo-explicações" do problema da escravidão?
5 — Essas críticas podem ser dirigidas às interpretações contidas nos textos já estudados?

Escravidão negra 2. E eles responderam! Cont...

Continuação... "E ELES RESPONDERAM!"
TEXTO nº 3
Mas não bastavam a experiência técnica dos portugueses na fase produtiva e a capacidade comercial e o poder financeiro dos holandeses para tornar viável a empresa colonizadora agrícola das terras do Brasil. Demais, existia o problema da mão-de-obra. Transportá-la na quantidade necessária da Europa teria requerido uma inversão demasiadamente grande, que provavelmente tornaria antieconômica toda a empresa. As condições de trabalho eram tais que somente pagando salários bem mais elevados que os da Europa seria possível atrair mão-de-obra dessa região. A possibilidade de reduzir os custos, retribuindo com terras o trabalho que o colono realizasse durante um certo número de anos, não apresentava atrativo ou viabilidade,
pois, sem grandes concentrações de capital, as terras praticamente não tinham valia econômica. Por último, havia a considerar a escassez de oferta de mão-de-obra que prevalecia em Portugal, particularmente nessa etapa de magnífico florescimento da empresa das índias Orientais. Sem embargo, também neste caso uma circunstância veio facilitar enormemente a solução do problema. Por essa época os portugueses eram já senhores de um completo conhecimento do mercado africano de escravos. As operações de guerra para captura de negros pagãos, iniciadas quase um Século antes nos tempos de Don Henrique, haviam evoluído num bem organizado
e lucrativo escambo que abastecia certas regiões da Europa de mão-de-obra escrava. Mediante recursos suficientes, seria possível ampliar esse negócio e organizar a transferência para a nova colônia agrícola da mão-de-obra barata, sem a qual ela seria economicamente inviável¹. "

¹A ideia de utilizai a mão-de-obra indígena foi parte integrante dos primeiros projetos de olonização² . O vulto dos capitais imobilizados que representava a importação de escravos africanos só permitiu que se cogitasse dessa solução alternativa quando o negócio demonstrou que era altamente rentável. Contudo, ali onde os núcleos coloniais não encontravam uma base econômica firme para expandir-se, a mão-de-obra indígena desempenhou sempre um papel fundamental.
2 Projeto de colonização: O Autor refere-se aqui à iniciativa tomada pelo governo de Portugal de colonizar o Brasil, mediante a instalação de empreendimentos organizados, com núcleos e outras atividades economicamente lucrativas para a Metrópole.
QUESTIONÁRIO nº 4
1 — Que fatores impediram a utilização de trabalhadores brancos (europeus) na lavoura colonial do Brasil?
2 — Qual a relação apresentada no texto entre os portugueses e o tráfico negreiro?
3 — 0 texto dá elementos para você compreender por que o índio não foi escravizado?

Escravidão negra 2. E eles responderam! Cont...

Continuação... "E ELES RESPONDERAM!"
TEXTO nº 2
"Um dos aspectos mais dolorosos da História do Brasil foi o trabalho escravo, introduzido em nossas terras desde a época da descoberta. Não constituímos, devese lembrar, uma exceção nesse particular. Nas colônias francesas, inglesas, espanholas e de outras nações o mesmo sistema era empregado. Um dos principais pretextos para a utilização dos escravos era a afirmação de que os homens de raça branca não seriam capazes de realizar pesados serviços braçais em nosso clima. Com este argumento e outros semelhantes, os colonos aprisionavam os índios e os obrigavam a trabalhos a que eles não estavam habituados. Algumas ordens religiosas, notadamente a dos jesuítas, procuraram lutar contra a escravização, despertando com essa atitude a hostilidade dos colonos. Certas pessoas aconselharam a importação de cativos africanos que, apesar de seu preço elevado, foram introduzidos em regular número nas lavouras da Bahia e do Nordeste, na segunda metade do século XVI.
Vieram de Portugal ordens severas, proibindo a escravização dos índios. Os colonos portugueses, entretanto, sempre arranjavam pretexto para burlar as proibições, ora aproveitando-se de leis que lhes permitiam proteger os naturais da terra, ora provocando conflitos, pois era-lhes permitido transformar em escravos os prisioneiros feitos em guerras justas. O próprio prestígio dos jesuítas não os impediu de agir dessa maneira pouco humana.
(...)
Sempre necessitavam as nossas lavouras do braço escravo, e alegando esse pretexto recorriam os colonos ao apresamento dos indígenas. Estes últimos, é verdade, foram sendo gradualmente substituídos por cativos de origem africana, principalmente nas regiões do Nordeste, onde as culturas proporcionavam lucros substanciais. Nas vilas do Sul, porém, muito mais pobres, não era possível pagar os elevados preços exigidos para os escravos negros, e por isso ali continuou a ser praticada, em grande escala, a caça aos índios. Nessa ocupação se especializaram os
moradores de São Paulo.
(...)
Na época da descoberta do Brasil a escravidão era normalmente praticada em diversas populações africanas que tinham contacto com os portugueses e outros europeus. Quando se iniciou o movimento visando substituir, em toda a América, os trabalhadores índios pelos resistentes escravos negros, o comércio destes últimos já era bastante ativo no litoral da África. Os próprios reis, ou chefes de tribos desse continente, frequentemente ofereciam à venda os prisioneiros de guerra, e, às vezes, pessoas do próprio povo. À medida que o apresamento de escravos se tornava mais rendoso, ia aumentando o número de expedições especialmente destinadas a trazer os cativos aos portos de embarque. E algumas cidades chegaram a experimentar notável prosperidade, graças a tão desumano comércio.
(...)
O transporte de pessoas destinadas ao trabalho forçado não se fez apenas para o Brasil. Foi praticado por todas as nações da Europa que possuíam colônias, tais como a Inglaterra, França e Espanha. Era, naquelas épocas, um sistema que muita gente condenava, mas que dava grandes lucros e por isso os governos o permitiam e até o estimulavam".

QUESTIONÁRIO N° 3
1 - Segundo o Autor, o emprego do trabalho escravo foi uma inovação de Portugal na colonização do Brasil?
2 — Por que motivos recorreram os colonos ao trabalho escravo do índio e do negro?
3 - Como se explica a introdução no Brasil de negros africanos para serem escravos?
4 - Por que o índio continuou a ser escravizado em maior número nas capitanias do Sul?
5 — Quais as dificuldades encontradas pelos colonos para escravizar o índio? Podemos dizer que eles desistiram dessa tentativa?

Escravidão negra 2. E eles responderam!

"E ELES RESPONDERAM!!"

Nesse roteiro, você vai ver como "eles" (isto é, os estudiosos da História do Brasil) responderam de maneira diversa à questão levantada produzindo as diferentes alternativas de resposta que estão no próprio núcleo da controvérsia.

O QUE Ê PARA FAZER
1 - LER cuidadosamente o TEXTO nº 1.
2 - VERIFICAR o significado dos TERMOS DIFÍCEIS e que estão no rodapé.
3 - RESPONDER ao QUESTIONÁRIO nº 2 que vem após o texto.
4 - IMPORTANTE repetir essas operações para cada um dos três textos.
TEXTO nº 1
"O pau-brasil, tirado das matas brasileiras, foi o nosso primeiro produto de valor comercial, explorado pela Europa, na primeira metade do Século XVI. Era encontrado nas matas do litoral, desde a baía do Rio de Janeiro até a altura do cabo de São Roque. (...)
(...)
A extração da madeira era feita por índios. Buscavam o pau-brasil nas matas, derrubavam as árvores, cortavam os troncos em pedaços e os levavam para as feitorias. Ficavam empilhados nos pontos mais procurados pelos navios. (...) Como a extração da madeira era feita pelos índios, e eram os índios que conheciam as matas, os portugueses os obrigaram a fazer esse trabalho, escravizando-os. Foi uma das razões pelas quais os índios passaram a odiar os brancos e a se revoltar.
(...)
Com o grande desenvolvimento da cultura açucareira, começou a faltar gente, a faltar mão-de-obra. Os portugueses tentaram continuar a servir-se dos índios, mas estes não estavam acostumados a trabalhos agrícolas e detestavam permanecer por longo tempo executando o mesmo serviço. Não resistiam ao trabalho obrigatório: ou morriam ou fugiam, indo reunir-se a índios inimigos. Os jesuítas, por sua vez, contribuíram para uma falta ainda maior da mão-de-obra, atraindo os índios para as missões¹.
Por essas razões, a Coroa portuguesa, que estava interessada no aumento da produção do açúcar, favoreceu a importação de escravos negros da África. Em princípios do Século XVI foi iniciado o comércio de escravos para o Novo Mundo. A Espanha os introduziu na América espanhola (Antilhas) e Portugal no Brasil.
A partir de 1549, foram importados negros em maior quantidade, para as capitanias da Bahia e de Pernambuco; eram vendidos aos lavradores e aos senhores de engenho a preços vantajosos para os comerciantes, que os traziam da África. Com os lucros da venda do açúcar, os senhores comprovam mais escravos, aumentando a produção do engenho.
A utilização dos escravos africanos deu resultados. Os negros eram mais resistentes do que os índios, já estavam habituados aos trabalhos agrícolas e acostumados à escravidão, que existia na África. A região norte se desenvolveu muito, com o braço do negro escravo. Esse foi um dos motivos do seu rápido enriquecimento e do empobrecimento da região sul. As capitanias do sul não puderam comprar escravos negros, porque custavam caro. E continuaram a servir-se do indígena, tendo necessidade de ir buscá-lo cada vez mais no interior".
¹Missões: Aldeias organizadas pelas ordens religiosas (franciscanos, beneditinos e principalmente jesuítas), logo no início da colonização, a fim de promover a catequese dos índios. Sob a direção dos missionários, os nativos trabalhavam na agricultura e exploração dos recursos naturais. No Século XVII, as missões jesuíticas espalhadas pelo vale do rio Amazonas, dos rios Paraná-Paraguai e no Maranhão, formavam um verdadeiro "império", com uma população de milhares de indígenas e uma vida cultural e econômica intensa.

QUESTIONÁRIO nº 2
1 - Como o Autor explica a introdução da escravidão pelos colonos portugueses no Brasil?
2 — Por que o índio se adaptou à escravização durante a extração do pau-brasil, mas não nos trabalhos agrícolas da cultura açucareira?
3 - Por que deu certo a utilização do escravo africano?
4 — Qual foi a atuação dos jesuítas e da Coroa portuguesa em relação ao problema da mão-de-obra (indígena e africana)?
5 — Por que as capitanias do Nordeste se desenvolveram mais que as do Sul?

Escravidão negra. "Eis a questão!"

"EIS A QUESTÃO!!"

O QUE É PARA FAZER
1 - OBSERVAR atentamente as GRAVURAS nº 1 e 2: elas mostram situações específicas do negro e do índio na época do Brasil - colônia.
2 - LER com cuidado a BREVE NOTÍCIA que está no verso de cada gravura: ela diz algum coisa sobre o autor da mesma, sobre a obra de que foi retirada, sobre a época a que se refere etc.
3 - RESPONDER com muita atenção ao QUESTIONÁRIO nº 1 que vem após as gravuras: ele permitirá a você relembrar um pouco do que já sabe sobre a condição do negro e do índio no Brasil-Colônia.
5 – MEDITAR e ESCREVER UM PEQUENO TEXTO sobre a QUESTÃO-GERADORA da controvérsia que você vai estudar.


Imagem 1. Aldeia de tapuios. Rujendas.

BREVE NOTICIA
O autor
: (1802-1858) Pintor alemão, veio ao Brasil em duas ocasiões: em 1825, como integrante da expedição cientifica de Langsdorff, naturalista russo, tendo percorrido o interior do Brasil; e em 1846, quando permaneceu no Rio de Janeiro e Pernambuco. Viajou também pela Itália e outros países da América do Sul. Faleceu na Alemanha, deixando, além desta obra, mais de 3 mil desenhos e esboços de suas impressões
de viagens.
A obra: A Viagem pitoresca através do Brasil foi publicada primeiramente em Paris, em 1827. O Autor reuniu os escritos, desenhos, aquarelas e quadros a óleo feitos em sua primeira viagem, um testemunho muito rico das condições do Brasil de então, a paisagem, os costumes rurais e urbanos, a atividade econômica, os tipos sociais. Destavam-se as cenas da vida cotidiana, os costumes dos índios e as situações desumanas da escravidão.
A época: Trata-se do fim do Primeiro Reinado, quando o país iniciava sua fase independente e a sociedade permanecia ainda rural e mais intensamente escravista, apesar de aumentarem as ligações com a Europa e o mundo ocidental.
A gravura: Reproduz uma cena da vida rural, pondo em relevo um grupo de índios já quase civilizados, sob orientação de um missionário. E bom exemploda imagem romântica que os europeus faziam do Brasil: a atração pelanatureza tropical e a visão idealista do índio como um "bom selvagem" que leva uma vida pacata no meio da natureza.


Imagem 2. Castigo público na praça de Santana. Rugendas.

BREVE NOTICIA
O Autor: (1802-1858) Pintor alemão, veio ao Brasil em duas ocasiões: em 1825, como integrante da expedição científica de Langsdorff, naturalista russo, tendo percorrido o interior do Brasil; e em 1846, quando permaneceu no Rio de Janeiro e Pernambuco. Viajou também pela Itália e outros países da América do Sul. Faleceu na Alemanha, deixando, além desta obra, mais de 3 mil desenhos e esboços de suas impressões de viagens.
A Obra: A Viagem pitoresca através do Brasil foi publicada primeiramente em Paris, em 1827. O Autor reuniu os escritos, desenhos, aquarelas e quadros a óleo feitos em sua primeira viagem, um testemunho muito rico das condições do Brasil de então, a paisagem, os costumes rurais e urbanos, a atividade econômica, os tipos sociais. Destacam-se as cenas da vida cotidiana, os costumes dos índios e as situações desumanas da
escravidão.
A Época: Trata-se do fim do Primeiro Reinado, quando o país iniciava sua fase independentee a sociedade permanecia ainda rural e mais intensamente escravista, apesar de aumentarem as ligações com a Europa e o mundoocidental.
A Gravura: Retrata com realismo uma cena da vida urbana relativa à escravidão,que tanto chocava os europeus que viajavam pelo Brasil. A violência do castigo forma um contraste com a indiferença dos demais que simplesmente assistem ao espetáculo. De todos os quadros que Rugendas desenhou sobre a escravidão, é neste que mais revelou sua revolta e indignação
QUESTIONÁRIO nº 1
1 — Como descrever as diferenças entre a situação do negro e do índio tal como foi retratada nas GRAVURAS nº 1 e 2?
2 — Por que motivo o negro está sendo castigado? Você observa a mesma situaçãocom o índio?
3 — Além de índios e negros, você nota a presença nessas gravuras de outros elementos? Quais são eles em cada gravura e o que estão fazendo?
4 - A partir dessas observações, você acha que só o negro foi escravizado
"QUESTÃO-GERADORA"
POR QUE FOI INTRODUZIDA A ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL-COLÔNIA?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Republica Oligárquica

Atividades
República Oligárquica (1889-1930)
01. (Enem/1998) Você está estudando o abolicionismo no Brasil e ficou perplexo ao ler o seguinte documento:
Texto 1
Discurso do deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira – Brasil – 1879
No dia 5 de março de 1879, o deputado baiano Jerônimo Sodré Pereira, discursando na Câmara, afirmou que era preciso que o poder público olhasse para a condição de um milhão de brasileiros, que jazem ainda no cativeiro. Nessa altura do discurso foi aparteado por um deputado que disse: "BRASILEIROS, NÃO".

Em seguida, você tomou conhecimento da existência do Projeto Axé (Bahia), nos seguintes termos:
Texto 2
Projeto Axé, Lição de cidadania – 1998 – Brasil
Na língua africana iorubá, axé significa força mágica. Em Salvador, Bahia, o Projeto Axé conseguiu fazer, em apenas três anos, o que sucessivos governos não foram capazes: a um custo dez vezes inferior ao de projetos governamentais, ajuda meninos e meninas de rua a construírem projetos de vida, transformando-os de pivetes em cidadãos. A receita do Axé é simples: competência pedagógica, administração eficiente, respeito pelo menino, incentivo, formação e bons salários para os educadores. Criado em 1991 pelo advogado e pedagogo italiano Cesare de Floria La Rocca, o Axé atende hoje a mais de duas mil crianças e adolescentes. A cultura afro, forte presença na Bahia, dá o tom do Projeto Erê (entidade criança do candomblé), a parte cultural do Axé. Os meninos participam da banda mirim do Olodum, do llé Ayê e de outros blocos, jogam capoeira e têm um grupo de teatro. Todas as atividades são remuneradas. Além da bolsa semanal, as crianças têm alimentação, uniforme e vale-transporte.

Com a leitura dos dois textos, você descobriu que a cidadania:
a) jamais foi negada aos cativos e seus descendentes.
b) foi obtida pelos ex-escravos tão logo a abolição fora decretada.
c) não era incompatível com a escravidão.
d) ainda hoje continua incompleta para milhões de brasileiros.
e) consiste no direito de eleger deputados.

02. (Cesgranrio-RJ) A identificação dos governos da República Velha com os interesses da economia cafeeira pode ser expressa pelo(a):
a) financiamento, através do Banco do Brasil, para o plano de novas lavouras, no Encilhamento.
b) estatização das exportações, com o objetivo de garantir os preços, durante a Primeira Guerra Mundial.
c) adoção de uma política de valorização, reduzindo a oferta do produto, a partir do Convênio de Taubaté.
d) controle da mão-de-obra camponesa e apoio à imigração, com a Lei Adolfo Gordo.
e) isenção de tributos assegurada no programa de estabilização de Campos Sales.

03. (Fuvest-SP) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu pai era de Módena, minha mãe era de Carpi e ficaram muito tempo na roça. Depois a família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora está tudo mudado, já não entendo nada dessas ruas."

Esse trecho do depoimento de um descendente de imigrantes, transcrito na obra Memória e sociedade, de Ecléa Bosi, constitui um documento importante para a análise
a) do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que desencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais.
b) da imigração européia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conhecidos como "sistema de parceria".
c) da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão-de-obra estrangeira para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano de São Paulo.
d) do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufatureiro.
e) da crise da produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, acelerando o processo de industrialização.

04. (Fuvest-SP) A política do café, durante a Primeira República,
a) chegou ao auge do protecionismo com o Convênio de Taubaté, passando depois a reger-se pelas leis do mercado.
b) procurou atender aos interesses dos cafeicultores através de constantes medidas de proteção ao produto.
c) pode ser equiparada à de outras produções agrícolas, todas elas amparadas por Planos de Defesa.
d) atendeu exclusivamente aos interesses dos grandes grupos internacionais, através dos Planos de Defesa.
e) foi dirigida pelo governo do estado de São Paulo, enquanto o poder federal mantinha uma atitude distante e neutra.

05. (UFMG) A política dos governadores, instituída no governo Campos Sales (1898-1902), significou a resolução da contradição instituída pela constituição de 1891.

Essa contradição se dava entre
a) a naturalização compulsória e a livre escolha da cidadania brasileira.
b) a política de valorização do café e a indústria nascente.
c) o bicameralismo e a democracia indireta.
d) o federalismo e o presidencialismo.
e) os presidentes militares e os cafeicultores paulistas.

06. (UFMG) Leia o texto.

"Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os representantes do povo, desde o vereador até o presidente da República, eram eleitos por sufrágio universal e, lá, como aqui, de há muito que os políticos tinham conseguido quase totalmente eliminar do aparelho eleitoral este elemento perturbador – 'o voto'. Julgavam os chefes e capatazes políticos que apurar os votos dos seus concidadãos era anarquizar a instituição e provocar um trabalho infernal na apuração porquanto cada qual votaria em um nome, visto que, em geral, os eleitores têm a tendência de votar em conhecidos ou amigos. Cada cabeça, cada sentença; e para obviar os inconvenientes de semelhante fato, os mesários de Bruzundanga lavravam as atas conforme entendiam e davam votações aos candidatos, conforme queriam. (...) às vezes semelhantes eleitores votavam até com nome de mortos, cujos diplomas apresentavam aos mesários solenes e hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões."
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 65-6.)

Todas as alternativas contêm afirmações que confirmam o comportamento eleitoral criticado na sátira de Lima Barreto, exceto
a) O domínio político dos coronéis rurais garantia a mecânica eleitoral fraudulenta operadora através do voto de curral.
b) O interesse das elites agrárias e a exclusão das demais classes sociais da política estavam garantidos nesse sistema político-eleitoral.
c) O sistema eleitoral descrito como corrupto estava na base da política dos governadores, posta em prática pelas oligarquias na chamada República Velha.
d) O sistema eleitoral fraudulento foi consolidado, no fim dos anos 20, através da ação decisiva da Aliança Liberal.
e) O voto de cabresto era uma forma de manipulação de eleitorado seja através da compra de voto seja através da troca do voto por favores.

07. (PUC-SP) "Cabo de enxada engrossa as mãos... Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais... Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí, e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa."
(PALMÉRIO, Mário. Vila dos Confins. p. 62.)
No texto acima, o escritor Mário Palmério faz alusões a práticas eleitorais freqüentes no sistema político brasileiro em grande parte deste século. Considerando suas informações sobre essa questão e o texto apresentado,
a) discuta as relações entre coronelismo e estrutura da propriedade da terra no Brasil;
b) explique o que é "voto de cabresto".

08. (PUC-SP) "É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do 'engenho' de açúcar."
(HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 19.ed. Rio de Janeiro. J. Olympio, 1987. p. 129.)
De acordo com o autor:
a) o caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840 pode ser identificado, por exemplo, pela utilização de mão-de-obra predominantemente escrava, ao contrário da mão-de-obra assalariada utilizada nos engenhos.
b) a diferenciação entre o Oeste de 1840 e o Oeste de 1940 refere-se ao fato de o primeiro ser uma região de produção cafeeira e o segundo, uma região de concentração de engenhos de açúcar.
c) o modelo clássico da lavoura canavieira e do "engenho" de açúcar significa, em geral, um apego grande do senhor de engenho à rotina rural, ao contrário da maior abertura dos cafezais do Oeste de 1840 à influência urbana.
d) a diferenciação entre o caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840 e o modelo clássico da lavoura canavieira explica-se, entre outros fatores, pela venda do produto dos primeiros no mercado interno e da segunda no mercado externo.
e) as formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais contrapõem-se ao caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840, pois as primeiras acompanharam práticas de mandonismo político local e o segundo trouxe práticas políticas democráticas.



Dicas para estudar melhor
1. Participe da aula, preste atenção, tome nota e não tenha vergonha de fazer perguntas.
2. Monte um plano de estudo, prevendo o que vai estudar ao longo da semana.
3. Faça as lições de casa no dia e deixe um tempo para revisar o que aprendeu na aula.
4. Estude no horário em que está mais atento e disposto. Não deixe para as horas em que tem sono ou está cansado.
5. Descubra qual técnica de memorização funciona para você: falar em voz alta, fazer resumos, montar esquemas, exercícios, dramatização ou estudar em grupo.
6. Procure outras referências sobre o assunto que está aprendendo para ampliar seus conhecimentos, como livros, revistas e filmes.
7. Aproxime-se de um professor, pesquisador ou profissional que domine o assunto de seu interesse.
8. Tenha o hábito de refazer os exercícios que errou nas provas e entenda por que errou.
9. Prepare na véspera o material da escola. Verifique os cadernos e livros de que vai precisar e se todas as lições estão feitas.
10. Reconheça seus pontos fortes e fracos, as áreas em que tem mais habilidade.
Veja, ed. especial, julho 2003.

Mercantilismo

O Mercantilismo
• Conceito
• As Características do Mercantilismo
• Formas Mercantilistas
Conceito
O mercantilismo pode ser entendido como a política e a prática econômico dos Estados Nacionais, no período da transição do Feudalismo para o Capitalismo. Suas origens estão ligadas à centralização do poder, atingindo sua plenitude com o Estado absolutista. O trago principal que caracterizou essa política econômica foi a intervenção estatal nos assuntos econômicos, a efeito de dinamizar a economia nacional em proveito do fortalecimento do Estado. Nesse momento, era defendida a idéia de que somente um Estado centralizado e empreendedor teria condições de patrocinar o desenvolvimento nacional.
Porém, é importante observar que essa prática econômica não expressava uma doutrina única. Variava de Estado para Estado, mantendo sempre o princípio de acumular metais preciosos e utilizar o Estado como meio centralizador.
As características do mercantilismo
O mercantilismo tinha expectativas e algumas táticas gerais, que desencadearam numa série de ações na Era Moderna. Dentre eras, podemos citar:
• O intervencionismo estatal: Tendo em vista o fortalecimento do poder nacional, o Estado intervinha na economia através de regulamentações, tais como o incentivo e a proteção de manufaturas, tarifas alfandegárias, garantia dos monopólios, da fixação de uma política de aumento da população para barateamento da mão-de-obra, do controle sobre os salários, preços e qualidades das mercadorias.
• O metalismo: Expressa a preocupação do mercantilismo com relação a acumulação de ouro e prata. Alguns historiadores afirmam que a preocupação fundamental do mercantilismo é a abundância de ouro e prata, os quais seriam a medida de toda a riqueza. Tal concepção é errônea, mesmo os mercantilistas mais primários jamais colocaram o entesouramento de ouro e prata como centro da política econômica mercantilista. Pelo contrário, preocupavam-se com o ouro e a prata apenas na medida em que viam nesses metais preciosos o meio de desenvolver o comércio, as manufaturas e a própria agricultura de seu pais.
• A balança de comércio favorável: É o centro da política econômica mercantilista. A expansão das exportações e a diminuição das importações foram o objetivo comum do mercantilismo, já que eram a forma pela qual os países obtinham mais metais preciosos. Contudo, a preocupação fundamental era conseguir novos mercados como forma de comprar mais barato e vender mais caro, garantindo, dessa forma, a manutenção de uma balança de comércio favorável.
• O protecionismo: O Estado Nacional, para manter uma balança comercial favorável, procura proteger o seu mercado interno através da desvalorizarão da moeda, do aumento das tarifas alfandegárias que elevam o preço da mercadoria importada, e da proibição de exportação de matérias-primas que poderia desenvolver a industria de outros países.
• O monopólio: A formação de monopólios era uma condição fundamental para o desenvolvimento do comercio e das manufaturas, pois constituía na única forma possível de obtenção do capital necessário para a realização de grandes empreendimentos. Os capitais uniam-se para monopolizar um ramo da produção manufatureira, para monopolizar o comércio de uma localidade ou o comércio colonial. O monopólio, no entanto, pertencia ao Estado Absolutista que, em troca de um pagamento, transferia-o aos burgueses.
A doutrina mercantilista, colocada em prática pelos vários países da Europa Ocidental nos séculos XVI e XVII, obedeceu às condições específicas de cada pais. Assim, por exemplo, se um país possuía minas de ouro e prata ou colônias produtoras de metais, a ênfase seria dada ao metalismo. Se um país não possuía fontes de metais preciosos, procuraria manter uma balança de comércio favorável através do desenvolvimento do comércio e das manufaturas. De acordo com a maneira especial através da qual um pais procurava aumentar a riqueza nacional é que era caracterizado o tipo de mercantilismo.
Formas mercantilistas
• Bulionismo ou metalismo: Característico do século XVI, é fundamentado na concepção metalista, fruto da descoberta e exploração das minas americanas. Apresentando um forte intervencionismo estatal, tanto nos monopólios quanto nos investimentos, desenvolveu-se, principalmente, na Espanha. Esse rígido intervencionismo e a dependência da acumulação de metais trarão péssimas conseqüências para os países ibéricos no momento da crise do sistema colonial.
• Industrialismo ou colbertismo: Desenvolvido por Jean Baptiste Colbert, então ministro das finanças na França, no governo de Luis XIV propôs uma nova forma de acumular capital, que diferenciava enormemente do Bulionismo. A política econômica francesa se fundamentou nesse momento em um incentivo à produção manufatureira, incluindo artigos de luxo para atender melhor a demanda do mercado internacional.
• Comercialismo: O mercantilismo inglês apoiava-se na teoria de que desde que fosse possível manter a balança comercial favorável, não havendo restrições com relação às importações. A meta básica era que o quantitativo das exportações fosse sempre superior e que transportasse um número crescente de mercadorias
• Países Baixos: Nos Países Baixos, não vamos encontrar a mesma rigidez dos demais países. Em parte, o desenvolvimento econômico dos países aproximou-se de uma economia liberal, diferente da França, o Estado foi a franca expressão da burguesia comercial. Neste caso, o aspecto econômico supera o político.
• Cameralismo: Durante a Idade Moderna, o que hoje conhecemos como Alemanha não passava de alguns pequenos estados. Aproveitando-se das experiências mercantilistas dos outros países, por iniciativa da Prússia, um dos Estados germânicos, foi criada uma associação entre os Estados para fortalecer a economia e o tesouro real. O nome cameralismo vem de "Kammer", o nome do tesouro real.
Alguns economistas chegam a afirmar que é através da quantidade de ouro e prata acumulada por um pais que se tem idéia de sua riqueza. Aqueles países que carecem de reservas de metais preciosos irão obtê-lo através do seu desenvolvimento comercial. Mas como? Mantendo sempre a sua balança comercial favorável, ou seja, exportando o máximo e importando o mínimo.
E nesse processo e em seu controle que o Estado vai se afirmando como grande interventor e empreendedor econômico, procurando regular e organizar a vida do Estado. Nessas condições, contando com o desenvolvimento do comercio, é que as grandes navegações e o comercio colonial adquirem importância fundamental.